“Kbela”, premiado curta de Yasmin Thayná, é disponibilizado online

“Kbela”, premiado curta de Yasmin Thayná, é disponibilizado online


Após circular pelo Brasil e pelo mundo em mostras e festivais, Kbela, dirigido e roteirizado por Yasmin Thayná, inicia uma nova carreira, agora no meio virtual. O curta-metragem foi disponibilizado para download gratuito no site oficial, onde também é possível assistir por streamingKbela foi selecionado em 2017 para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR) e premiado no Festival Curta Brasília, Festival de Cinema Vitória, Goiana Mostra Curtas e no MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco. Também marcou presença no Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (FESPACO), em Burkina Faso, o maior do continente africano, e foi honrado com um prêmio da Academia Africana de Cinema (AMAA).

O filme direciona o olhar sobre a “experiência do racismo vivido cotidianamente por mulheres negras” e realiza “um exercício subjetivo de autorrepresentação e empoderamento”, como descreve a sinopse. Através dos cabelos crespos, as personagens se conectam com sua ancestralidade, transcendem o embranquecimento e superam os obstáculos do machismo e racismo para narrar suas próprias histórias. O elenco foi convocado através das redes sociais e, para realizar o filme, foi feita uma vaquinha online, que teve a contribuição de 117 pessoas.

O roteiro é uma adaptação do conto Mc KBELA, também assinado por Yasmin Thayná, publicado na coletânea Flupp Pensa – 43 novos autores e disponível online. A primeira versão do filme foi idealizada em 2013, em menor formato, mas não chegou a ser finalizada. Vítima de um assalto, a diretora e roteirista perdeu todo o material, restando apenas um teaser. O projeto foi retomado em 2015 e o sucesso de sua primeira exibição pública, com o Cine Odeon (Rio de Janeiro) lotado, impulsionou mais três sessões com meia-entrada para todos.

Assista ao curta-metragem Kbela online ou faça o download gratuito.

 

 

 

Curta constrói a história por trás do meme Jeremias Muito Louco

Curta constrói a história por trás do meme Jeremias Muito Louco

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Inspirado em um dos memes históricos da internet brasileira, o cineasta J. G. Kowalski e o roteirista Gustavo Gerard escreveram a história por trás do Jeremias Muito Louco. O curta-metragem O Cão Foi Quem Butô Pá Noiz Bebê acontece na mesa de bar, regado a várias doses de cachaça, e desvenda o universo construído na cabeça do personagem.

Na vida real, embriagado e na delegacia, o personagem que deu origem ao meme foi entrevistado pelo repórter do programa Sem Meia Palavras. O vídeo tem mais de 6 milhões de visualizações no YouTube (assista aqui) e apresenta a inesquecível frase que dá título ao curta-metragem.

A produção foi realizada com investimento próprio e através do financiamento coletivo. A produção é da Dmitriland em parceria com Usina Reality e integra o projeto Origem dos Memes. Assista na íntegra:

Crítica: Carpe Aeternitatem, de Bruno Decc

Crítica: Carpe Aeternitatem, de Bruno Decc


O curta-metragem Carpe Aeternitatem, produção do diretor Bruno Decc, impressionou-me muito. O primeiro que havia assistido foi A Toca dos Dois Signos: Epílogo, que mostra a história da humanidade por um outro viés, algo bem interessante.

Em Carpe Aeternitatem, também um filme experimental, é uma ficção científica que apresenta em sua história situações que permeiam a decisão de um homem que vive num futuro longínquo, entre perecer ou experenciar um ideal de imortalidade por meio da tecnologia, a qual tenta convencer o ser amado a juntar-se a ele nessa empreitada.

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Curta discute proibição do uso recreativo da maconha na cultura indígena

Curta discute proibição do uso recreativo da maconha na cultura indígena

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Dirijo, meri’i, maconha, Cannabis. Resgatando histórias e costumes, o curta documental Dirijo (2010) expõe relatos que revelam a organização social de uma antiga aldeia e seu hábito de passar o “dega”. Entre os Mura, o uso da maconha é milenar não apenas para fins recreativos, mas também como medicinais, energéticos e ritualísticos.

No entanto, com o desenvolvimento da sociedade brasileira e imposição de uma nova cultura, os costumes da comunidade indígena foram reprimidos por leis proibicionistas. Os anciões relatam que era comum criar mudas de dirijo/maconha dentro de suas próprias casas. Em troca, foi dada à comunidade uma nova substância recreativa: a cachaça.

“Aqui foi o chefe da FUNAI que acabou com os caboclos. Eles falaram lá com os caboclos e os caboclos deixaram de plantar porque disseram que não prestava e prejudicava muito o índio. Daí eles foram e deixaram. E a cachaça ficou no lugar”, explica um dos entrevistados.

O documentário foi realizado pela Organização dos Professores Indígenas de Mura, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia, o Núcleo de Pesquisas com Ciências Humanas e Sociais e o Telephone Colorido, com incetivo da Petrobras.

Assista na íntegra:

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