Recifest, festival LGBTI+, divulga filmes selecionados para edição 2019

Recifest, festival LGBTI+, divulga filmes selecionados para edição 2019


O Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero, um dos mais relevantes festivais com a temática LGBTI+ do País, anunciou nesta terça-feira (15) os filmes que integram a mostra competitiva da edição 2019. Dos 159 inscritos, de 16 estados, foram selecionados 22 filmes, de oito estados. A sétima edição do Recifest acontece entre os dias 20 e 22 de novembro, no Cinema São Luiz, em Recife (PE).

O festival ocorre, anualmente, desde 2013, no Recife e em cidades do interior de Pernambuco. Este ano, devido à falta de patrocínios de editais, em consequência dos cortes federais à Cultura, o Recifest será realizado em versão reduzida e com uma equipe voluntária.

Para ajudar a custear as atividades, será cobrado o valor simbólico de R$ 3 por ingresso. A organização estimula hospedagens solidárias para receber realizadores e participantes. “Diante da escalada do conservadorismo e anti-intelectualismo, da crescente homofobia, transfobia e racismo, e além da volta da censura, achamos que é de fundamental importância realizarmos o 7º Recifest, neste ano”, explicam Carla Francine e Rosinha Assis, produtoras do evento.

Além das competitivas, a programação traz uma mostra não competitiva de longas e curtas-metragens, performances, moda, rodas de diálogos e atividades formativas. A realização é das produtoras Olinda Produções, Casa de Cinema de Olinda e Taxi Cultural.

Mostra Competitiva Recifest 2019

Piu Piu, de Alexandre Figueirôa, é um curtas em competição no Recifest 2019. Imagem: Divulgação

As mostras competitivas de curtas têm curadoria de André Antônio e Anti Ribeiro. Os selecionados concorrem numa das seguintes categorias: “Produção Pernambucana”, para filmes realizados dentro do Estado, com empresa produtora e diretores locais, e “Produção Nacional”, para filmes realizados em todo o território brasileiro, incluindo Pernambuco. Confira a lista dos selecionados:

Programação Cinema São Luiz – Recife
(Rua da Aurora, 175 – Boa Vista – Recife – PE)

20/11 – Quarta-feira
19h – Mostras Competitivas de Curtas-metragens

Sessão: Inundar o mundo
Mar Fechado – Dir. Aurora Jamelo (PE) – 4′
Pattaki – Dir. Everlane Moraes (SE) – 20′
Preciso dizer que te amo – Dir. Ariel Nobre (SP) – 13′
Colômbia – Dir. Manuela Andrade (PE) – 16′
A felicidade delas – Dir. Carol Rodrigues (SP) – 14′

Sessão: Pense, dance
Banzo – Dir. Rafael Nascimento (PE) – 6′
Juca – Dir. Maurício Chades (DF) – 28′
Ilhas de Calor – Dir. Ulisses Arthur (AL) – 20′
NEGRUM3 – Dir. Diego Paulino (SP) – 20′

21/11 – Quinta-feira
19h – Mostra Competitiva de Curtas-metragens

Sessão: Minha cidade é outra
Santos Imigrantes – Dir. Thiago Costa (SP) – 7´
Vinde como estás – Dir. Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ) – 15′
Piu piu – Dir. Alexandre Figueiroa (PE) – 16′
Minha história é outra – Dir. Mariana Campos (RJ) – 20′
Balizando 2 de julho – Dir. Fabíola Aquino e Márcio Lima (BA) – 25′

Sessão: Gosto de Sangue
O Verbo Se Fez Carne – Dir. Ziel Karapotó (PE) – 7′
O Mistério da Carne- Dir. Rafaela Camelo (DF) – 18′
Cinema Contemporâneo – Dir. Felipe André Silva (PE) – 5′
A Carne é Beijo e o Avesso Água – Dir. Clarissa Ribeiro (RJ) – 5′
Gordox – Dir. Ivson Santo (PE) – 20′
Colidiremos – Dir. George Pedrosa (MA) – 12′
Barriga de imagens – Dir. Maria Bogado (RJ) – 15′

Com informações do Cultura.PE.

Os filmes brasileiros que estão na Mostra de São Paulo 2019

Os filmes brasileiros que estão na Mostra de São Paulo 2019


Entre os dias 17 e 30 de outubro, os mais de 300 títulos selecionados para a 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ocupam as salas de exibição, espaços culturais e locais públicos da capital paulista. Na programação, destacam-se 65 produções e coproduções brasileiras, entre longas e curtas-metragens, clássicos e contemporâneos.

Os filmes integram as seções de Apresentação e Programas Especiais, Competição Novos Diretores, Realidade Virtual e Mostra Brasil. Um dos destaques brasileiros da Mostra de São Paulo 2019 é “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, vencedor do prêmio máximo da mostra Um Certo Olhar dos Festival de Cannes 2019.

Além do novo longa de Aïnouz, outros oito filmes brasileiros têm exibições especiais. São eles: “Amazônia Sociedade Anônima”, de Estêvão Ciavatta; “As Protagonistas”, de Tatá Amaral; “Desarquivando Alice Gonzaga”, de Betse de Paula; “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz; “O Invasor”, de Beto Brant; “Tuã Ingugu (Olhos D’água)”, de Daniela Thomas; “Turma da Mônica: Laços”, de Daniel Rezende e “Madame Satã”, primeiro longa de Karim Aïnouz.

Mostra de São Paulo 2019 promove exibição especial de “Madame Satã” (2002), primeiro longa de Karim Aïnouz. Imagem: Divulgação

História, memória e experiência

Na vão-livre do Masp, acontecem as projeções de dois filmes brasileiros que passaram pela Mostra em edições anteriores: “Slam: Voz de Levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D`Alva, e “Todas as Canções de Amor”, de Joana Mariani. A seção exibe também “Macaco Feio… Macaco Bonito” e “Frivolitá”, curtas-metragens realizados nos primórdios do cinema de animação nacional, com trilha sonora ao vivo.

O cineasta Luiz Rosemberg Filho (1943 – 2019) recebe uma homenagem da Mostra de São Paulo 2019 em forma de retrospectiva, com três obras selecionadas: “O Jardim das Espumas”, “Crônica de um Industrial” e “Bobo da Corte”. Uma das marcas mais fortes de sua produção – “pedregosa e encantada”, como define Inácio Araujo – são as questões políticas.

A tecnologia, criando novos diálogos com o cinema, expande as maneiras de olhar e convida cineastas a explorar novos formatos. Os curtas “A Linha”, de Ricardo Laganaro, “Fogo na Floresta”, de Tadeu Jungle, e “Crianças Não Brincam de Guerra”, de Fabiano Mixo, estão na seção Realidade Virtual. O filme de Laganaro foi vencedor do prêmio VR Experience no Festival de Veneza 2019.

Mostra Brasil e Novos Diretores

A Mostra Brasil apresenta este ano uma seleção de 38 títulos (confira a lista completa no site da Mostra). Entre os destaques estão “O Juízo”, de Andrucha Waddington, com roteiro assinado por Fernanda Torres, e a exibição de um episódio da série “As Protagonistas”, de Tata Amaral, que conta a história do audiovisual do país a partir da contribuição das cineastas mulheres.

As produções nordestinas marcam forte presença no festival. Destaque para os cearenses “Pacarrete”, de Allan Deberton, premiado nos festivais de Gramado, Vitória e FAM, e “A Jangada de Welles”, de Petrus Cariry e Firmino Holanda. Alguns dos pernambucanos na seleção são “Acqua Movie”, de Lírio Ferreira, “Flores do Cárcere”, de Paulo Caldas e Bárbara Cunha, e “Beco”, de Camilo Cavalcante, este último na Competição Novos Diretores.

O carioca “Sem Seu Sangue”, primeiro longa de Alice Furtado, em competição, e o brasiliense “Indianara”, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, estiveram nas mostras independentes do Festival de Cannes, Quinzena dos Realizadores e ACID, e estreiam na Mostra. Outro filme de destaque internacional é “Pacificado”, de Paxton Winters, ganhador do prêmio máximo do Festival de San Sebastián. A trama se relacionada às ocupações das UPPs nas favelas do Rio e está na Competição Novos Diretores.

O recente contexto político, econômico e social brasileiro é tema recorrente entre as produções. Entre os documentários, estão “Amazônia Sociedade Anônima”, de Estêvão Ciavatta; “Abismo Tropical”, de Paulo Caldas; “Chão”, de Camila Freitas; “O Paradoxo da Democracia”, de Belisario Franca e “Outubro”, de Maria Ribeiro e Loiro Cunha. Nas ficções, destacam-se “Três Verões”, de Sandra Kogut, e “Breve Miragem de Sol”, de Eryk Rocha.

Sessões gratuitas no Theatro Municipal

Entre os dias 18 e 20 de outubro, o Theatro Municipal recebe uma programação gratuita de filmes brasileiros da Mostra em parceira com a Spcine. Serão quatro sessões com ingressos distribuídos na Central da Mostra na véspera das exibições ou na bilheteria do Theatro uma hora antes.

“A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, recebeu o prêmio máximo da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019. Imagem: Divulgação

“A Vida Invisível” abrirá as exibições no local na sexta-feira (18), às 20h30. No sábado (19) e no domingo (20), nas sessões vespertinas, às 16h, a programação apresenta, respectivamente, “Abe”, de Fernando Grostein Andrade – protagonizado por Seu Jorge e Noah Schnapp (Stranger Things) – e “Turma da Mônica: Laços”, de Daniel Rezende.

A noite de sábado, às 21h, é reservada para “Três Verões”, de Kogut, protagonizado por Regina Casé. O encerramento acontece no domingo, às 20h30, com “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz, filme vencedor do prêmio da crítica independente no Festival de Veneza.

Doses de Brasil na abertura e encerramento

Cena de “Wasp Network”, de Olivier Assayas, adaptado do livro de Fernando Morais e com Wagner Moura no elenco. Imagem: Divulgação

O filme de abertura da Mostra de São Paulo deste ano é “Wasp Network”, adaptado por Olivier Assayas do livro-reportagem “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. O filme, coprodução França/Brasil/Espanha/Bélgica, é protagonizado por Penélope Cruz e traz no elenco Wagner Moura em papel de destaque. Entre os produtores, está Rodrigo Teixeira, da RT Features.

No encerramento, o longa “Dois Papas”, produção do serviço de streaming Netflix, é dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, codiretor do clássico “Cidade de Deus”. A trama, baseada em fatos, acompanha as mudanças drásticas no Vaticano e é estrelada por Jonathan Pryce e Anthony Hopkins.

A sessão de abertura acontece nesta sexta-feira (18), às 16:30, no Cinearte 1. A de encerramento, no dia 30, quarta-feira, às 19h30, no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer. Os ingressos para a Mostra de São Paulo 2019 custam R$ 20 (inteira) de segunda a quinta e R$ 24 (inteira) às sextas e aos finais de semana. Na Central da Mostra são vendidos pacotes promocionais.

A programação completa, com horários e locais das exibições, está disponível para download em PDF (por filme ou por dia) e no site. Imagem em destaque do filme “Pacarrete”, de Allan Deberton.

Janela de Cinema: como contribuir para que edição de 2019 aconteça

Janela de Cinema: como contribuir para que edição de 2019 aconteça


Um dos mais importantes eventos cinematográficos do Recife, o Janela Internacional de Cinema busca viabilizar a edição 2019 através de financiamento coletivo pelo site Benfeitoria. Os cortes direcionados à Cultura promovidos pela atual gestão do governo federal afetaram os principais editais de apoio, o da Petrobras e do Funcultura, do Governo de Pernambuco.

O Janela de Cinema busca atingir até o dia 7 de novembro metas que vão de R$ 30 mil, mínimo para realizar uma edição simples do festival, até R$ 200 mil, que possibilitaria um festival de maiores proporções. Não há valor mínimo para contribuir com a campanha, entretanto, há recompensas variadas para colaborações a partir de R$ 20.

Segundo a organização, desde a estreia do festival, em 2008, foram contabilizados 130 mil espectadores utilizando em média duas salas de cinema. Entre curtas, médias e longas-metragens, foram exibidos aproximadamente 1.400 filmes contabilizando as 12 edições do festival.

O texto de descrição da Benfeitoria revela que foi cogitada a não realização do Janela este ano. “Logo chegamos ao sentimento de que seria uma prova enorme de coragem cancelá-lo. Não temos esse tipo de bravura. Imaginar a Rua da Aurora deserta à noite esse ano, nas datas reservadas ao Janela, não é uma opção”, completa.

A ação de financiamento coletivo foi a alternativa adotada recentemente pelo Festival do Rio, que caminha com uma campanha bem-sucedida e inicia uma nova fase. Meses antes, o Anima Mundi, segundo maior festival de animação do mundo e o maior da América Latina, foi viabilizado apenas com a colaboração do público após anunciar o congelamento e corte de seus recursos.

Recompensas do Janela de Cinema

Além de contribuir com a realização do 12º Janela Internacional de Cinema do Recife, as/os apoiadores recebem recompensas, tanto simbólicas quanto materiais. O nome das pessoas que fizerem colaborações a partir de R$ 20 recebe menção nos agradecimentos do Janela. Para valores entre R$ 50 e R$ 500, as recompensas variam entre cartazes em A3 do festival e do filme Bacurau (autografado), convites ou passaportes para as sessões e camisas.

Há ainda duas categorias de “Patrono”, para apoios de R$ 1 mil. Além das recompensas anteriores, a/o apoiadora/apoiador pode escolher entre uma reprodução do desenho original das artistas Clara Moreira ou Juliana Lapa ou um kit com 11 pôsteres das edições anteriores.

As/Os apoiadores que contribuírem com R$ 5 mil, ganham camisas e ecobags estampadas com as artes históricas do Janela, além do kit da edição deste ano, cartaz autografado de Bacurau e passaporte de acesso. Por fim, duas opções com foco em empresas oferecem as chancelas de “Patrocinador” (R$ 10 mil) e de “Apresenta” (R$ 25 mil) em todos os materiais e sessões.

Imagem em destaque de Victor Jucá/Divulgação.

14 filmes de animação brasileiros para assistir no Animage 2019

14 filmes de animação brasileiros para assistir no Animage 2019


O Festival Internacional de Cinema de Animação de Pernambuco – Animage 2019 celebra sua 10ª edição consolidando uma identidade própria com ênfase na originalidade e pluralidade. Com uma programação variada, leva ao público este ano mais de 150 filmes de animação de 30 países, distribuídos entre mostras competitivas e especiais voltadas para o público infantil e adulto. 

O Animage 2019 leva aos cinemas 14 animações brasileiras nas mostras Competitiva, Retrospectiva, Brasil e em Sessões Especiais. O Festival acontece entre os dias 11 e 20 de outubro, em Recife (PE), com exibições e atividades realizadas na Caixa Cultural Recife, no Cinema da Fundação/Derby e no histórico Cinema São Luiz, um dos últimos cinemas de rua ainda em funcionamento em Pernambuco.

Curador da décima edição, Júlio Cavani destaca a relevância do Festival para a promoção de intercâmbios artísticos e formação de público. “A maioria dos filmes oferecidos na programação nunca chegaria à cidade se não fosse o festival, que oferece momentos de diversão e reflexão para plateias de todas as idades. Artistas consagrados e revelações, que depois se tornaram grandes nomes, passaram pelo festival ao longo de uma década”, comenta. 

Além das mostras de filmes, o Animage promove oficinas gratuitas. Chia Beloto e Marila Catuária ensinam a técnica de Animação com Recortes e Bruno Cabús comanda a oficina Animação Experimental para crianças. A diretora e animadora alemã Kiana Naghshineh, que participa de um debate sobre sua produção na Mostra Especial que leva o seu nome, ministra a oficina de Desenho Gestual. Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site.

Os ingressos para as sessões no Cinema São Luiz e Cinema da Fundação têm o preço único promocional de R$ 5. Na Caixa Cultural Recife, a entrada é gratuita, com ingressos disponibilizados 1h antes de cada sessão. 

Animações brasileiras no Animage 2019

Preparada/o para aproveitar os dez dias de imersão no mundo do cinema de animação? Para não perder a chance de assistir nas telonas às produções do cinema brasileiro de animação em destaque, o Assiste Brasil organizou os títulos, sinopses, dias, locais e horários das exibições.

A Corda, Acorda, de Ana Luiza Primo, Clara Barros e Julia Nicolescu (RJ)

A Corda, Acorda presta uma homenagem à diversidade brasileira. Celebra-se a infância repleta de brincadeira e rodeada de cultura popular que há nas diferentes partes do Brasil. O curta está na Mostra Competitiva Infantil 1.

  • 12/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife
  • 15/10 (terça-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 17/10 (quinta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 19/10 (sábado), às 14h30, na Caixa Cultural Recife 

A Primeira Sanfonia, de Deco Santana (BA)

O som da sanfona anuncia: é tempo de diversão e de esperança! É tempo de festejar e acreditar que a chuva vai chegar e que vai ter fartura o ano inteiro na mesa. Uma alegria que contagia e enche o coração do povo sertanejo. O curta está na Mostra Competitiva Infantil 1.

  • 12/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife 
  • 15/10 (terça-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 17/10 (quinta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 19/10 (sábado), às 14h30, na Caixa Cultural Recife 

Gildo – Boas Maneiras, de Thomate (SP)

Gildo é um elefante que adora “ler” as figuras dos livros, Paulo é um pássaro que não sabe voar e Socorro é uma barata perfeccionista que só fala o Blábláblês. Juntos vão “aprender” as Boas Maneiras para uma refeição divertida. O curta participa da Mostra Competitiva Infantil 1. 

  • 12/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife 
  • 15/10 (terça-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 17/10 (quinta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação – Derby
  • 19/10 (sábado), às 14h30, na Caixa Cultural Recife

Hornzz, de Lena Franzz (RJ)

Como cada escolha reflete em nossas vidas? Através da narrativa surrealista de Hornzz, o curta acompanha as escolhas e desafios da menina Lu, viajando por experiências únicas em cenários divertidos. Integra a Mostra Competitiva Infantil 2. 

  • 13/10 (domingo), às 16h, na Caixa Cultural Recife
  • 16/10 (quarta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 18/10 (sexta-feira), às 18h, no  Cinema da Fundação/Derby
  • 19/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife

Competitiva Geral e Mostra Brasil

Poética de Barro, de Giuliana Danza, é um dos curtas brasileiros em competição

Os filmes brasileiros selecionados para a Mostra Competitiva Geral estão reunidos em uma exibição especial, a Mostra Brasil. A proposta é apresentá-los em conjunto para oferecer um pequeno recorte sobre a produção nacional atual, sempre crescente e marcada pela diversidade de técnicas, estilos, estéticas e ideias. Um dos curtas da Mostra Brasil, Não Moro Mais Aqui, terá uma Sessão Especial no Cinema São Luiz.

O Muro Era Muito Alto, de Marão (RJ)

Existia esse ratinho. Todo dia ele se aproximava do muro e ficava olhando para cima. Na verdade, ele tinha muita vontade de subir o muro. Mas o muro era muito alto.

  • 15/10 (terça-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 3)
  • 16/10 (quarta-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 3)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Poética de Barro, de Giuliana Danza (MG)

O curta, animado com argilas do Jequitinhonha, retrata a saga de uma pequena criatura que precisa sobreviver às vicissitudes da vida. Se todas as barreiras serão transpostas, apenas assistindo para descobrir.

  • 15/10 (terça-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 1)
  • 16/10 (quarta-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 1)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP)

Inspirado em uma história real, Sangro é a confissão íntima de uma pessoa que vive com HIV. Um filme em animação que busca desmistificar questões que sobrevivem até hoje no imaginário social em relação ao vírus.

  • 15/10 (terça-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 3)
  • 16/10 (quarta-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 3)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Drawing Life, de Luciano Lagares (SP)

Um caricaturista desmotivado retrata as pessoas na rua. Um dia surge uma mulher empurrando uma cadeira de rodas com um menino doente. Eles estabelecem uma conexão a partir de desenhos divertidos e de uma comunicação improvável.

  • 17/10 (quinta-feira), às 16h, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 6)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 18/10 (sexta-feira), às 19h20, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 6)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Selvageria, de Guy Chaneaux (RJ)

Perseguido pela implacável informatização e mecanização da sociedade, um homem tenta manter vivas suas fantasias e devaneios enquanto assiste à sua amada afundando-se cada vez mais num progressismo virulento. Adaptação do romance gráfico de Andre Dahmer, intitulado “Monumento ao Jovem Monolito – Parte I”.

  • 17/10 (quinta-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 7)
  • 18/10 (sexta-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 7)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Sessões Especiais e Retrospectiva

A Mostra Especial Bia Desenha exibe todos os episódios da série brasileira.

O Animage 2019 reúne em uma Mostra Especial todos os episódios da série pernambucana Bia Desenha, transmitida nacionalmente pela TV Brasil. Em comemoração a décima edição, o Festival apresenta a Mostra Retrospectiva, com curtas- metragens premiados nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Infantil em anos anteriores – entre eles, dois brasileiros. Para complementar a programação, dois curtas pernambucanos serão exibidos no Cinema São Luiz abrindo as sessões dos longas-metragens Les Hirondelles de Kaboul e My Entire High School Is Sinking Into The Sea. 

Bia Desenha, de Neco Tabosa (PE)

A série Bia Desenha mostra a convivência entre primos Bia, 5 anos, e Raul, 6 anos.  Os dois moram em casas ao redor do mesmo quintal, numa periferia da região metropolitana do Recife. Seus encontros depois da escola para brincar e desenhar se transformam sempre em grandes aventuras. O Animage 2019 promove a Mostra Especial Bia Desenha com a exibição de todos os episódios, com duração total de 49 minutos. 

  • Dia 11/10 (sexta-feira), às 16h, na Caixa Cultural Recife
  • Dia 20/10 (domingo), às 16h, na Caixa Cultural Recife 

Rua das Tulipas, de Alê Camargo (DF)

Um grande inventor acostumado a criar soluções para todos os moradores de sua rua, a Rua das Tulipas, ao ver a felicidade de todos seus vizinhos descobre que ainda faltava a felicidade de uma pessoa. Vencedor da categoria de Melhor Curta-Metragem Infantil no Animage 2008, será exibido na Mostra Retrospectiva.  

  • 12/10 (sábado), às 17h30, na Caixa Cultural Recife
  • 13/10 (domingo), às 17h30, na Caixa Cultural Recife
  • 19/10 (sábado), às 18h30, no Cinema São Luiz

Não Moro Mais Aqui, de Laura de Araújo (PE)

O silêncio preenche os espaços vazios onde habitam uma avó e sua neta, cujos papéis familiares logo começam a se inverter. O curta abre a programação do Animage 2019 no Cinema São Luiz juntamente com a exibição do longa Les Hirondelles de Kaboul, coprodução França/Luxemburgo/Suíça dirigida pela dupla Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec. Não Moro Mais Aqui integra outras duas mostras: a Brasil e a Competitiva 1.

  • 15/10 (terça-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 1)
  • 15/10 (terça-feira), às 20h30, no Cinema São Luiz (Sessão Especial)
  • 16/10 (quarta-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 1)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Dossiê Rê Bordosa, de César Cabral (SP)

Fama? Ego Inflado? Espírito de Porco? Quais os reais motivos que levaram Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação? Este documentário em animação stop motion investiga este vil crime. Vencedor da categoria de Melhor Curta-Metragem no Animage 2008, está na Mostra Retrospectiva.

  • 17/10 (quinta-feira), às 19h, no Cinema São Luiz
  • 20/10 (domingo), 15h20, no  Cinema da Fundação/Derby

Barbas de Molho, de Eduardo Padrão e Leanndro Amorim (PE)

Numa colina, isolado, vivendo distante dos costumes da cidade, o Barba criou sua própria definição de vida: ler, escutar música, cultivar sua comida e uma enorme barba. Diante de um problema, ele se vê obrigado a tomar uma atitude. O curta será exibido antes do longa-metragem norte-americano My Entire High School Sinking Into the Sea, de Dash Shaw. 

  • 17/10 (quinta-feira), às 20h30, no Cinema São Luiz (Sessão Especial)

Foto de destaque de Victor Jucá/Divulgação. Com informações da assessoria.

‘Chega de fiu fiu’ exige a liberdade dos corpos femininos nos espaços públicos

‘Chega de fiu fiu’ exige a liberdade dos corpos femininos nos espaços públicos


Uma pesquisa de 2015 da ONG ActionAid revelou que 86% das brasileiras já sofreram assédio em espaços urbanos. Entre elas, 77% já receberam assobios e 57% ouviram comentário de cunho sexual. Não é difícil encontrar mulheres que comprovem a veracidade desses números. O documentário “Chega de fiu fiu” inicia sua narrativa com relatos em off de vítimas de assédio sexual. Elas relembram agressões verbais, psicológicas e físicas que sofreram em locais públicos. As vozes são tantas que se somam, confundem-se e ecoam pela cena rotineira da cidade.

Com uma equipe majoritariamente feminina, as diretoras Fernanda Frazão e Amanda Kamanchek realizam um filme compacto, com pouco mais de 70 minutos, e também poderoso na essência de seu discurso. A premissa é apresentada desde o título: “Chega de fiu fiu” faz uma explanação sobre as múltiplas formas de assédio e violências de gênero que, em diversas situações, são praticadas sem pudor e impunemente. A realização faz parte da campanha homônima, criada pela Think Olga, para denunciar o assédio contra mulheres.

Três personagens de diferentes regiões do Brasil são centrais na narrativa. São elas: a artista visual Rosa Luz, do Gama (GO), mulher preta e trans; a estudante de enfermagem e manicure Raquel Carvalho, de Salvador (BA), preta, periférica, lésbica e vítima da gordofobia; e a professora Tereza Chavez, de São Paulo (SP), mulher branca e de classe média-alta. É elementar à construção do documentário a diversidade de vozes e olhares, que não se restringe a essas personagens. A narrativa em si transmite essa pluralidade, desenvolvendo-se em três modos: a partir das histórias das personagens, das falas de especialistas, de uma câmera subjetiva e de uma câmera que observa.

A montagem alternada entre as diferentes perspectivas dá um ritmo fluido e conexo à narrativa, iniciando com o resgate histórico das mulheres na sociedade e concluindo com corpos femininos ocupando as ruas da cidade. A trilha sonora surge em momentos pontuais do filme, trazendo a voz de mulheres que cantam sobre o empoderamento feminino e abominam a violência de gênero. Na questão visual, enquadramentos cuidadosos não se limitam aos planos médios e fechados das entrevistadas. O sentimento de medo, palavra recorrente na fala das personagens, revela-se imageticamente nas ruas, escadarias e becos desertos, mal iluminados, ou nas silhuetas de homens desconhecidos que caminham em direção à câmera.

Para além das análises, relatos, denúncias e representação da resistência feminina, que encoraja as mulheres espectadoras a não se calarem e reconhecerem que não estão sós, “Chega de fiu fiu” se propõe a construir um diálogo com o público masculino. Apresentando dados e manchetes jornalísticas, Frazão e Kamanchek trazem a constatação de que, tão importante quanto falar sobre o feminismo, é falar sobre a masculinidade. As diretoras são assertivas ao distanciar a câmera para registrar uma roda de diálogo formada apenas por homens, brancos e pretos, de distintas realidades sociais, que refletem sobre as atitudes que consideram aceitáveis. A desconstrução de papéis e comportamentos dos homens cabe a eles próprios.

Nessa zona de conforto em que os homens interagem com semelhantes, a voz masculina reproduz discursos que escancaram a masculinidade tóxica. Um dos integrantes fala sem titubear que existem mulheres que “pedem” para serem assediadas devido à roupa que usam. A cena que precede esse momento traz Tereza Chavez mostrando roupas que estava usando em momentos que foi assediada: de saia ou de calça, o assédio aconteceu. Outro participante do grupo de homens considera inadmissível chamar uma mulher de “gostosa” no ambiente de trabalho, mas acredita que algumas, devido a roupa que usam, “gostam de ser assediadas”.

Com uma câmera escondida, uma das personagens ou uma das diretoras (a identidade não é revelada) caminha pela cidade. Assobios, buzinadas, sussurros e até mesmo um enfrentamento direto de um homem que se sente em seu direito ao encarar uma desconhecida porque a considera bonita. O uso da câmera subjetiva funciona para o espectador como uma comprovação prática das teorias, reflexões, dados e das histórias compartilhadas pelas personagens sobre o que é ter seu corpo objetificado. No entanto, o alcance desse recurso é restrito a uma realidade específica, não representando o que uma mulher da periferia, preta ou trans, por exemplo, enfrenta no espaço em que ocupa.

Esses dois olhares, do observador e do participante, são pontos altos da narrativa, pois apresentam quem são os assediadores. Não são monstros, mas sim homens integrantes da sociedade feita para homens, masculinos, e de uma cultura que consente com comportamentos nocivos, machistas e misóginos. “Chega de fiu fiu” investiga, denuncia, desconstrói e questiona. O documentário cumpre com excelência o papel de reunir vozes contra o assédio sexual e de fortalecer possibilidades de transformações sociais, seja por meio do debate, pelo combate ou pelas políticas públicas. O que se quer é que a violência não continue a passar despercebida.

O documentário “Chega de fiu fiu” foi selecionado para o FIM – Festival Internacional de Mulheres no Cinema e exibido na mostra “Lute como uma mulher”. 

Pin It on Pinterest