Brasileiro não vê cinema alternativo brasileiro porque não se vê nele

Brasileiro não vê cinema alternativo brasileiro porque não se vê nele


Adoro filmes brasileiros. Já foi tempo em que eu cruzava a cidade pra assistir filme brasileiro. Detalhe no cruzar a cidade. É literalmente cruzá-la.

É que moro na zona norte e os cinemas cult do Rio estão na zona sul, eixo rico da cidade. Filme brasileiro não-comercial, simplesmente por sê-lo, entra no bolo “cult”.

E olha que nem moro em bairro periférico. Apesar de levar uma hora pra chegar no cinema, pegava apenas um ônibus. Tem quem leve a duração de um filme pra chegar no cinema.

Ah, e outra: você faz o quê às 14h? Trabalha, né. Sabe que horas passa o filme brasileiro? Adivinha.

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‘O Rastro’ é um “drama político, de suspense e terror”, diz diretor

‘O Rastro’ é um “drama político, de suspense e terror”, diz diretor


Aconteceu na tarde do último sábado (15/04) na CCPX Tour Nordeste, em Recife (PE), o painel do filme de terror brasileiro O Rastro, que está com a estreia prevista para o dia 18 de maio.

Na coletiva, estiveram presentes o diretor, produtores, roteiristas e o elenco do filme. Após a exibição do trailer, o diretor J. C. Feyer comentou sobre as dificuldades de escrever um roteiro brasileiro para um filme de terror. As comparações com filmes norte-americanos e japoneses foram inevitáveis, fazendo com que o roteiro fosse refeito por quatro vezes.

Já a produtora Malu Miranda comentou sobre as dificuldades de encontrar o local para a produção. Os hospitais, por estarem deteriorados ou sem permissão da prefeitura, foram locações difíceis de garantir.

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Mostra do Canal Brasil exibe filmes brasileiros dirigidos por mulheres

Mostra do Canal Brasil exibe filmes brasileiros dirigidos por mulheres


Comandado pela cineasta Anna Muylaert, o Canal Brasil apresenta a segunda temporada da Mostra Cine-Delas. O programa reúne 13 filmes brasileiros dirigidos por mulheres e reforça a presença feminina em funções que antes eram dominadas por homens.

Entre janeiro e abril, aos sábados, o canal exibe um longa-metragem assinado por uma diretora brasileira de diferentes regiões do país. Abrindo o programa, Anna Muylaert entrevista a cineasta responsável pelo filme e discute sobre os bastidores do cinema nacional.

O filme de abertura da temporada foi Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert. Nos próximos sábados do mês de janeiro, às 22h (horário de Brasília), serão exibidos os filmes: À Queima Roupa (14/01), de Theresa Jessouroun, Muitos Homens Num Só (21/01), de Mini Kerti e Ralé (28/01), de Helena Ignez. O programa é reprisado todas às segundas-feiras, à 00h15 (horário de Brasília).

Confira os outros títulos que compõem a programação da segunda temporada da Mostra Cine-Delas:

Sem Controle (2007), de Cris D’Amato;

Avassaladoras (2001), de Mara Mourão;

De Gravata e Unha Vermelha (2014), de Miriam Chnaiderman;

Amores Urbanos (2016), de Vera Egito;

Califórnia (2015), de Marina Person;

Elena (2013), de Petra Costa;

Sinfonia da Necrópole (2016), de Juliana Rojas;

Rânia (2012), de Roberta Marques;

Trago Comigo (2016), de Tata Amaral.

Série idealizada pelo Cinemascope resgata história do cinema brasileiro

Série idealizada pelo Cinemascope resgata história do cinema brasileiro


Cansados de ouvir frases como “o cinema brasileiro não presta” ou que “só tem favela, putaria e palavrão”, o Cinemascope, portal de cinema que existe há mais de cinco anos, apresenta a série Cinema Brasilis. A iniciativa partiu da ideia de resgatar a trajetória do cinema nacional e foi instigada pela pergunta: seria possível encontrar as razões para esta repulsa dando uma corrida de olhos pela história?

Cada vídeo trará uma abordagem dinâmica dessa história desde sua origem, no século XIX, até os dias atuais. Muitos exemplos, trechos de filmes e curiosidades serão vistas em tópicos que englobam a Era dos Estúdios (Cinédia, Atlântida, Maristela e Vera Cruz), o Cinema Novo, Boca do Lixo, Embrafilme, Retomada, Novo Cinema do Recife, Cinema independente e muito mais.

Os episódios serão veiculados semanalmente no canal do Cinemascope no Youtube e Donny Correia, cineasta e pesquisador de História do Cinema pela Universidade de São Paulo (USP), será o apresentador.

A série Cinema Brasilis conta com o Assiste Brasil e a 365Filmes como parceiros.

“Queremos investir no cinema brasileiro”, afirma executivo da Netflix

“Queremos investir no cinema brasileiro”, afirma executivo da Netflix


No ano passado, a Netflix anunciou a produção da primeira série original brasileira, 3%, dirigida por Cesar Charlone. As gravações da primeira temporada já começaram e a previsão é que estreie no catálogo do serviço de streaming ainda em 2016. Mas, a Netflix não tem planos de parar por aí. Em entrevista ao jornal O Globo, o executivo chefe de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, disse que deseja investir em conteúdo brasileiro no catalogo do serviço.

“Queremos investir no cinema brasileiro. Há tão poucos filmes brasileiros que viajam para fora do Brasil e alcançam uma audiência global. Então a gente vê isso como uma oportunidade com a qual pretendemos trabalhar. Não temos um limite para o que podemos produzir no Brasil. Estamos atrás de boas séries e bons roteiristas, e o Brasil está cheio deles”, afirmou Sarandos.

José Padilha foi o primeiro brasileiro a ser convidado pela Netflix para produzir uma série original. Além de produzir Narcos, ele dirigiu e roteirizou alguns episódios. O próximo trabalho previsto para a parceira é uma série sobre a Operação Lava-Jato.

“A beleza do Brasil é que se trata de um mercado maravilhoso, com grandes contadores de história, e já com uma boa infraestrutura de produção. José foi uma das primeiras pessoas que eu conheci quando estava pesquisando sobre o mercado brasileiro, mantivemos contato e nossa relação foi parar em ‘Narcos’ e depois no projeto em que ele trabalha agora. Já ‘3%’ é bem diferente, é voltada para um público mais jovem, é uma ficção científica distópica”, ressaltou o executivo.

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