‘Lino’ bate recorde e se torna a animação brasileira de maior bilheteria

‘Lino’ bate recorde e se torna a animação brasileira de maior bilheteria


“Lino”, animação nacional que estreou nos cinemas no dia 7 de setembro, teve números marcantes para o setor da animação nacional. Agora, com novas exibições nas salas da Cinemark durante o Projeto Brasil, em 13 de novembro, o longa bateu o recorde de bilheteria, tornando-se a maior animação nacional de todos os tempos.

Com quase 300 mil espectadores e mais de R$ 4 milhões arrecadados em bilheteria, o filme abre portas para a renovação da produção de desenhos nacionais. Com direção de Rafael Ribas, “Lino” conta a história do rapaz mais azarado do mundo que, cansado de seu dia a dia maçante e cheio de acidentes, procura uma ajuda mística para mudar de vida. Mas o tiro acaba saindo pela culatra e dá início a uma aventura cheia de perseguições e reviravoltas inesperadas.

O ator Selton Mello dubla Lino, enquanto Dira Paes empresta sua voz à policial durona Janine e Paolla Oliveira interpreta a ingênua Patty. Produzido pelo estúdio de animação brasileiro Start Anima em coprodução com a Fox, o filme tem distribuição da Fox Film do Brasil.

Sobre o filme

Lino é um animador de festas muito azarado que não aguenta mais seu emprego, pois precisa vestir todos os dias uma horrorosa fantasia de um gato gigante e aguentar sempre a mesma rotina de maus tratos das crianças. Cansado de tudo e tentando se livrar da falta de sorte que o persegue, Lino resolve buscar a ajuda de Don Leon, um suposto “mago” não muito talentoso, que o transforma justamente no que ele mais queria se livrar: sua própria fantasia.

Em sua jornada para reverter o feitiço, Lino será confundido com o “maníaco da fantasia” e passa a ser procurado pela polícia, dando início a uma grande aventura. Em cenas divertidas, dinâmicas e inesperadas, Lino descobrirá um novo amor pelo seu trabalho, pelas crianças e um novo sentido para sua vida. Assista ao trailer:

Filme sobre Cora Coralina estreia em dezembro nos cinemas

Filme sobre Cora Coralina estreia em dezembro nos cinemas

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Após a temporada de participações em festivais e mostras, o filme “Cora Coralina – Todas as Vidas” ganha data de estreia. A produção é livremente inspirada no livro “Cora Coralina – Raízes de Aninha” e chega aos cinemas do Brasil em 14 de dezembro. A direção é assinada por Renato Barbieri, com distribuição da Tucuman Filmes.

A produção híbrida mescla realidade e ficção para contar a vida de uma das poetas mais aclamadas da literatura brasileira. A primeira exibição foi realizada no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), em agosto de 2015, marco dos 30 anos de morte de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, mais conhecida como Cora Coralina.

Com 75 minutos de duração, o filme resgata memórias através de entrevistas, fotografias e poemas. “Cora Coralina – Todas as Vidas” conta com a participação de quatro atrizes, que representam Cora em momentos distintos da vida. Camila Salles, trisneta da poeta na vida real, interpreta a personagem aos 5 anos de idade; Maju de Souza vive Cora aos 14; Camila Márdila (“Que Horas Ela Volta?”), aos 21; e Walderez de Barros assume a quarta e última fase, no fim da vida.

Assista ao trailer:

Guia de filmes imperdíveis no X Janela Internacional de Cinema do Recife

Guia de filmes imperdíveis no X Janela Internacional de Cinema do Recife


Uma seleção de 120 filmes de variados gêneros e estilos representam 50 países no X Janela Internacional de Cinema do Recife. Com o tema “Heroínas”, a edição traz um panorama contemporâneo e de clássicos do cinema mundial. Dentre as produções brasileiras selecionadas, três estão na competição principal e mais de vinte compõem as mostras paralelas – muitos dos títulos já foram consagrados em festivais anteriores, como Tiradentes, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Diante da diversidade e opções, o Assiste Brasil preparou um guia de filmes brasileiros e coproduções imperdíveis, entre curtas e longas-metragens, para conferir no Janela Internacional de Cinema do Recife. O festival acontece entre os dias 3 e 12 de novembro de 2017, em Recife (PE).

Me chame pelo seu nome, de Lucas Guadagnino.

Sexta (3), às 18h15, no Cinema São Luiz. Verão de 1983, norte da Itália. Elio Perlman, um jovem ítalo-americano de 17 anos, passa seus dias na vila de sua família, um antigo casarão do século XVII. Seus dias são repletos de composições ao piano e flertes com sua amiga Marzia. Um dia, Oliver, um charmoso homem de 24 anos, chega para ajudar o pai de Elio em sua pesquisa sobre cultura greco-romana. Sob o sol do verão italiano, Elio e Oliver descobrem a beleza do despertar de novos desejos que irão mudar as suas vidas para sempre. “Me chame pelo seu nome” é uma coprodução Itália/França/EUA/Brasil. Foi exibido em Sundance e na mostra Panorama no Festival de Berlim deste ano.

Zama, de Lucrecia Martel

Sexta (3), às 21h, no Cinema São Luiz. A cineasta argentina ganhou uma retrospectiva especial no Janela deste ano. Seu novo trabalho, “Zama”, é uma coprodução que conta com o Brasil e abre o festival. No filme, o oficial da Coroa Espanhola Don Diego Zama espera pela carta do rei concedendo-lhe a transferência do posto na fronteira onde se encontra estancado numa função burocrática. Alguns anos depois da carta nunca chegar e de ter aceitado submisso todo tipo de ordens dos governantes, Zama se lança numa aventura para capturar um perigoso bandido. Lucrecia Martel ministra também uma master class no sábado (4), às 11h, no Cinema do Museu.

[Mostra] Pequenas Histórias da América Latina

Sábado (4), às 13h50, no Cinema do Museu. Mostra de curtas realizados na América Latina. Serão exibidas duas produções brasileiras: “Ba”, de Leandro Tadashi, e a animação “Caminho dos gigantes”, de Alois Di Leo. A exibição conta também com “O Caminho do Vento”, da colombiana Diana Marcela Torres Llantén, e “Viaje a Marte”, animação de Juan Pablo Zaramella. As sinopses da mostra Pequenas Histórias da América Latina estão disponíveis no site do festival.

Gabriel e a Montanha, de Felipe Barbosa

Sábado (4), às 20h, no Cinema São Luiz. Antes de entrar para uma universidade americana de prestígio, Gabriel Buchmann, carregado de sonhos, decide viajar o mundo por um ano. Depois de dez meses na estrada, ele chega ao Quênia determinado a descobrir o continente africano. Até alcançar o topo do monte Mulanje, seu último destino.

Baronesa, de Juliana Antunes

Domingo (5), às 16h45, no Cinema do Museu. A atmosfera de violência na periferia de Vila Mariquinhas, Zona Norte de Belo Horizonte, é feita filme no encontro entre Juliana, diretora em seu primeiro longa-metragem, e Andreia, Lidiane e aqueles que estão à sua volta e passam a conviver com a câmera da realizadora. Este cotidiano e estas mulheres são tão comuns como deslumbrantes e não é frequente que um filme seja tão impregnado de vida e de mundo como este aqui. Baronesa é um acontecimento no cinema brasileiro 2017 e, após vencer a Mostra Aurora da Mostra de Cinema de Tiradentes, tem viajado países e colecionado outros prêmios em festivais importantes como o FIC Valdivia (melhor filme) e o FID Marseille (prêmio do público).

As boas maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra

Domingo (5), às 21h, no Cinema São Luiz. Clara (Isabél Zuaa), moradora da periferia de São Paulo, é contratada para ser babá do filho de Ana (Marjorie Estiano), ainda por nascer. Eventos estranhos, mais e mais recorrentes ao longo da gestação, são somente o princípio de um filme não à toa tido consensualmente pelas críticas brasileira e estrangeira como peça única no cinema de gênero contemporâneo. A São Paulo de Juliana Rojas e Marco Dutra é algo da ordem do fantástico, o horror é com frequência fino e incrível e a realidade do Brasil atual parece, sem esforço, vazar por todos os lados. Imperdível para qualquer um e já incontornável.

[Competitiva] Em caso de fim do mundo

Segunda (6), às 14h, no Cinema do Museu. Exibição de curtas-metragens brasileiros em competição: “A Passagem do Cometa”, Juliana Rojas; “Experimentando o Vermelho em Dilúvio II”, de Musa Michelle Mattiuzzi; “Filme-Catástrofe”, de Gustavo Vinagre; “Terremoto Santo”, de Bárbara Wagner, Benjamin de Burca; e “Torre”, de Nádia Mangolini. As sinopses dos curtas da competitiva Em caso de fim do mundo estão disponíveis no site do festival.

Açúcar, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira

Segunda (6), às 19h, no Cinema São Luiz. Bethânia retorna a suas terras, onde uma vez funcionou o antigo engenho de açúcar de sua família, o Engenho Wanderley. Entre fotos, criaturas fantásticas, contas a pagar e trabalhadores reivindicando seus direitos sobre a terra, Bethânia enfrenta a si mesma em um presente onde o passado e o futuro são ameaçadores.​

O nó do diabo, de Ramon Porto Mota, Ian Abé, Gabriel Martins e Jhésus Tribuzi

Segunda (6), às 21h30, no Cinema São Luiz. Cinco contos de horror. Uma fazenda tomada por horrores há mais de duzentos anos. Cinco encontros com a morte. Um nó que não se desata.

[Competitiva] Tomar os tronos

Terça (7), às 14h40, no Cinema do Museu. Exibição de curtas-metragens brasileiros em competição: “Deus”, de Vinícius Silva; “O Peixe”, de Jonathas de Andrade; “Rei”, de Alfeu França; “Vando Vulgo Vedita”, de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus; e “Travessia”, de Safira Moreira. As sinopses dos curtas da competitiva Tomar os tronos estão disponíveis no site do festival.

Organismo, de Jeorge Pereira

Terça (7), às 18h15, no Cinema do Museu. Diego é um jovem tetraplégico que se vê sozinho em casa após a morte fulminante da mãe. Ele tem a difícil missão de sobreviver dias sem se alimentar até que alguém o socorra. Imobilizado devido à sua condição física, o rapaz busca em seu passado e em um possível futuro, em um fluxo de consciência atemporal de memórias da infância, de relações amorosas, de desejos íntimos e de conflitos pessoais, novos alicerces para uma vida que inicia na aceitação de um novo corpo.

[Mostra] Toca o terror

Terça (7), às 20h30, no Cinema do Museu. Exibição de curtas-metragens brasileiros de gênero: “Ándale”, de Petter Baiestorf; “Casulos”, de Joel Caetano; “Mar de Monstro”, de Isabella Raposo; “Ultima Puella”, de Jota Bosco; e “Zornit”, de Marcello Trigo. As sinopses dos curtas da mostra Toca o terror estão disponíveis no site do festival.

[Competitiva] Nada será como antes

Quarta (8), às 15h40, no Cinema São Luiz. Exibição de curtas-metragens brasileiros em competição: “As Melhores Noites de Veroni”, de Ulisses Arthur; “Cachorro”, de Gustavo Vinagre; “Nada”, de Gabriel Martins; “Pele suja minha carne”, de Bruno Ribeiro; e “Retratos para você”, de Pedro Nishi. As sinopses dos curtas da competitiva Nada será como antes estão disponíveis no site do festival.

Em Nome da América, de Fernando Weller

Quarta (8), às 19h15, no Cinema São Luiz. Na década de 1960, milhares de jovens norte-americanos vieram para o Nordeste brasileiro para participar do programa de voluntariado Peace Corps. Testemunhos, materiais de arquivo e documentos históricos mostram as contradições entre a política exterior dos EUA e as motivações dos voluntários, atônitos diante das mazelas de uma região marcada pela fome e pela violência. O golpe militar de 1964 no Brasil, a Guerra do Vietnã e a infiltração da CIA na América Latina completam o cenário e revelam o temor de que o Nordeste se tornasse uma “nova Cuba”.

Era uma vez Brasilia, de Adirley Queirós

Quarta (8), às 21h40, no Cinema São Luiz. Em 1959, agente intergaláctico recebe missão de vir do espaço para assassinar o presidente Juscelino Kubitschek, mas sua nave se perde no tempo e ele só aterrissa em 2016, quando está em curso o golpe jurídico-midiático que derrubou a presidenta eleita. Adirley Queirós vira mais uma vez a câmera para Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, e conta dali uma outra história do país. O clima de distopia é inevitável, o presente é um futuro com traços de cyberpunk e os exércitos da resistência serão tão periféricos quanto vão figurar em imagens já únicas no cinema brasileiro, mérito também do visionário trabalho da fotógrafa Joana Pimenta, premiada no Festival de Brasília. Estreou na mostra Signs of Life do Festival de Locarno, onde ganhou menção especial.

A moça do calendário, de Helena Ignez

Quinta (9), às 19h20, no Cinema São Luiz. Filme no qual sonho e realidade se entrelaçam, A moça do calendário conta a história de Inácio, 40 anos, casado, sem emprego fixo. Ex-gari, ele trabalha como dublê de dançarino e mecânico na oficina Barato da Pesada, onde sonha com a Moça do Calendário.

O animal cordial, de Gabriela Amaral Almeida

Quinta (9), às 21h40, no Cinema São Luiz. Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio – o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.​

Etéia, a Extraterrestre em sua aventura no Rio, de Roberto Mauro

Sábado (11), às 16h10, no Cinema São Luiz. Etéia vem à Terra em busca do namorado e não o encontrando, tem que fugir da perseguição de um detetive desastrado e lidar com seus poderes inusitados. Exibido em 35mm na mostra Cachaça Cinema Clube.

Prelúdio da Fúria, de Gilvan Barreto

Sábado (11), às 18h30, no Cinema do Museu. “A História é contada por imagens e sons de dor e da fúria”. A frase, dita no idioma matriz do indígena Kamikia Kisedjê, abre e norteia um diálogo entre as experiências de oito fotógrafos e artistas visuais brasileiros ou radicados no país, a partir do contexto de convulsão política que envelopou o Brasil em 2015 e 2016. Após a exibição, acontecerá o debate “Caça e censura às artes”.

Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes

Domingo (12), às 11h, no Cinema São Luiz. Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é um alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante. Aos poucos surge entre eles uma forte amizade.

Todos os Paulos do mundo, de de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Oliveira

Domingo (12), às 18h30, no Cinema São Luiz. ​A criação da Babel despeja pelo mundo homens que falam línguas diferentes: todos os rostos, corpos e vozes de Paulo José, encarnados nos personagens que o ator interpretou em sua carreira no teatro, na televisão e no cinema. Este filme é um ensaio cinematográfico sobre este que é um dos maiores artistas do Brasil, no ano em que completa 80 anos de vida.​

Extras

No sábado (4), acontece no Cinema do Museu, às 11h, a materclass “Um Encontro com Lucrecia Martel”. No domingo (5), o encontro é com o cineasta francês Laurent Cantet, vencedor do Palma de Ouro em Cannes por “Entre os Muros da Escola” (2008). No dia 11 (sábado), às 10h, acontece a tour pelo São Luiz, cinema de rua que faz parte da história de Pernambuco.

A programação completa de encontros (com realizadores, produtores e curadores) está disponível no site do Janela. Os ingressos estão à venda nas bilheterias dos cinemas São Luiz e do Museu e também na plataforma Sympla.

As sinopses foram retiradas dos sites do Janela Internacional de Cinema do Recife, Festival do Rio e Festival de Brasília. A imagem de destaque é do filme “O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida. 

 

Animação brasileira é eleita a melhor da América Latina pela CILECT

Animação brasileira é eleita a melhor da América Latina pela CILECT


O Centre International de Liaison des Ecoles de Cinéma et de Télévision (CILECT) reconheceu a animação brasileira “Oceano” como a melhor produção do gênero da América Latina em 2017. A associação internacional de escolas de cinema existe desde 1955 e elege anualmente produções de destaque realizadas por estudantes das escolas associadas.

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Afroflix: a plataforma gratuita de produções brasileiras de cineastas negros

Afroflix: a plataforma gratuita de produções brasileiras de cineastas negros


Com um catálogo que reúne quase 100 títulos, o Afroflix é um espaço de afirmação de profissionais negros no audiovisual brasileiro. Os conteúdos são disponibilizados gratuitamente e atendem à condição de ter produção, roteiro, direção ou seja protagonizado por pelo menos uma pessoa negra.

A plataforma foi idealizada pela equipe do curta-metragem KBELA, dirigido por Yasmin Thayná. A produção independente, realizada a partir de financiamento coletivo, com equipe predominantemente negra era uma exceção no mercado de distribuição. Assim surgiu a ideia de uma plataforma que tornassem acessíveis as produções do grupo social e representasse a diversidade no audiovisual brasileiro.

Predominância masculina e branca

Entre 2002 e 2014, homens brancos protagonizaram as 20 maiores bilheterias de filmes brasileiros de cada ano, representando 45% dos papéis relevantes dos filmes. Em seguida, mulheres brancas (35%), homens negros (15%) e, por último, mulheres negras (apenas 5%). Esses resultados foram obtidos pelo Grupo de Estudo Multidisciplinar de Ação Afirmativo (GEMAA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no estudo Raça e Gênero no Cinema Brasileiro.

A discrepância é ainda mais gritante quando se olha para os diretores e roteiristas: 84% dos cineastas são homens brancos. Mulheres brancas representam 14% e apenas 2% são homens negros. Quanto às diretoras negras: 0%. Isso mesmo: nenhuma mulher negra dirigiu uma produção de grande bilheteria nos 13 anos analisados pelo estudo. Elas também não assinaram nenhum roteiro, em contrapartida dos homens brancos, responsáveis por 69% dos textos.

Como participar do catálogo

Além da exigência de contar com pelo menos uma pessoa negra na equipe, a curadoria também realiza análises técnicas. Roteiro, linguagem, experimentação e criatividade são fatores relevantes no processo de seleção.

Em entrevista à EBC , a cineasta Yasmin Thayná explica que não é uma obrigação o filme tratar sobre a questão étnico-racial. “Pode ser qualquer conteúdo audiovisual, mas a pessoa negra precisa estar entre os realizadores”, destaca.

As inscrições na plataforma são feitas através de formulários. Os realizadores podem enviar diretamente seus trabalhos e os espectadores também podem participar fazendo indicações. A curadoria organiza o conteúdo em oito categorias, dentre elas documentário, ficção, experimental e  série.

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