Assista aos curtas indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019

Assista aos curtas indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019


Mais de 50 curtas-metragens brasileiros que circularam em festivais nacionais e internacionais estão disponíveis para assistir online e gratuitamente. As produções participam do primeiro-turno do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019, que até o final deste mês votará para eleger as finalistas.

A seleção traz filmes de variados gêneros, entre ficção, documentário e animação, e está disponível na plataforma até o dia 31 de maio. Entre os 51 curtas, o Assiste Brasil escolheu dez títulos que representam a diversificada produção audiovisual brasileira. Confira abaixo a seleção e prepara-se para a maratona!

NoirBLUE, de Ana Pi (MG)

“No continente africano, a diretora Ana Pi se reconecta às suas origens através do gesto coreográfico, engajando-se num experimento espaço-temporal que une o movimento tradicional ao contemporâneo. Em uma dança de fertilidade e de cura, a pele negra sob o véu azul se integra ao espaço, reencenando formas e cores que evocam a ancestralidade, o pertencimento, a resistência e o sentimento de liberdade”.

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Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (SP)

“É aniversário da filha de Maria. No trajeto do trabalho para a festa, ela fica presa no trem, em função de uma pessoa caída acidentalmente sob os trilhos”.

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A Viagem de Ícaro, de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes (GO)

“Bazuka, catador de materiais recicláveis, sonha em voar. Para realizar seu sonho a única alternativa é construir suas próprias asas”.

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Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda (PE)

“Em 1975, a declaração da independência de Angola iniciou uma longa Guerra Civil que matou e expulsou vários angolanos de suas terras. 40 anos depois, Alice, a única filha brasileira de uma família angolana que encontrou refúgio no Brasil, decide ir pela primeira vez à Angola , atrás das histórias que motivaram seus pais a lhe batizarem com esse nome”.

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Disexta, de André Catoto (SP)

“Em 2013 o Brasil se prepara para receber a copa do mundo de futebol e olimpíadas. Foi encontrado o pré-sal uma das maiores reservas de petróleo do mundo. A taxa de desemprego  é de 4%. PIB é de USD 2.473 trilhão. Acompanhando as manchetes e chamadas dos telejornais, o cartunista @disexta desenha charges das mudanças no país. Se hoje os brasileiros enfrentam uma política truculenta, seu começo foi aqui”.

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Maré, de Amaranta Cesar (BA)

“O movimento da maré: várias gerações de mulheres quilombolas entre o impulso de partir e a vontade de ficar, entre a incerteza do futuro e a força da ancestralidade”.

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Nova Iorque, Leo Tabosa (PE)

“Hermila e Leandro querem fugir. Hermila e Leandro querem ficar”. Com Hermila Guedes e Marcélia Cartaxo.

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Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)

“Caio José tem 25 anos e é enfermeiro, Kaio Lemos tem 38 e é pesquisador acadêmico. O primeiro mora em Quixeramobim, uma pequena cidade no Sertão Central do Ceará. O segundo, na capital do Estado, Fortaleza. Eles têm boa formação intelectual, amigos, família e em nada se diferenciariam dos tantos rapazes que vivem realidades similares não fosse pelo fato de serem homens transgêneros”.

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Convite Vermelho, de João Victor Almeida (RJ)

“A rotina com os afazeres domésticos ocupa boa parte do dia da Cristina. Os ruídos desses movimentos ecoam por todos os cômodos vazios da casa. A chegada de um convite inesperado interrompe os seus costumes e a levará para um tocante reencontro, repleto de orgulho e saudade”.

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11010, de Gabriela Monnerat e Rodrigo Amim (RJ)

“Ada e Evon vivem em uma cidade que está sendo abandonada. Onde o amor está entre o mundo físico e os códigos binários”.

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Imagem em destaque: cena do curta-metragem “NoirBLUE”, de Ana Pi.

A repercussão do cinema brasileiro no Festival de Cannes 2019

A repercussão do cinema brasileiro no Festival de Cannes 2019


Com quatro filmes e duas coproduções, o cinema brasileiro teve força de expressão no Festival de Cannes 2019 e saiu com o devido reconhecimento da crítica e do júri. Algo bastante significativo para uma época em que a produção cinematográfica brasileira desenvolve-se sob ameaça de paralisação. “Bacurau” e “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” foram premiados e os diretores subiram ao palco para fazer um agradecimento em português.

O primeiro prêmio do cinema brasileiro no Festival de Cannes foi para o cearense Karim Aïnouz, vencedor do prêmio principal da mostra Um Certo Olhar. É a primeira vez que um filme brasileiro é premiado na mostra, a segunda mais importante do festival. “Que este prêmio de fato possa servir para incentivar o futuro do cinema brasileiro, a diversidade da cultura brasileira”, disse o cineasta na ocasião.

“A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” conta a história de Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Júlia Stockler), duas irmãs que seguem caminhos distintos e sofrem com a invisibilidade em uma sociedade machista na década de 1950. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e conta com a participação especial de Fernanda Montenegro. O diretor define sua nova realização como um “melodrama tropical cheio de afeto e paixão, vermelho e verde flúor”.

Prêmio do Júri para ‘Bacurau’

Na cerimônia da premiação principal, a Palma de Ouro, “Bacurau”, dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu o Prêmio do Júri, o terceiro mais importante. Os diretores subiram ao palco e falaram em português. Mendonça Filho mandou “um beijo para todo mundo vendo no Recife, Pernambuco, Brasil” e Dornelles dedicou o prêmio a “todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, da ciência, da educação e da cultura”.

“Bacurau” constrói-se como um filme múltiplo, em gêneros e representações, mas se desenvolve como um thriller distópico ambientado em um futuro próximo, no povoado de Bacurau, localizado no Nordeste do país. No elenco estão Barbara Colen, Sonia Braga e o alemão Udo Kier. Além do filme brasileiro, o Prêmio do Júri foi entregue também ao francês “Les Misérables”, da estreante Ladj Ly.

O produtor brasileiro de destaque internacional

Rodrigo Teixeira, o nome por trás da RT Features, esteve presente no Festival de Cannes com três filmes. Na mostra Um Certo Olhar, assinou a produção de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” e de “Port Authority”, de Danielle Lessovitz, coproduzido com Martin Scorsese. Na Quinzena dos Realizadores, a histórica seção paralela de Cannes, apresentou sua segunda parceria com Robert Eggers (“A Bruxa”): “The Lighthouse”, estrelado por Robert Pattinson e Willem Dafoe.

“The Lighthouse” foi escolhido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema como o melhor filme exibido no Festival de Cannes. O filme, produzido em parceria com a New Regency e a A24, arrancou elogios da crítica especializada e foi ovacionado. O site Hollywood Reporter destacou que “Eggers confirma sua reputação como um mestre do New England Gothic nesse segundo longa claustrofóbico”.

Premiado com o Karim Aïnouz na Um Certo Olhar, Teixeira se referiu ao filme como “talvez o melhor trabalho que eu tenha feito no Brasil”. Essa é a segunda realização em parceria com o cineasta cearense, que lançou em 2011 “O Abismo Prateado”.

Repercussão na mídia

Sites especializados não pouparam elogios aos realizadores brasileiros que ocuparam as prestigiadas telas de Cannes. O IndieWire destacou “Bacurau” como um dos dez melhores filmes do festival: “‘Bacurau’ é o tipo de filme que pertence à competição de Cannes: uma conquista completamente original que usa o poder da forma de arte de uma maneira inovadora e não tem medo de fazer oscilações peculiares nesse processo”.

Os críticos do The Hollywood Report elegeram os 20 melhores filmes do festival, entre eles “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”. Descrevem o melodrama como “muito mais complexo do que o seu enredo sugere, transitando alternadamente entre momentos sedutores e dolorosos, gentis e fortes”. O novo filme de Karim Aïnouz tem estreia prevista para novembro no Brasil. “Bacurau” prevê chegar antes às salas de cinema, no dia 30 de agosto.

Foto em destaque: Os diretores de “Bacurau”, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com o Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação


Os filmes brasileiros que participam do Festival de Cannes 2019

Os filmes brasileiros que participam do Festival de Cannes 2019


O Festival de Cannes 2019, que acontece entre os dias 14 e 25 de maio, reúne estreantes e veteranos em uma programação vasta e variada. Entre os selecionados, estão quatro filmes brasileiros e duas coproduções. Uma delas é “Bacurau”, ficção dirigida por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que concorre à Palma de Ouro e fará sua estreia internacional nesta quarta-feira (15), às 22h, no Théâtre Lumière.

Além da indicação ao prêmio principal em Cannes, cineastas brasileiros marcam presença também nas mostras paralelas e especiais. “Sem seu sangue”, longa de estreia da carioca Alice Furtado, participa da Quinzena dos Realizadores, histórica mostra independente e não competitiva do festival. O drama conta uma obsessiva e intensa história de amor adolescente.

O cearense Karim Aïnouz, que participou do festival em 2002 com “Madame Satã”, retorna com “A vida invisível de Eurídice Gusmão” na mostra Um Certo Olhar/Un Certain Regard. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro no elenco. O diretor define sua nova realização, ambientada nos anos 1950, como um “melodrama tropical cheio de afeto e paixão, vermelho e verde flúor”.

 “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, participa da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação

“A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de
Karim Aïnouz, participa da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação

Além das ficções, a produção documental “Indianara”, codirigido pelo brasiliense Marcelo Barbosa e pela francesa Aude Chevalier-Beaumel, será apresentada na mostra ACID. O documentário acompanha a trajetória política e social da ativista transexual Indianara Siqueira na luta pelos direitos de pessoas LGBT. As realizações selecionadas para a ACID têm em comum o cunho político, experimental, radical e independente.

Bacurau e a Palma de Ouro

O filme brasileiro “Bacurau” concorre com outros 20 títulos à premiação principal este ano. Entre os selecionados estão “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e “Era uma vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino. Além de Tarantino, outros cinco diretores indicados já foram vencedores da Palma de Ouro em anos anteriores: o norte-americano Terrence Malick, o britânico Ken Loach, os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne e o francês Abdellatif Kechiche.

Esta é a segunda vez que Kleber Mendonça Filho concorre ao prêmio em Cannes. A primeira aconteceu em 2016, com “Aquarius“, o segundo longa-metragem de sua carreira. Em “Bacurau”, Kleber é codiretor junto a Juliano Dornelles, que assinou a direção de arte dos premiados “Recife Frio“, “O Som ao Redor” e também em “Aquarius”.

“Bacurau” mescla aventura e ficção científica em uma história que se passa no sertão do Seridó, divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba. Dias após a morte de Dona Carmelita, a tranquilidade do pequeno povoado está sob ameaça. Sonia Braga, Bárbara Colen, Karina Telles e Lia de Itamaracá são alguns dos nomes que integram o elenco.

Apesar de acumular mais de 30 indicações, incluindo coproduções, o Brasil foi vencedor da Palma de Ouro apenas duas vezes: em 1959, com “Orfeu do Carnaval”, de Marcel Camus; e em 1962, com “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. O júri deste ano será presidido pelo cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que anunciará o vencedor da Palma de Ouro no dia 25 de maio.

Brasileiros na coprodução

Maria Fernanda Cândido está em "O Traidor", do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro. Foto: Divulgação
Maria Fernanda Cândido está em
“O Traidor”, do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro. Foto: Divulgação

Três produtoras brasileiras se destacam por trás das realizações selecionadas para o Festival de Cannes 2019. Conhecido por produzir com a RT Features filmes de destaque da cena independente, como “Frances Ha” e “Me chame pelo seu nome”, Rodrigo Teixeira é o nome por trás de “The Lighthouse”. O filme, selecionado para a Quinzena dos Realizadores, tem direção do americano Robert Eggers (“A Bruxa”). Teixeira participa da produção de dois filmes da mostra Um Certo Olhar. São eles “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, e “Port authority”, de Danielle Lessovitz.

A Anavilhana Filmes, de Belo Horizonte, assina a coprodução Argentina-Alemanha-Espanha-Brasil “Breve historia del planeta verde”, dirigida por Santiago Loza. O filme participa da mostra paralela ACID (junto a “Indianara”) e integra a seleção de filmes argentinos, a ACID Trip Argentine.

Já “O Traidor” (“Il Traditore”), do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro, conta com a coprodução da brasileira Gullane, dos irmãos Fabiano e Caio Gullane, e participação da atriz Maria Fernando Cândido. Com locações na Itália, Alemanha e Brasil, a história baseia-se na trajetória de Tommaso Buscetta, o primeiro mafioso do alto escalão a se transformar em um informante.

Foto em destaque: “Bacurau”, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Créditos: Victor Jucá

Matéria atualizada dia 26 de maio, às 10h45, para acréscimo de informações e links.

Quais são as produções do cinema negro e  indígena contemporâneo?

Quais são as produções do cinema negro e indígena contemporâneo?

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Dados de pesquisas feitas pelo GEEMA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa) escancaram a alarmante desigualdade de gênero e de raça no cinema brasileiro. Dos filmes nacionais de maior bilheteria entre 2002 e 2012, 84% foram dirigidos por homens brancos, seguido de 13% por mulheres brancas e 2% por homens negros. Nesse período de dez anos, nenhum filme foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.

Entretanto, para além do circuito de produção e distribuição comercial, essa realidade permanece sendo a mesma? Existe um movimento expressivo de realizadores negros e indígenas que resistem e contestam o sistema hegemônico, branco, masculino e heteronormativo do cinema brasileiro? Para responder essas questões, a pesquisadora Iris Regina, pós-graduanda em Artes e Tecnologia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), realiza a pesquisa “Cinema Negro e Indígena: uma necessidade política e afetiva”.

Através de um levantamento, a pesquisadora busca catalogar realizações brasileiras a partir dos anos 2010 que foram dirigidas, roteirizadas ou produzidas por cineastas negros e indígenas, homens e mulheres. Serão consideradas obras de qualquer gênero cinematográfico, incluindo videoarte e videoclipes, sejam curtas, médias ou longas-metragens. É possível participar da pesquisa até dia 10/04 e enviar as informações através do formulário: http://bit.ly/cinemanegroindigena

Segundo Iris, após o levantamento será possível analisar narrativas distintas do olhar colonizador, as formas de representação e realizar também um recorte de gênero. “A partir da análise dos filmes, busco entender os anseios que impulsionam essas produções e compreender como esses corpos negros transitam no imaginário coletivo. Quero saber quem somos, onde estamos e do que falamos”, diz.

Imagem em destaque do filme “Kbela”, de Yasmin Thayná, disponível para assistir online.

A história do cinema contada a partir de filmes dirigidos por mulheres

A história do cinema contada a partir de filmes dirigidos por mulheres

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Quantos filmes dirigidos por mulheres são reconhecidos e citados como marcos históricos? Quem são as diretoras que fizeram e continuam a fazer a história do cinema? Como seria fazer uma releitura histórica somente a partir de filmes dirigidos por mulheres? Esse debate é proposto pelo curso Mulheres no Cinema, ministrado pelas jornalistas e críticas Joyce Pais, criadora do site Cinemascope, e Luísa Pécora, do Mulher no Cinema, que será realizado no Instituto de Cinema, localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, a partir da próxima terça-feira (2).

A iniciativa foi motivada pela atualidade e relevância do tema, com um recorte raramente visto no mercado. Dividido em três módulos – intitulados “Cineastas pioneiras”, “Vanguarda e resistência” e “Cinema contemporâneo” -, o curso, que conta com 12 encontros, oferece um panorama introdutório do cinema realizado por mulheres no Brasil e no mundo. “Percebo que, com a pauta da representatividade nessa indústria cada vez mais no centro das discussões, o interesse por parte dos cinéfilos em filmes que fogem do cânone também é crescente, e se manifesta tanto nas redes quanto em eventos que participo pelo Brasil”, afirma Joyce Pais.

O programa destaca obras produzidas por realizadoras como Alice Guy-Blaché, Agnès Varda, Chantal Akerman, Helena Solberg, Kathryn Bigelow, Ava DuVernay, Anna Muylaert, entre outras. Serão discutidas, também, como as narrativas abordadas nestes trabalhos estão atreladas, inevitavelmente, a questões históricas, sociais, comportamentais e políticas. Segundo Luísa Pécora, o objetivo do curso “é apresentar e discutir o trabalho de cineastas que contribuíram e contribuem para a produção audiovisual, ampliando o repertório dos alunos e colocando-os em contato com novos olhares, pontos de vistas e linguagens”.

Mulheres do cinema brasileiro

O cinema brasileiro não ficará de fora da releitura histórica. O programa do curso Mulheres no Cinema traz pontuações importantes sobre a participação da mulher no meio cinematográfico no Brasil. Ao longo do curso, serão destacadas realizações de cineastas como Cléo de Verberena (1909-1972) no cinema mudo; Gilda de Abreu (1904-1979), com a chegada do cinema sonoro; Helena Solberg (1938 – ), única diretora do Cinema Novo; Ana Carolina (1949 – ) e Tereza Trautman (1951 – ) na resistência contra a censura da Ditadura Militar; Adélia Sampaio (1944 – ), primeira cineasta negra a dirigir um longa no Brasil e diretora do primeiro filme com temática lésbica; até o cinema brasileiro contemporâneo, representado por Anna Muylaert, Tata Amaral, Laís Bodanzky e Carla Camurati.

O investimento para o curso é de 3 x de R$ 265 e as matrículas podem ser realizadas no site: http://bit.ly/mulheresnocinema-curso-inc. Para mais informações, enviar e-mail para [email protected] e/ou [email protected]

Serviço

QUANDO| A partir do dia 02 de abril de 2019

DIAS DA SEMANA E HORÁRIO |Terça, das 19h às 22h

DURAÇÃO | 12 encontros

CARGA HORÁRIA | 36h

INSCRIÇÕES | http://bit.ly/mulheresnocinema-curso-inc

“Kbela”, premiado curta de Yasmin Thayná, é disponibilizado online

“Kbela”, premiado curta de Yasmin Thayná, é disponibilizado online


Após circular pelo Brasil e pelo mundo em mostras e festivais, Kbela, dirigido e roteirizado por Yasmin Thayná, inicia uma nova carreira, agora no meio virtual. O curta-metragem foi disponibilizado para download gratuito no site oficial, onde também é possível assistir por streamingKbela foi selecionado em 2017 para o Festival Internacional de Cinema de Roterdã (IFFR) e premiado no Festival Curta Brasília, Festival de Cinema Vitória, Goiana Mostra Curtas e no MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco. Também marcou presença no Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (FESPACO), em Burkina Faso, o maior do continente africano, e foi honrado com um prêmio da Academia Africana de Cinema (AMAA).

O filme direciona o olhar sobre a “experiência do racismo vivido cotidianamente por mulheres negras” e realiza “um exercício subjetivo de autorrepresentação e empoderamento”, como descreve a sinopse. Através dos cabelos crespos, as personagens se conectam com sua ancestralidade, transcendem o embranquecimento e superam os obstáculos do machismo e racismo para narrar suas próprias histórias. O elenco foi convocado através das redes sociais e, para realizar o filme, foi feita uma vaquinha online, que teve a contribuição de 117 pessoas.

O roteiro é uma adaptação do conto Mc KBELA, também assinado por Yasmin Thayná, publicado na coletânea Flupp Pensa – 43 novos autores e disponível online. A primeira versão do filme foi idealizada em 2013, em menor formato, mas não chegou a ser finalizada. Vítima de um assalto, a diretora e roteirista perdeu todo o material, restando apenas um teaser. O projeto foi retomado em 2015 e o sucesso de sua primeira exibição pública, com o Cine Odeon (Rio de Janeiro) lotado, impulsionou mais três sessões com meia-entrada para todos.

Assista ao curta-metragem Kbela online ou faça o download gratuito.

 

 

 

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