Crítica: A ousadia do trash nacional em ‘As Boas Maneiras’

Crítica: A ousadia do trash nacional em ‘As Boas Maneiras’


Tentar delimitar “As Boas Maneiras” (2017) a um gênero é um erro. Ele não é um filme de suspense e muito menos de terror, como sugere sua apresentação, mas um típico representante do cinema de autor, que, nesse caso, são dois. Juliana Rojas (Sinfonia da Necrópole) e Marco Dutra (O Silêncio do Céu) retomam a parceria após “Trabalhar Cansa” (2011) com uma produção que retrata o lendário sem se desprender do social.

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As Duas Irenes e o que encontraram através do espelho

As Duas Irenes e o que encontraram através do espelho


Irene (Priscila Bittencourt) não é mais criança para se sujar enquanto brinca, mas também é reprimida quando pede para pintar as unhas de vermelho. Ela é a filha do meio de três irmãs e se sente à margem dos acontecimentos familiares: enquanto a atenção está centrada na festa de debutante da primogênita, a caçula não perde o lugar no colo.

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Saudade e a iminência de partir em ‘A Cidade Onde Envelheço’

Saudade e a iminência de partir em ‘A Cidade Onde Envelheço’

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Quando dirigiu seu segundo filme, em 2008, Marília Rocha já flertava com a incerteza do pertencer, essa arritmia causada pela iminência da partida. Acácio conta a história verídica de um casal português que deixou o país de origem para encontrar novas oportunidades de vida em Angola, vindo morar no Brasil após 30 anos de estadia na colônia lusa, às vésperas de sua independência. Num segmento da película, Marília narra: “Acácio e Conceição nos receberam em uma casa povoada de bibelôs portugueses e peças africanas. Ela trazia ecos do passado, e indicava que o Brasil era para eles um lugar sem raízes, de onde planejavam um dia retornar à terra natal.”

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Crítica: Laerte-se, de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum

Crítica: Laerte-se, de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum

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Cada movimento, com ou sem bandeira, tem o seu imperativo, a sua sugestão, a sua ordem. “Vem pra rua”. “Assuma seus cachos”. “Adote um animal”. “Compre batom”. Laerte-se, além de ser o título dado ao primeiro documentário brasileiro original da Netflix, é também um imperativo. Se abraçarmos a palavra “Laerte” enquanto verbo, como o nome do filme propõe. Laerte-se é um imperativo em forma de convite, daqueles escritos à mão, sabe, e entregue pessoalmente a quem estiver disposto a recebê-lo. Não precisa gostar da festa – ou do filme -, mas Laerte-se se configura num convite irrecusável à revolução que a sensibilidade é capaz de reverberar.

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