Crítica: ‘Saudade’, de Paulo Caldas

Crítica: ‘Saudade’, de Paulo Caldas


Saudade, essa palavra exclusiva da língua portuguesa e que não encontra tradução literal em outras línguas, manifesta seus plurissignificativos no documentário que traz no título o mesmo nome. Em “Saudade”, de Paulo Caldas, os países lusófonos, separados pelo mar e por um passado de colonização, interligam-se através desse sentimento conhecido, mas pouco compreendido.

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Crítica: ‘Baronesa’ traz o olhar feminino e humanizante sobre a periferia

Crítica: ‘Baronesa’ traz o olhar feminino e humanizante sobre a periferia


A função social do cinema o aproxima de debates sobre a representatividade e o lugar de fala. Cabe ao cineasta, que direciona o olhar, ser um mediador na exposição de uma realidade da qual não pertence? “Baronesa”, filme de estreia de Juliana Antunes, instiga essa reflexão ao apresentar Andreia​ e Leidiane, vizinhas na comunidade Vila Mariquinhas, em Belo Horizonte.

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Crítica: A ousadia do trash nacional em ‘As Boas Maneiras’

Crítica: A ousadia do trash nacional em ‘As Boas Maneiras’


Tentar delimitar “As Boas Maneiras” (2017) a um gênero é um erro. Ele não é um filme de suspense e muito menos de terror, como sugere sua apresentação, mas um típico representante do cinema de autor, que, nesse caso, são dois. Juliana Rojas (Sinfonia da Necrópole) e Marco Dutra (O Silêncio do Céu) retomam a parceria após “Trabalhar Cansa” (2011) com uma produção que retrata o lendário sem se desprender do social.

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As Duas Irenes e o que encontraram através do espelho

As Duas Irenes e o que encontraram através do espelho


Irene (Priscila Bittencourt) não é mais criança para se sujar enquanto brinca, mas também é reprimida quando pede para pintar as unhas de vermelho. Ela é a filha do meio de três irmãs e se sente à margem dos acontecimentos familiares: enquanto a atenção está centrada na festa de debutante da primogênita, a caçula não perde o lugar no colo.

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Crítica: Laerte-se, de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum

Crítica: Laerte-se, de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum

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Cada movimento, com ou sem bandeira, tem o seu imperativo, a sua sugestão, a sua ordem. “Vem pra rua”. “Assuma seus cachos”. “Adote um animal”. “Compre batom”. Laerte-se, além de ser o título dado ao primeiro documentário brasileiro original da Netflix, é também um imperativo. Se abraçarmos a palavra “Laerte” enquanto verbo, como o nome do filme propõe. Laerte-se é um imperativo em forma de convite, daqueles escritos à mão, sabe, e entregue pessoalmente a quem estiver disposto a recebê-lo. Não precisa gostar da festa – ou do filme -, mas Laerte-se se configura num convite irrecusável à revolução que a sensibilidade é capaz de reverberar.

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