Mulheres no Cinema: a história do cinema contada por elas

Mulheres no Cinema: a história do cinema contada por elas


Você seria capaz de listar, sem pensar duas vezes, o nome de 10 diretoras? Esse é um desafio que muitos ainda não conseguem responder porque, por muito tempo, a história do cinema foi contada apenas sob a perspectiva masculina, heteronormativa e branca. Partindo dessa provocação, Joyce Pais, do Cinemascope, e Luísa Pécora, do Mulher no Cinema, criaram o curso Mulheres no Cinema. Traçando um panorama do cinema realizado por mulheres no Brasil e no mundo, as jornalistas e críticas revisitam a trajetória de realizadoras através de suas obras, começando no cinema silencioso até a contemporaneidade.

Após o sucesso da primeira turma (foto abaixo), a segunda edição do curso já está confirmada e acontece entre os dias 10 de setembro e 31 de outubro, em São Paulo/SP. Serão 16 encontros, com aulas às terças e quintas-feiras, das 19h às 22h, totalizando uma carga horária de 48 horas. Para participar, basta ter interesse em cinema e realizar a inscrição online

Turma da primeira edição do curso Mulheres no Cinema realizada em abril.

Mulheres no cinema: uma imersão no cinema feito por elas

Dividida em três módulos — “Cineastas pioneiras”, “Vanguarda e resistência” e “Cinema contemporâneo” —, esta edição foi expandida e apresenta novidades. Além da imersão audiovisual, também serão discutidos aspectos narrativos dos filmes e como se relacionam com questões históricas, sociais, comportamentais e políticas.

Em dois meses de curso, será traçado um panorama introdutório que aborda o cinema mudo, sonoro, experimental, animação, Nouvelle Vague, era dos blockbusters, cinema brasileiro moderno, novo cinema brasileiro (ficção e documentário), além de incluir questões de diversidade e identidade, com recorte de raça. Ainda haverá uma aula especial com sessão, seguida de debate sobre um filme a ser escolhido.

A segunda edição do Mulheres no Cinema acontecerá na Escrevedeira, localizada no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. O investimento é de R$ 900 (à vista), com opções de parcelamento aqui. Para dúvidas ou informações, basta escrever para [email protected] e/ou [email protected]

Serviço

QUANDO |  10 de setembro a 31 de outubro de 2019

DIAS DA SEMANA E HORÁRIO | Terças e Quintas, das 19:00 às 22:00 hrs

ONDE |Escrevedeira (Rua Isabel de Castela, 141, Vila Madalena, São Paulo – SP)

DURAÇÃO | 16 encontros

CARGA HORÁRIA | 48h

EMENTA  e INSCRIÇÕES | http://bit.ly/cursomulheresnocinema

Os filmes brasileiros que estreiam no segundo semestre de 2019

Os filmes brasileiros que estreiam no segundo semestre de 2019

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Expectativa é a palavra que descreve esta lista de filmes brasileiros que chegam aos cinemas ainda em 2019. Mais de 20 títulos estão com previsão de estrear entre junho e dezembro, entre eles os premiados “Divino Amor”, “Bacurau” e “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” e o primeiro live action da Turma da Mônica.

Este é o quarto ano que o Assiste Brasil realiza essa seleção especial (veja as de 2016, 2017 e 2018) a partir de informações obtidas nos sites Filme B, AdoroCinema e de produtoras/distribuidoras. Agora, fique de olho no calendário e acompanhe as próximas estreias do cinema brasileiro:

Amazônia Groove

“Um mergulho apaixonado na música regional da amazônia, especialmente na música característica do Pará. Amazônia Groove faz um retrato das histórias dos músicos da região, responsáveis pela criação do boi bumbá e dos ritmos tradicionais, culminando na invasão tecnológica que possibilitou o desenvolvimento de gêneros musicais como o tecnobrega”.

Documentário dirigido por Bruno Murtinho. Com Mestre Damasceno, Dona Onete, Manoel Cordeiro, Sebastião Tapajós, Waldo Squash. Selecionado para o Festival do Rio 2018.

Estreia dia 6 de junho.

Beatriz

“Em Lisboa, Marcelo escreve um romance, utilizando a vida de sua própria esposa, Beatriz, como inspiração fundamental para a história. A criação toma rumos perigosos, comprometendo o amor que sentem um pelo outro”.

Direção de Alberto Graça. Com Marjorie Estiano, Sergio Guizé e Beatriz Batarda.

Estreia dia 6 de junho.

Deslembro

“Joana é uma adolescente que se alimenta de literatura e rock. Ela mora em Paris com a família, quando a anistia é decretada no Brasil, final de 79. De um dia para o outro, e a sua revelia, organiza-se a volta para o país do qual mal se lembra. No Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde seu pai desapareceu nos porões do DOPS, seu passado ressurge. Nem tudo é real, nem tudo é imaginação, mas ao ‘lembrar’, Joana inscreve sua própria história no presente, na primeira pessoa”.

Direção de Flavia Castro. Com Jeanne Boudier, Hugo Abranches, Sara Antunes e Jesuita Barbosa. Selecionado para a Mostra Horizontes do Festival de Veneza 2018 e premiado no Festival do Rio 2018.

Estreia dia 20 de junho.

Divino Amor

“Brasil, 2027. Uma devota religiosa usa seu ofício num cartório para tentar dificultar os divórcios. Enquanto espera por um sinal divino em reconhecimento aos seus esforços é confrontada com uma crise no seu casamento que termina por deixá-la ainda mais perto de Deus”.

Direção de Gabriel Mascaro. Com Dira Paes, Julio Machado e Emílio de Melo. Seleção oficial dos festivais de Sundance e Berlim. Avaliação 100% no Rotten Tomatoes.

Estreia dia 27 de junho.

Turma da Mônica: Laços

“Após o sumiço do Floquinho, Cebolinha vai precisar da ajuda de seus inseparáveis amigos Mônica, Cascão e Magali para bolar um de seus planos infalíveis e recuperar seu cãozinho, dando origem a uma aventura que reacende os laços que unem a Turma da Mônica há mais de 50 anos”.

Direção de Daniel Rezende. Com Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira. Participações de Monica Iozzi, Paulo Vilhena e Rodrigo Santoro.

Estreia dia 27 de junho.

O Olho e a Faca

“Em uma plataforma de petróleo, um grupo de amigos se mantem unido como forma de aliviar as dificuldades enfrentadas pelo isolamento imposto àqueles que trabalham e vivem em alto-mar. Uma promoção desencadeia acontecimentos que desestruturam de maneira irreversível a amizade do grupo e a própria vida em terra de Roberto, o protagonista do filme. Ele é posto à prova pela força do destino e vivencia o drama de um homem comum frente a um gradual processo de isolamento”.

Direção de Paulo Sacramento. Com Rodrigo Lombardi, Maria Luísa Mendonça e Caco Ciocler.

Estreia dia 27 de junho.

Estrangeiro

“Elisabete (Cecilia Retamoza) viveu sua infância com seus pais na paradisíaca praia de Tabatinga, no nordeste do Brasil. Distante do contato com outras crianças, tinha em Daniela (Bruna Belmont) sua única amiga. Devido a um misterioso trauma, Elisabete abandona o seu lar e nunca mais permanece em um só lugar. Aos trinta anos, Elisabete anseia por uma identidade. Ela não se sente confortável em sua própria pele, uma estrangeira em seu mundo”.

Direção de Edson Lemos Akatoy. Selecionado para mais de 25 festivais nacionais e internacionais e vencedor do prêmio de Melhor Direção de Fotografia no 13º Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Com Cecilia Retamoza, Bruna Belmont, Solana Bandeira e Ana Maria Nunes.

Estreia dia 4 de julho.

Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar

“A cidade de Toritama é um microcosmo do capitalismo implacável: a cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os moradores trabalham sem parar, orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano -, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa”.

Documentário de Marcelo Gomes. Menção Honrosa e Prêmio da Crítica do Júri no Festival É Tudo Verdade. Seleção Oficial do Sheffield Doc Fest e Festival de Berlim.

Estreia dia 11 de julho.

Simonal

Cinebiografia de Wilson Simonal, o cantor que saiu da pobreza e comandou as maiores plateias do Brasil. Uma vez no topo, passa a se sentir invencível: exibe a sua riqueza e gosto por carrões e mulheres; faz propaganda de multinacionais; e se recusa a fazer discurso engajado contra a ditadura. Até que resolve ameaçar seu contador quando se vê com problemas financeiros e acaba vendo seu nome envolvido com o DOPS.

Direção de Leonardo Domingues. Com Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Leandro Hassum, Caco Ciocler.

Estreia dia 8 de agosto.

Hebe – A Estrela do Brasil

“Hebe Camargo se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão brasileira. Sua carreira passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe, ao 60 anos, tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente das críticas machistas, do marido ciumento e dos chefes poderosos, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise pessoal ou profissional”.

Direção de Maurício Farias. Com Andréa Beltrão, Marco Ricca, Danton Mello.

Estreia dia 15 de agosto.

Bacurau

“Um western brasileiro. Um filme de aventura e ficção científica. Daqui a alguns anos, Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida por quase todos, falecida aos 94 anos. Dias depois, começam os sinais de que a tranquilidade de Bacurau estará sob ameaça. No entanto, ninguém contava com um detalhe: que no passado desse lugar extraordinário estava adormecido um talento especial para a aventura”.

Direção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Com Sonia Braga, Udo Kier, Bárbara Colen, Karine Teles. Indicado à Palma de Ouro e vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019.

Estreia dia 29 de agosto.

Vermelho Sol (Rojo)

“Em meados da década de 1970, uma onda de violência política sem precedentes começa a se desenrolar na Argentina. Isso, no entanto, parece ter pouco efeito em uma pequena cidade rural onde Dario, um advogado bem conhecido, leva uma vida tranquila com sua família. O curso normal das coisas é interrompido quando Dario entra em uma discussão acalorada que fica fora de controle”.

Coprodução Brasil, Argentina, França, Holanda e Alemanha. Dirigido pelo argentino Benjamin Naishtat. Com Alfredo Castro, Darío Grandinetti.

Estreia prevista para agosto.

Legalidade

“Em 1961, o governador Leonel Brizola lidera um movimento sem precedentes na história do Brasil: a Legalidade. Lutando pela constituição, mobiliza a população na resistência pela posse do presidente João Goulart. Em meio ao iminente golpe militar, uma misteriosa jornalista pode mudar os rumos do país”.

Direção de Zeca Brito. Com Cleo Pires, Leonardo Machado, Fernando Alves Pinto.

Estreia dia 12 de setembro.

Eduardo e Mônica

A história de amor cantada por Renato Russo e lançada no disco “Dois” do Legião Urbana ganhou uma adaptação cinematográfica. A história fala sobre o encontro entre Eduardo e Mônica, um casal muito diferente que parece ter mesmo nascido um para o outro.

Direção de René Sampaio. Com Alice Braga e Gabriel Leone.

Estreia dia 19 de setembro.

Morto Não Fala

“Stênio é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui um dom paranormal de comunicação com os mortos. Quando as confidências que ouve do além, contudo, revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família”.

Direção: Dennison Ramalho. Com Daniel Oliveira, Fabíula Nascimento, Bianca Comparato, Marco Ricca. Seleção oficial do Festival do Rio 2018 e do X Janela Internacional de Cinema do Recife.

Estreia dia 19 de setembro.

No Coração do Mundo

“Dona Sônia pediu uma arma para seu vizinho Alcides, para vingar seu filho Joca, morto por Beto, irmão de Miro, amante de Rose, amiga de Selma, que trabalha com Marcos, que namora com Ana, que quer sair de Contagem e ter uma vida melhor no coração do mundo”.

Direção de Gabriel Martins e Maurílio Martins. Com Kelly Crifer, Leo Pyrata, Grace Passô, Bárbara Colen. Premiere mundial no Internacional Film Festival Rotterdam – IFFR 2019.

Estreia dia 26 de setembro.

Inaudito

“O guitarrista Lanny Gordin é um dos personagens fundamentais na transformação da música brasileira a partir da década de 1960: eletrizou Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jards Macalé, entre outros. Neste filme, dirigido por Gregorio Gananian e com criação de Danielly O.M.M, Lanny nos revela o seu processo libertário de composição e pensamento atual: o guitarrista embarca em uma insólita odisseia pela China, local de nascimento, e Brasil, país onde vive”.

Documentário dirigido por Gregório Gananiam. Selecionado para a 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Mostra de Tiradentes e Festival IN-EDIT.

Estreia dia 17 de outubro.

Os Sonâmbulos

“Era um pequeno grupo de demolidores de mundo. Perdidos na multidão, mas ligados uns aos outros, viviam na solidão da clandestinidade, às voltas com suas contradições: amavam a vida humana, mas desprezavam a própria vida. Estavam prontos ao sacrifício. Niilismo, melancolia, traição, desespero: consciências trágicas em uma longa viagem ao fim da noite – um conto de amor e de morte em um mundo em que o estado-de-exceção veio a se tornar regra e os últimos dias da humanidade não terminam nunca”.

Direção de Tiago Mata Machado. Com Clara Choveaux, Rômulo Braga, Carolina Castanho, Renan Rovida. Premiado na Mostra Caleidoscópio do 51º Festival de Brasília.

Estreia dia 7 de novembro.

Carcereiros – O Filme

“Um terrorista internacional vai passar uma noite no presídio, causando revolta e apreensão dos presos. Ao mesmo tempo, um grupo paramilitar invade o presídio, ao que parece, atrás deste preso. A noite será longa para Adriano, em meio ao caos que se instaurou”.

Direção de José Eduardo Belmonte. Com Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Dennison Ramalho e Marcelo Starobinas.

Estreia dia 7 de novembro.

Marighella

“Marighella não teve tempo pra ter medo. De um lado, uma violenta ditadura militar. Do outro, uma esquerda intimidada. Cercado por guerrilheiros 30 anos mais novos e dispostos a reagir, o líder revolucionário escolheu a ação”. Através do Twitter, Kleber Mendonça filho afirmou que o filme de estreia de Wagner Moura na direção chegará aos cinemas brasileiros em 20 de novembro. O anúncio foi feito na exibição do filme no Festival de Cinema de Sydney, na Austrália.

Direção de Wagner Moura. Com Seu Jorge, Adriana Esteves, Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcelos e Humberto Carrão. Selecionado para o Festival de Berlim, onde aconteceu sua premiere, Sydney Film Festival, Santiago Festival Internacional de Cine, Festival do Cinema Brasileiro de Paris e Bari International Film Festival.

Estreia dia 20 de novembro.

Depois a Louca Sou Eu

Sétimo longa-metragem de Julia Rezende inspirado no livro homônimo de Tati Bernardi. O filme conta a história de Dani e a busca pela cura das crises de ansiedade que a acompanham desde a infância.

Protagonizado por Débora Falabella.

Estreia prevista para novembro.

Noites de Alface

“Depois de presenciar a morte de sua esposa Ada, o rabugento Otto volta a ter problemas para dormir sem o seu remédio natural: um chá de alface que a mulher preparava todas as noites. Sozinho e cansado, sua única opção é observar o cotidiano de seus peculiares vizinhos, mas logo sua participação começa a ficar mais interativa do que o esperado”.

Direção de Zeca Ferreira. Com Marieta Severo, Everaldo Pontes, Inês Peixoto.

Estreia prevista para novembro

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão

“Rio de Janeiro, 1950. Euridice, 18 e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis. Elas vivem em casa e cada uma cultiva um sonho: tornar-se uma renomada pianista ou encontrar um amor verdadeiro. Por causa de seu pai, elas são forçadas a viver uma sem a outro. Separadas, elas assumirão o controle de seu destino, sem jamais perder a esperança de se reencontrarem. Um melodrama tropical”.

Direção de Karim Aïnouz. Com Carol Duarte, Julia Stockler, Gregório Duvivier. Participação de Fernanda Montenegro. Premiado na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019.

Estreia prevista para novembro.

Atualizações podem ser feitas periodicamente*. Envie sugestões para o e-mail [email protected]. Imagem em destaque do filme “Marighella”, de Wagner Moura. * Atualização mais recente: 10 de julho de 2019, às 16h04.

Assista aos curtas indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019

Assista aos curtas indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019


Mais de 50 curtas-metragens brasileiros que circularam em festivais nacionais e internacionais estão disponíveis para assistir online e gratuitamente. As produções participam do primeiro-turno do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019, que até o final deste mês votará para eleger as finalistas.

A seleção traz filmes de variados gêneros, entre ficção, documentário e animação, e está disponível na plataforma até o dia 31 de maio. Entre os 51 curtas, o Assiste Brasil escolheu dez títulos que representam a diversificada produção audiovisual brasileira. Confira abaixo a seleção e prepara-se para a maratona!

NoirBLUE, de Ana Pi (MG)

“No continente africano, a diretora Ana Pi se reconecta às suas origens através do gesto coreográfico, engajando-se num experimento espaço-temporal que une o movimento tradicional ao contemporâneo. Em uma dança de fertilidade e de cura, a pele negra sob o véu azul se integra ao espaço, reencenando formas e cores que evocam a ancestralidade, o pertencimento, a resistência e o sentimento de liberdade”.

Assista online.

Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (SP)

“É aniversário da filha de Maria. No trajeto do trabalho para a festa, ela fica presa no trem, em função de uma pessoa caída acidentalmente sob os trilhos”.

Assista online.

A Viagem de Ícaro, de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes (GO)

“Bazuka, catador de materiais recicláveis, sonha em voar. Para realizar seu sonho a única alternativa é construir suas próprias asas”.

Assista online.

Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda (PE)

“Em 1975, a declaração da independência de Angola iniciou uma longa Guerra Civil que matou e expulsou vários angolanos de suas terras. 40 anos depois, Alice, a única filha brasileira de uma família angolana que encontrou refúgio no Brasil, decide ir pela primeira vez à Angola , atrás das histórias que motivaram seus pais a lhe batizarem com esse nome”.

Assista online.

Disexta, de André Catoto (SP)

“Em 2013 o Brasil se prepara para receber a copa do mundo de futebol e olimpíadas. Foi encontrado o pré-sal uma das maiores reservas de petróleo do mundo. A taxa de desemprego  é de 4%. PIB é de USD 2.473 trilhão. Acompanhando as manchetes e chamadas dos telejornais, o cartunista @disexta desenha charges das mudanças no país. Se hoje os brasileiros enfrentam uma política truculenta, seu começo foi aqui”.

Assista online.

Maré, de Amaranta Cesar (BA)

“O movimento da maré: várias gerações de mulheres quilombolas entre o impulso de partir e a vontade de ficar, entre a incerteza do futuro e a força da ancestralidade”.

Assista online.

Nova Iorque, Leo Tabosa (PE)

“Hermila e Leandro querem fugir. Hermila e Leandro querem ficar”. Com Hermila Guedes e Marcélia Cartaxo.

Assista online.

Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)

“Caio José tem 25 anos e é enfermeiro, Kaio Lemos tem 38 e é pesquisador acadêmico. O primeiro mora em Quixeramobim, uma pequena cidade no Sertão Central do Ceará. O segundo, na capital do Estado, Fortaleza. Eles têm boa formação intelectual, amigos, família e em nada se diferenciariam dos tantos rapazes que vivem realidades similares não fosse pelo fato de serem homens transgêneros”.

Assista online.

Convite Vermelho, de João Victor Almeida (RJ)

“A rotina com os afazeres domésticos ocupa boa parte do dia da Cristina. Os ruídos desses movimentos ecoam por todos os cômodos vazios da casa. A chegada de um convite inesperado interrompe os seus costumes e a levará para um tocante reencontro, repleto de orgulho e saudade”.

Assista online.

11010, de Gabriela Monnerat e Rodrigo Amim (RJ)

“Ada e Evon vivem em uma cidade que está sendo abandonada. Onde o amor está entre o mundo físico e os códigos binários”.

Assista online.

Imagem em destaque: cena do curta-metragem “NoirBLUE”, de Ana Pi.

A repercussão do cinema brasileiro no Festival de Cannes 2019

A repercussão do cinema brasileiro no Festival de Cannes 2019


Com quatro filmes e duas coproduções, o cinema brasileiro teve força de expressão no Festival de Cannes 2019 e saiu com o devido reconhecimento da crítica e do júri. Algo bastante significativo para uma época em que a produção cinematográfica brasileira desenvolve-se sob ameaça de paralisação. “Bacurau” e “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” foram premiados e os diretores subiram ao palco para fazer um agradecimento em português.

O primeiro prêmio do cinema brasileiro no Festival de Cannes foi para o cearense Karim Aïnouz, vencedor do prêmio principal da mostra Um Certo Olhar. É a primeira vez que um filme brasileiro é premiado na mostra, a segunda mais importante do festival. “Que este prêmio de fato possa servir para incentivar o futuro do cinema brasileiro, a diversidade da cultura brasileira”, disse o cineasta na ocasião.

“A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” conta a história de Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Júlia Stockler), duas irmãs que seguem caminhos distintos e sofrem com a invisibilidade em uma sociedade machista na década de 1950. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e conta com a participação especial de Fernanda Montenegro. O diretor define sua nova realização como um “melodrama tropical cheio de afeto e paixão, vermelho e verde flúor”.

Prêmio do Júri para ‘Bacurau’

Na cerimônia da premiação principal, a Palma de Ouro, “Bacurau”, dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu o Prêmio do Júri, o terceiro mais importante. Os diretores subiram ao palco e falaram em português. Mendonça Filho mandou “um beijo para todo mundo vendo no Recife, Pernambuco, Brasil” e Dornelles dedicou o prêmio a “todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, da ciência, da educação e da cultura”.

“Bacurau” constrói-se como um filme múltiplo, em gêneros e representações, mas se desenvolve como um thriller distópico ambientado em um futuro próximo, no povoado de Bacurau, localizado no Nordeste do país. No elenco estão Barbara Colen, Sonia Braga e o alemão Udo Kier. Além do filme brasileiro, o Prêmio do Júri foi entregue também ao francês “Les Misérables”, da estreante Ladj Ly.

O produtor brasileiro de destaque internacional

Rodrigo Teixeira, o nome por trás da RT Features, esteve presente no Festival de Cannes com três filmes. Na mostra Um Certo Olhar, assinou a produção de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” e de “Port Authority”, de Danielle Lessovitz, coproduzido com Martin Scorsese. Na Quinzena dos Realizadores, a histórica seção paralela de Cannes, apresentou sua segunda parceria com Robert Eggers (“A Bruxa”): “The Lighthouse”, estrelado por Robert Pattinson e Willem Dafoe.

“The Lighthouse” foi escolhido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema como o melhor filme exibido no Festival de Cannes. O filme, produzido em parceria com a New Regency e a A24, arrancou elogios da crítica especializada e foi ovacionado. O site Hollywood Reporter destacou que “Eggers confirma sua reputação como um mestre do New England Gothic nesse segundo longa claustrofóbico”.

Premiado com o Karim Aïnouz na Um Certo Olhar, Teixeira se referiu ao filme como “talvez o melhor trabalho que eu tenha feito no Brasil”. Essa é a segunda realização em parceria com o cineasta cearense, que lançou em 2011 “O Abismo Prateado”.

Repercussão na mídia

Sites especializados não pouparam elogios aos realizadores brasileiros que ocuparam as prestigiadas telas de Cannes. O IndieWire destacou “Bacurau” como um dos dez melhores filmes do festival: “‘Bacurau’ é o tipo de filme que pertence à competição de Cannes: uma conquista completamente original que usa o poder da forma de arte de uma maneira inovadora e não tem medo de fazer oscilações peculiares nesse processo”.

Os críticos do The Hollywood Report elegeram os 20 melhores filmes do festival, entre eles “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”. Descrevem o melodrama como “muito mais complexo do que o seu enredo sugere, transitando alternadamente entre momentos sedutores e dolorosos, gentis e fortes”. O novo filme de Karim Aïnouz tem estreia prevista para novembro no Brasil. “Bacurau” prevê chegar antes às salas de cinema, no dia 30 de agosto.

Foto em destaque: Os diretores de “Bacurau”, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com o Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação


Os filmes brasileiros que participam do Festival de Cannes 2019

Os filmes brasileiros que participam do Festival de Cannes 2019


O Festival de Cannes 2019, que acontece entre os dias 14 e 25 de maio, reúne estreantes e veteranos em uma programação vasta e variada. Entre os selecionados, estão quatro filmes brasileiros e duas coproduções. Uma delas é “Bacurau”, ficção dirigida por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que concorre à Palma de Ouro e fará sua estreia internacional nesta quarta-feira (15), às 22h, no Théâtre Lumière.

Além da indicação ao prêmio principal em Cannes, cineastas brasileiros marcam presença também nas mostras paralelas e especiais. “Sem seu sangue”, longa de estreia da carioca Alice Furtado, participa da Quinzena dos Realizadores, histórica mostra independente e não competitiva do festival. O drama conta uma obsessiva e intensa história de amor adolescente.

O cearense Karim Aïnouz, que participou do festival em 2002 com “Madame Satã”, retorna com “A vida invisível de Eurídice Gusmão” na mostra Um Certo Olhar/Un Certain Regard. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro no elenco. O diretor define sua nova realização, ambientada nos anos 1950, como um “melodrama tropical cheio de afeto e paixão, vermelho e verde flúor”.

 “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, participa da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação

“A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de
Karim Aïnouz, participa da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação

Além das ficções, a produção documental “Indianara”, codirigido pelo brasiliense Marcelo Barbosa e pela francesa Aude Chevalier-Beaumel, será apresentada na mostra ACID. O documentário acompanha a trajetória política e social da ativista transexual Indianara Siqueira na luta pelos direitos de pessoas LGBT. As realizações selecionadas para a ACID têm em comum o cunho político, experimental, radical e independente.

Bacurau e a Palma de Ouro

O filme brasileiro “Bacurau” concorre com outros 20 títulos à premiação principal este ano. Entre os selecionados estão “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e “Era uma vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino. Além de Tarantino, outros cinco diretores indicados já foram vencedores da Palma de Ouro em anos anteriores: o norte-americano Terrence Malick, o britânico Ken Loach, os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne e o francês Abdellatif Kechiche.

Esta é a segunda vez que Kleber Mendonça Filho concorre ao prêmio em Cannes. A primeira aconteceu em 2016, com “Aquarius“, o segundo longa-metragem de sua carreira. Em “Bacurau”, Kleber é codiretor junto a Juliano Dornelles, que assinou a direção de arte dos premiados “Recife Frio“, “O Som ao Redor” e também em “Aquarius”.

“Bacurau” mescla aventura e ficção científica em uma história que se passa no sertão do Seridó, divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba. Dias após a morte de Dona Carmelita, a tranquilidade do pequeno povoado está sob ameaça. Sonia Braga, Bárbara Colen, Karina Telles e Lia de Itamaracá são alguns dos nomes que integram o elenco.

Apesar de acumular mais de 30 indicações, incluindo coproduções, o Brasil foi vencedor da Palma de Ouro apenas duas vezes: em 1959, com “Orfeu do Carnaval”, de Marcel Camus; e em 1962, com “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. O júri deste ano será presidido pelo cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que anunciará o vencedor da Palma de Ouro no dia 25 de maio.

Brasileiros na coprodução

Maria Fernanda Cândido está em "O Traidor", do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro. Foto: Divulgação
Maria Fernanda Cândido está em
“O Traidor”, do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro. Foto: Divulgação

Três produtoras brasileiras se destacam por trás das realizações selecionadas para o Festival de Cannes 2019. Conhecido por produzir com a RT Features filmes de destaque da cena independente, como “Frances Ha” e “Me chame pelo seu nome”, Rodrigo Teixeira é o nome por trás de “The Lighthouse”. O filme, selecionado para a Quinzena dos Realizadores, tem direção do americano Robert Eggers (“A Bruxa”). Teixeira participa da produção de dois filmes da mostra Um Certo Olhar. São eles “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, e “Port authority”, de Danielle Lessovitz.

A Anavilhana Filmes, de Belo Horizonte, assina a coprodução Argentina-Alemanha-Espanha-Brasil “Breve historia del planeta verde”, dirigida por Santiago Loza. O filme participa da mostra paralela ACID (junto a “Indianara”) e integra a seleção de filmes argentinos, a ACID Trip Argentine.

Já “O Traidor” (“Il Traditore”), do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro, conta com a coprodução da brasileira Gullane, dos irmãos Fabiano e Caio Gullane, e participação da atriz Maria Fernando Cândido. Com locações na Itália, Alemanha e Brasil, a história baseia-se na trajetória de Tommaso Buscetta, o primeiro mafioso do alto escalão a se transformar em um informante.

Foto em destaque: “Bacurau”, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Créditos: Victor Jucá

Matéria atualizada dia 26 de maio, às 10h45, para acréscimo de informações e links.

Quais são as produções do cinema negro e  indígena contemporâneo?

Quais são as produções do cinema negro e indígena contemporâneo?

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Dados de pesquisas feitas pelo GEEMA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa) escancaram a alarmante desigualdade de gênero e de raça no cinema brasileiro. Dos filmes nacionais de maior bilheteria entre 2002 e 2012, 84% foram dirigidos por homens brancos, seguido de 13% por mulheres brancas e 2% por homens negros. Nesse período de dez anos, nenhum filme foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.

Entretanto, para além do circuito de produção e distribuição comercial, essa realidade permanece sendo a mesma? Existe um movimento expressivo de realizadores negros e indígenas que resistem e contestam o sistema hegemônico, branco, masculino e heteronormativo do cinema brasileiro? Para responder essas questões, a pesquisadora Iris Regina, pós-graduanda em Artes e Tecnologia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), realiza a pesquisa “Cinema Negro e Indígena: uma necessidade política e afetiva”.

Através de um levantamento, a pesquisadora busca catalogar realizações brasileiras a partir dos anos 2010 que foram dirigidas, roteirizadas ou produzidas por cineastas negros e indígenas, homens e mulheres. Serão consideradas obras de qualquer gênero cinematográfico, incluindo videoarte e videoclipes, sejam curtas, médias ou longas-metragens. É possível participar da pesquisa até dia 10/04 e enviar as informações através do formulário: http://bit.ly/cinemanegroindigena

Segundo Iris, após o levantamento será possível analisar narrativas distintas do olhar colonizador, as formas de representação e realizar também um recorte de gênero. “A partir da análise dos filmes, busco entender os anseios que impulsionam essas produções e compreender como esses corpos negros transitam no imaginário coletivo. Quero saber quem somos, onde estamos e do que falamos”, diz.

Imagem em destaque do filme “Kbela”, de Yasmin Thayná, disponível para assistir online.

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