Mapa mostra os filmes latino-americanos com as melhores notas no IMDb

Mapa mostra os filmes latino-americanos com as melhores notas no IMDb


Já pensou em desvendar a América Latina através de seu cinema? Um mapa feito por Gustavo Teramatsu mostra quais são as grandes obras de cada um dos países, de acordo com a avaliação no iMDB. O Brasil aparece representado por Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, com média 8,7.

O Brasil é um dos poucos latino-americanos que aparecem na lista dos 250 filmes com as melhores avaliações do iMDB. Além de Cidade de Deus, estão no ranking o mexicano Amores Perros (Amores Brutos), de Alejandro González Iñárritu, e o argentino El Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos), de Juan José Campanella.

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O levantamento foi realizado em 2014 e ocorrem algumas alterações nos últimos anos. A 365 Filmes fez uma atualização dos títulos para 2017 e os países que trocaram de representantes foram:

– Costa Rica: Maikol Yordan de Viaje Perdido (2014), de Miguel Alejandro Gomez – 8,3
– Cuba: Soy Cuba (Eu Sou Cuba) (1964), de Mikhail Kalatozov – 8,0
– Honduras: ¿Quién Paga la Cuenta? (2013), de Benjamin Lopez – 7,3

A nota é resultado de uma média de avaliações feitas pelos usuários da plataforma. Para o mapa, foram consideradas produções com no mínimo 50 votos. Confira abaixo:

Este mapa mostra o filme produzido ou filmado em cada país da América Latina com a maior média no iMDB. Todos têm pelo menos 50 votos dos usuários. Os filmes com a estrela se encontram entre os TOP 250 [do iMDB]. Se consideraram apenas o Brasil e os países de língua espanhola, Haiti, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Jamaica, Belize e outros países que não estão representados. Não há registro para El Salvador. Os títulos poderão mudar.

Disse Glauber Rocha em Vento do Leste (1970), do Grupo Vertov: “Por aqui é o cinema do terceiro mundo. É um cinema perigoso, divino e maravilhoso.”

Mostra exibe filmes brasileiros dirigidos por cineastas negras

Mostra exibe filmes brasileiros dirigidos por cineastas negras


Entre os dias 4 e 11 de julho, a Caixa Cultural Brasília recebe a mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro. Com curadoria de Kênia Freitas e Paulo Ricardo de Almeida, o projeto traz no catálogo uma retrospectiva da produção cinematográfica brasileira dirigida por cineastas negras.

O público poderá conferir mais de 40 produções, entre curtas, médias e longas-metragens. Na programação estão filmes históricos, com obras das pioneiras Adélia Sampaio e Danddara, até contemporâneos dirigidos por novos nomes do cinema brasileiro, como Juliana Vicente, Larissa Fulana de Tal, Lilian Solá Santiago, entre outras.

“São filmes de resistência. Assim como Adélia Sampaio lutou para realizar Amor Maldito, cineastas como Viviane Ferreira, Yasmin Thayná, Juliana Vicente e Sabrina Fidalgo enfrentam o racismo e o sexismo que, assim como na sociedade, também estão entranhados no cinema brasileiro, essencialmente branco e masculino”, destaca o curador Paulo Ricardo.

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O estudo Raça e Gênero no Cinema Brasileiro, realizado pelo GEMAA – Grupo de Estudo Multidisciplinar de Ação Afirmativo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), revelou que entre os filmes de maior bilheteria do cinema nacional produzidos de 2002 a 2014, nenhum foi dirigido ou roteirizado por cineastas negras.

Debates

Ainda dentro da programação da mostra acontecem dois debates abertos ao público. No dia 4 de julho (terça-feira), às 19h, Viviane Ferreira e Edileuza Penha de Souza abrem o debate na mesa “Perspectivas e transformações: a mulher negra no cinema nacional”. A mediação será da curadora Kênia Freitas.

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O segundo debate acontece dia 8 de julho (sábado), também às 19h. O tema é  “O percurso das diretoras negras no cinema brasileiro”, com as debatedoras Flora Egécia e Letícia Bispo e mediação realizada pelo curador Paulo Ricardo de Almeida. As mesas contam com tradução em Libras.

Programação

As sessões da mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro são gratuitas e acontecem no teatro da Caixa Cultural Brasília. No que tange à acessibilidade, será realizada uma sessão com audiodescrição e Closed Captions do filme Leva, no dia 9 de julho (domingo), às 17h30. Confira abaixo a programação completa:

4 de julho – terça-feira 

14h | Sessão 1 | Livre
• Um Filme de Dança – 2013, 90 min. Direção: Carmen Luz

16h | Sessão 2 | 14 anos
• Kbela – 2015, 22 min. Direção: Yasmin Thainá
• Sexy Trash – 2014, 3 min. Direção: Tainá Reis
• Cinema de Preto – 2004, 11min. Direção: Danddara
• Quijauá – 2016, 6min. Direção: Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul + Mulheres de Pedra

17h | Sessão 3 | Livre
• Das Raízes às Pontas – 2016, 20min. Direção: Flora Egécia
• Mucamas – 2015, 16 min. Direção: Coletivo Nós, Madalenas
• Mulheres de Barro – 2015, 26 min. Direção: Edileuza Souza
• Conflitos e Abismos, A Expressão da Condição Humana – 2014, 15 min. Direção: Everlane Moraes

19h | Debate I: Perspectivas e transformações: a mulher negra no cinema nacional.
Debatedoras: Flora Egécia e Edileuza Penha de Souza
Mediação: Kênia Freitas

5 de julho (quarta-feira) 

13h | Sessão 4 | 16 anos
• Sandrine – 2014, 12 min. Direção: Elen Linth e Leandro Rodrigues
• Muros – 2015, 13 min. Direção: Elen Linth
• Entre Passos – 2012, 10 min. Direção: Elen Linth
• Pra Se Contar Uma História – 2013, 25 min. Direção: Elen Linth, Diego Jesus, Lucicleide Cruz e Leandro Rodrigues
• O Filme que Fiz para Esquecer – 2012, 2 min. Direção: Elen Linth
• Maria – 2017, 17 min. Direção: Elen Linth

15h | Sessão 5 | 16 anos
• Lápis de Cor – 2013, 2 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• Cinzas – 2015, 14 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• O Tempo dos Orixás – 2014, 21 min. Direção: Eliciane Nascimento
• A Boneca e o Silêncio – 2015, 19 min. Direção: Carol Rodrigues
• Assim – 2013, 14 min. Direção: Keila Serruya

17h30 | Sessão 6 | 12 anos
• Black Berlin – 2009, 12 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rio Encantado – 2014, 55 min. Direção: Sabrina Fidalgo

19h | Sessão 7 | 12 anos
• Cinema Mudo – 2012, 15 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Personal Vivator – 2014, 20 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rainha – 2016, 30 min. Direção: Sabrina Fidalgo

6 de julho (quinta-feira) 

14h | Sessão 8 | 14 anos
• Aquém das Nuvens – 2010, 18 min. Direção: Renata Martins
• Heitor, Carioca dos Prazeres – 2013, 14 min. Direção: Tatyana dos Prazeres
• Doido Lelé – 2008, 17 min. Direção: Ceci Alves
• Rap de Saia – 2006, 18 min. Direção: Janaína Oliveira e Queen
• A Rua – O Corpo Urbano – 2016, 10 min. Direção: Keila Serruya

16h | Sessão 9 | Livre
• Cores e Botas – 2010, 16 min. Direção: Juliana Vicente
• Tupã Baê – 2011, 11 min. Direção: Juliana Vicente e Lucas Rached
• O Olho e o Zarolho – 2013, 17 min. Direção: Juliana Vicente e René Guerra
• As Minas do Rap – 2015, 13 min. Direção: Juliana Vicente

17h30 | Sessão 10 | Livre
• Leva – 2011, 55 min. Direção: Juliana Vicente e Luiza Marques

19h | Sessão 11 | 10 anos
• Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista – 2005, 17 min. Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro
• Graffiti – 2008, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Eu Tenho a Palavra – 2010, 26 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Batuque de Graxa – 2012, 5 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Mulheres Bordadas – Fios do Passado – 2015, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago

7 de julho (sexta-feira) 

17h | Sessão 12 | Livre
• Um Filme de Dança – 2013, 90min. Direção: Carmen Luz

19h | Sessão 13 | 16 anos
• Gurufim na Mangueira – 2000, 26min. Direção: Danddara
• Amor Maldito – 1984, 76 min. Direção: Adélia Sampaio

8 de julho (sábado) 

12h30 | Sessão 14 | Livre
• Cores e Botas – 2010, 16 min. Direção: Juliana Vicente
• Tupã Baê – 2011, 11 min. Direção: Juliana Vicente e Lucas Rached
• O Olho e o Zarolho – 2013, 17 min. Direção: Juliana Vicente e René Guerra
• As Minas do Rap – 2015, 13 min. Direção: Juliana Vicente

14h | Sessão 15 | Livre
• Das Raízes às Pontas – 2016, 20min. Direção: Flora Egécia
• Mucamas – 2015, 16 min. Direção: Coletivo Nós, Madalenas
• Mulheres de Barro – 2015, 26 min. Direção: Edileuza Souza
• Conflitos e Abismos, A Expressão da Condição Humana – 2014, 15 min. Direção: Everlane Moraes

16h | Sessão 16 | Livre
• Peregrinação – 2014, 50min. Direção: Viviane Ferreira

17h30 | Sessão 17 | Livre
• Mumbi 7 Cenas Pós Burkina – 2010, 7 min. Direção: Viviane Ferreira
• Dê Sua Idéia, Debata – 2008, 28min. Direção: Viviane Ferreira
• O Dia de Jerusa – 2014, 20 min. Direção: Viviane Ferreira

19h | Debate II: O percurso das diretoras negras no cinema brasileiro
Debatedoras: Viviane Ferreira e Letícia Bispo
Mediação: Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida

9 de julho (domingo) 

12h | Sessão 18 | 14 anos
• Kbela – 2015, 22 min. Direção: Yasmin Thainá
• Sexy Trash – 2014, 3 min. Direção: Tainá Reis
• Cinema de Preto – 2004, 11min. Direção: Danddara
• Quijauá – 2016, 6min. Direção: Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul + Mulheres de Pedra

13h | Sessão 19 | 16 anos
• Lápis de Cor – 2013, 2 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• Cinzas – 2015, 14 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• O Tempo dos Orixás – 2014, 21 min. Direção: Eliciane Nascimento
• A Boneca e o Silêncio – 2015, 19 min. Direção: Carol Rodrigues
• Assim – 2013, 14 mim. Direção: Keila Serruya

14h30 | Sessão 20 | 12 anos
• Black Berlin – 2009, 12 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rio Encantado – 2014, 55 min. Direção: Sabrina Fidalgo

16h | Sessão 21 | 12 anos
• Cinema Mudo – 2012, 15 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Personal Vivator – 2014, 20 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rainha – 2016, 30 min. Direção: Sabrina Fidalgo

17h30 | Sessão 22 | Livre
• Leva – 2011, 55 min. Direção: Juliana Vicente e Luiza Marques

19h | Sessão 23 | 14 anos
• Aquém das Nuvens – 2010, 18 min. Direção: Renata Martins
• Heitor, Carioca dos Prazeres – 2013, 14 min. Direção: Tatyana dos Prazeres
• Doido Lelé – 2008, 17 min. Direção: Ceci Alves
• Rap de Saia – 2006, 18 min. Direção: Janaína Oliveira e Queen
• A Rua – O Corpo Urbano – 2016, 10 min. Direção: Keila Serruya

11 de julho (terça-feira) 

12h30 | Sessão 24 | 16 anos
• Sandrine – 2014, 12 min. Direção: Elen Linth e Leandro Rodrigues
• Muros – 2015, 13 min. Direção: Elen Linth
• Entre Passos – 2012, 10 min. Direção: Elen Linth
• Pra Se Contar Uma História – 2013, 25 min. Direção: Elen Linth, Diego Jesus, Lucicleide Cruz e Leandro Rodrigues
• O Filme que Fiz para Esquecer – 2012, 2 min. Direção: Elen Linth
• Maria – 2017, 17 min. Direção: Elen Linth

14h30 | Sessão 25 | Livre
• Peregrinação – 2014, 50min. Direção: Viviane Ferreira

16h | Sessão 26 | Livre
• Mumbi 7 Cenas Pós Burkina – 2010, 7 min. Direção: Viviane Ferreira
• Dê Sua Idéia, Debata – 2008, 28min. Direção: Viviane Ferreira
• O Dia de Jerusa – 2014, 20 min. Direção: Viviane Ferreira

17h30 | Sessão 27 | 10 anos
• Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista – 2005, 17 min. Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro
• Graffiti – 2008, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Eu Tenho a Palavra – 2010, 26 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Batuque de Graxa – 2012, 5 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Mulheres Bordadas – Fios do Passado – 2015, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago

19h | Sessão 28 | 16 anos
• Gurufim na Mangueira – 2000, 26min. Direção: Danddara
• Amor Maldito – 1984, 76 min. Direção: Adélia Sampaio

Mais informações no site da Caixa Cultural.

Imagem de destaque do curta-metragem Kbela, de Yasmin Thayná

Conheça os filmes selecionados para mostras competitivas do 27° Cine Ceará

Conheça os filmes selecionados para mostras competitivas do 27° Cine Ceará


O 27° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontece de 5 a 11 de agosto em Fortaleza, divulgou a lista de filmes selecionados para as Mostras Competitivas Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem. Os filmes foram escolhidos dentre mais de mil inscritos, dos quais 260 longas de 17 países e 853 curtas de 25 estados do Brasil, sendo 97 do Ceará. Nesta edição participam sete longas e 14 curtas.

Dentre os destaques na Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem estão dois filmes brasileiros que fazem sua première mundial no festival cearense: Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli, superprodução da O2 Filmes com o maior número de efeitos especiais da história do cinema no País, com Jesuíta Barbosa, Isis Valverde, Julio Andrade, Leandro Hassum e Vera Holtz no elenco; e Pedro Sob a Cama, de Paulo Pons (Vingança), com Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Também estão na disputa cinco longas que serão exibidos no Brasil pela primeira vez: Santa e Andrés (Cuba/França), de Carlos Lechuga, que venceu 11 prêmios em festivais, incluindo melhor filme, atriz (Lola Amores) e roteiro no Festival de Guadalajara, no México, e o XI Prêmio Julio Alejandro de Roteiro, no SGAE; o chileno Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Glória), que conquistou o Urso de Prata de roteiro e o Prêmio Teddy no Festival de Berlim; o argentino Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff, que venceu o prêmio de melhor ator (Guillermo Pfening) no Festival de Tribeca, em Nova York, O Homem que Cuida (República Dominicana/Porto Rico/Brasil), de Alejandro Andújar, que participou do Festival de Roterdã, e Últimos Dias em Havana (Cuba/Espanha), de Fernando Pérez, um dos grandes destaques da Berlinale deste ano e premiado melhor filme latino-americano no Festival de Málaga.

Dentre os curtas brasileiros, destaque para Vênus – Filó a Fadinha Lésbica, de Sávio Leite, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, na Alemanha; Mehr Licht!, de Mariana Kaufman e Valentina, de Estevão Meneguzzo, exibidos no Festival de Edimburgo, na Escócia. Além de cinco curtas cearenses: A Balada do Sr. Watson, Caleidoscópio, Do Que Se Faz De Conta, Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma e Vando Vulgo Vedita.

Na competitiva de longas serão agraciados com o troféu Mucuripe os vencedores nas categorias Melhor Filme, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. Convidado do festival, o jornalista Rodrigo Fonseca assina a curadoria dos longas junto a Margarita Hernández, coordenadora geral do Cine Ceará, e Wolney Oliveira, diretor do festival. Na curadoria dos curtas estão a professora e cineasta Beatriz Furtado e o cineasta e programador de cinema Salomão Santana.

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem

Malasartes e o Duelo com a Morte Paulo Morelli. Ficção. 110min. Brasil. 2017 (Première Mundial)

Ninguém está olhando Julia Solomonoff. Ficção. 102min. Argentina. 2017 (Première Brasil)

O homem que cuida Alejandro Andújar. Ficção. 85 min. República Dominicana/Porto Rico/Brasil. 2017 (Première Brasil)

Pedro sob a cama Paulo Pons. Ficção. 100 min. Brasil. 2017 (Première Mundial)

Santa e Andrés Carlos Lechuga. Ficção. 105 min. Cuba/França. 2016 (Première Brasil)

Últimos dias em Havana Fernando Pérez. Ficção. 93 min. Cuba/Espanha. 2017 (Première Brasil)

Uma mulher fantástica Sebastián Lelio. Ficção. 100 min. Chile. 2017  (Première Brasil)

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem

A Balada do Sr. Watson Firmino Holanda. Documentário. 21 min. Ceará. 2017

Algo do que Fica Benedito Ferreira. Ficção. 23min. Goiás. 2017

Caleidoscópio Natal Portela. Ficção. 18min. Ceará. 2017

Do Que Se Faz De Conta Amanda Pontes, Michelline Helena. Ficção. 16min. Ceará. 2016

Festejo Muito Pessoal Carlos Adriano. Experimental. 8 min. São Paulo. 2017

Fogo Selvagem Diogo Hayashi. Ficção. 18min. São Paulo. 2017

Manual Letícia Simões. Documentário. 07min. Rio de Janeiro. 2016

Mehr Licht! Mariana Kaufman. Experimental. 10min. Rio de Janeiro. 2017

Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma

Felipe Camilo. Documentário. 11min. Ceará. 2017

O Estacionamento William Biagioli. Ficção. 16 min. Paraná. 2016

Simbiose Júlia Morim. Documentário. 20min. Pernambuco. 2017

Valentina Estevão Meneguzzo. Ficção. 17min. Rio de Janeiro. 2017

Vando Vulgo Vedita Andréia Pires e Leonardo Mouramateus. Ficção. 21min. Ceará. 2017

Vênus – Filó a fadinha Lésbica Sávio Leite. Animação. 06 min. Minas Gerais. 2017

Posteriormente o Cine Ceará divulgará o resultado dos selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, os filmes que terão exibição especial e a programação completa do festival. O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes e conta com patrocínio da SP Combustíveis e M. Dias Branco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da OI e ENEL através do Mecenato Estadual do Ceará. Conta ainda com Apoio Cultural da OI FUTURO e Indaiá.

Imagem de destaque: Malasartes e o Duelo com a Morte/André Brandão

Didico, Dedeco, Mumu e Zaca: veja a primeira foto dos novos Trapalhões

Didico, Dedeco, Mumu e Zaca: veja a primeira foto dos novos Trapalhões


Seguindo a proposta da nova versão da Escolinha do Professor Raimundo, lançada em 2015, a Rede Globo apresenta agora a trupe do remake de Os Trapalhões. O grupo humorístico original, eternizado por Dedé, Didi, Mussum e Zacarias, protagonizou produções memoráveis nos anos 1980.

No remake, novos personagens se juntam à trupe. São eles Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mumu (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana).

Quem aparece a frente do comando da nova turma são os precursores Renato Aragão (Didi) e Dedé Santana. Eles ensinarão os novatos a se transformarem em um Trapalhão.

Veja mais: 7 inesquecíveis filmes dos Trapalhões

O projeto tem a direção de Ricardo Waddington, que também idealizou o remake da Escolinha do Professor Raimundo. Os roteiros dos esquetes são assinados por Didi e a primeira temporada contará com 15 episódios de 30 minutos.

No início do ano, chegou aos cinemas Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood, continuação de Os Saltimbancos Trapalhões (1981). A nova versão de Os Trapalhões na TV estreia dia 17 de julho no canal fechado VIVA e em agosto na Globo.

Imagem de destaque: Divulgação/Rede Globo

 

Documentário registra a história do movimento punk feminista de São Paulo

Documentário registra a história do movimento punk feminista de São Paulo


Dominatrix, Biggs, TPM, Hidra, Pin Ups, Lava, Anti-Corpos, Hats, Hitch Lizard e Las Dirces são apenas algumas, entre as muitas bandas que efervesceram a cena punk brasileira desde os anos 90. Entretanto, suas histórias permanecem apagadas de todos os livros e filmes históricos sobre o período. Essa foi a inspiração para o documentário Faça Você Mesma, um registro inédito de mulheres e garotas que fizeram a cena musical.

O longa-metragem investiga os desdobramentos do movimento punk feminista Riot Grrrl brasileiro a partir da trajetória de mulheres que foram e são atuantes na cena de São Paulo, desde a década de 1990. O filme, que tem a direção de Letícia Marques e é produzido por Patrícia Saltara, tem sua equipe majoritariamente formada por mulheres. Com 50% das imagens captadas, elas lançam agora uma campanha de financiamento coletivo para poderem terminar as gravações ainda em 2017.

“Nós somos produtoras de conteúdo audiovisual e nos unimos para fazer este filme, pois estas histórias também são as nossas histórias. Contamos com o trabalho voluntário de muitas mulheres da cena nesta primeira etapa das gravações, mas agora precisamos de apoio para terminar de produzir esse registro de um movimento que revolucionou toda uma geração de garotas a serem protagonistas de suas próprias vidas”, afirma Letícia Marques, diretora.

“Desde que conheci outras mulheres que tocavam em bandas e estavam construindo uma cena inspirada no movimento Riot Grrrl, a minha vida mudou. Fiquei mais confiante, aprendi a tocar diversos instrumentos, e fiz parte de uma rede de mulheres envolvidas com a música e com a arte, onde podíamos contar com o apoio umas das outras. Acho de extrema importância contar essas histórias, para que elas não fiquem apagadas, como tantas outras histórias que envolvem mulheres”, completa Patrícia Saltara, produtora do documentário.

Sobre o filme

Faça Você Mesma começou a ser produzido em 2016, e já conta com 21 entrevistas com mulheres que foram protagonistas da cena punk brasileira em São Paulo e em Santos, além do trabalho de recuperação de imagens de arquivo de diferentes épocas. A campanha de financiamento coletivo foi lançada com o objetivo de concluir as gravações do documentário ainda em 2017, e lançá-lo em festivais de cinema e circuitos alternativos em 2018.

As contribuições para a produção do filme podem ser feitas pelo site Catarse, com valores a partir de R$ 20. Para conhecer mais sobre este trabalho e saber como colaborar, acesse a página da campanha no Catarse ou acompanhe as redes sociais do filme (Instagram e Facebook). Assista abaixo o promo de 6 minutos de Faça Você Mesma:

Festival de Annecy vai homenagear a animação brasileira em 2018

Festival de Annecy vai homenagear a animação brasileira em 2018


O Festival de Annecy, o maior e mais importante festival de cinema de animação do mundo, vai homenagear a animação brasileira em sua próxima edição, em 2018. No ano passado, o Annecy ganhou uma mostra especial no Animage, o Festival Internacional de Animação de Pernambuco, que chega este ano a sua 8ª edição.

Nos últimos anos, o Brasil vem ganhando maior destaque no festival. Em 2013 e 2014 animações brasileiras receberam o maior prêmio do festival para longas-metragens, o Cristal. A primeira produção brasileira premiada foi Uma História de Amor e Fúria (2013), de Luiz Bolognesi, e consecutivamente O Menino e o Mundo (2014), de Alê Abreu.

Brasil em Annecy 2017

Neste ano, o Brasil reduziu significativamente sua participação no Annecy. Tito e os Pássaros foi o único longa brasileiro que entrou na seleção oficial, em uma seção dedicada a filmes em produção. A animação, dirigida por Gustavo Steinberg, tem previsão para ser finalizado em abril de 2018.

Além do longa, quatro curtas-metragens entraram na programação. Foram eles: Vênus, de Sávio Leite, O Poeta das Coisas Terríveis, de Guy Charnaux; e Endangered Love, de Diogo Kalil e Mateus de Paula Santos, Fábrica de Emoções, de Gabriel Nobrega, exibidos na seção filmes comissionados, dedicada a filmes publicitários.

Este ano, o Annecy chegou a sua 41ª edição e aconteceu entre os dias 12 e 17 de junho. O país homenageado foi a China, que ganhou mostras especiais na programação. O grande vencedor de 2018 foi o longa-metragem Lu Over the Wall, do realizador japonês Masaaki Yuasa.

A próxima edição do Annecy acontece entre os dias 11 e 16 de junho de 2018.

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