A diversidade da produção cinematográfica brasileira de vários períodos será exibida no Circuito Audiovisual-Brasil 2016, na cidade do Rio de Janeiro, até o dia 18 de setembro, último dia dos Jogos Paralímpicos.

Cariocas, visitantes de outras cidades e Estados brasileiros e de diversos países terão acesso a uma ampla programação, que incluirá filmes lançados em fases distintas do cinema nacional e documentários esportivos.

Organizado pelo Instituto de Políticas Relacionais, organização voltada para projetos culturais, com o apoio da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC), o Circuito Audiovisual-Brasil 2016 engloba produções que vão desde as Chanchadas da Atlântida (1930-1960), passando pelo Cinema Novo (1950-1970) até o Cinema de Retomada (1990-dias atuais).

Ao todo serão cerca de 100 filmes, entre longas e curtas-metragens, que contarão com legendas em inglês e acessibilidade garantida em 50% das produções.

Curadora da mostra de filmes da Diversidade, que inclui todos os que não estão dentro da temática esportiva, Flávia Guerra, destaca que o público, seja brasileiro ou estrangeiro, vai poder conhecer o Brasil real.

Segundo Flávia, a intenção é criar “um diálogo entre o cinema de autor e o grande público”. Por essa razão, a curadoria fez questão de incluir filmes que mostrassem “polos de cinema pouco conhecidos, como do Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Alagoas e Mato Grosso, entre outros”, explicou.

Filmes

Entre os filmes que serão exibidos dentro da Mostra da Diversidade estão A Floresta de Jonathas (2013), de Sérgio Andrade; Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós; e Cine Holliúdy (2013), de Halder Gomes. Um dos destaques dos curtas a serem exibidos é Karioca, de Takumã Kuikuro, indígena da etnia Kuikuro, povo que representa uma das maiores populações do Alto Xingu.

Outros filmes, como Casa Grande (2014), de Fellipe Barbosa, Que horas ela volta? (2015), de Anna Muylaert, O som ao redor (2012), de Kléber Mendonça Filho, e Girimunho (2012), de Helvécio Martins e Clarissa Campolina, retratam um Brasil mais profundo, mais próximo da realidade, desmistificado.

A seleção de filmes também privilegiou o trabalho de diretoras brasileiras que se destacaram ao longo da história do cinema, entre as quais Suzana Amaral, com o filme a Hora da Estrela; Lina Chamie, com São Silvestre; Laís Bodanzky, com As melhores coisas do mundo; e Georgia Guerra-Peixe, com o documentário O Samba que mora em mim.

Memória do Esporte

A programação incluirá ainda uma série de documentários do Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, que resgatam a história de grandes atletas que representaram o País em diversas edições dos Jogos Olímpicos e inspiraram novas gerações.

Os 47 documentários, produzidos desde 2011, contam histórias como de Adhemar Ferreira da Silva, primeiro bicampeão olímpico do Brasil, que conquistou duas medalhas de ouro no salto triplo nos Jogos de Helsinque (1952) e Melbourne (1956).

Coordenadora do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, Daniela Greeb espera que o resgate da trajetória do esporte nacional possa inspirar as gerações futuras. “É apenas a partir de um olhar sobre nossa história e nossas origens que podemos compreender o presente e sonhar com as próximas conquistas”, destaca.

O projeto Memória do Esporte Olímpico traz ainda histórias de atletas nas modalidades de vôlei, iatismo, boxe, tênis de mesa, tiro, natação, ciclismo, hipismo, judô, basquete, vela, ginástica artística, halterofilismo, pentatlo moderno, vôlei de praia, remo, taekwondo e polo aquático.

Os documentários, que contaram com incentivos fiscais da Lei Rouanet, podem ser vistos também online.

Exibição

Tanto os filmes nacionais quanto documentários do Memória do Esporte Olímpico serão exibidos em salas de cinema da cidade do Rio de Janeiro, com mais de 330 sessões. Os locais de exibição são o Dome da Casa Brasil (filmes serão projetados no teto em duas sessões diárias, às 14h e às 18h); Cine Odeon; Cinemateca do Museu de Arte Moderna; Centro Cultural da Justiça Federal; Circuito Itinerante (caminhão com tenda e ar condicionado com capacidade para 200 lugares); Ponto Cine; Centro Cultural do Banco do Brasil; Cine Joia.

* Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura