16 filmes brasileiros de horror da nova geração de cineastas

16 filmes brasileiros de horror da nova geração de cineastas

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O cinema nacional de gênero experimenta um de seus momentos mais prósperos. Entre 2009 e 2017, 14 longas brasileiros de horror – o que representa 1,42% da produção nacional do período – foram lançados em circuito comercial, segundo dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA). Este ano, entretanto, ocorre uma “virada de enredo”: entre lançamentos e estreias previstas, somam-se sete filmes brasileiros do gênero.

Só no mês de outubro, chegaram às salas de cinema cinco títulos: O clube dos canibais, Histórias estranhas, A noite amarela, Intruso e Morto não fala. Este último, vale destacar, foi apontado pelo Vulture como um dos melhores filmes de 2019, ao lado de Jordan Peele e Gaspar Noé, e adquirido pela plataforma de streaming Shudder.

Em uma riquíssima entrevista concedida à Galileu, o crítico e pesquisador Carlos Primati destaca a transição entre os anos 2000 e 2010 como marco de uma nova geração de cineastas interessadas/os no gênero. “Podemos atribuir parte desse fenômeno ao fato de ser uma geração de jovens realizadores, cineastas iniciantes afinados com o novo cinema, e com um vastíssimo repertório à disposição. […] A beleza do horror brasileiro é não se preocupar em imitar – e o resultado deu muito certo”, afirma.

Para conhecer essa diversificada e autoral produção, que dialoga com o suspense, o thriller, o fantástico e até mesmo com a comédia, o documentário e o musical, ultrapassando barreiras e desconstruindo o próprio gênero, o Assiste Brasil selecionou alguns filmes contemporâneos que atraíram os olhares da crítica e do público.

A noite amarela, de Ramon Porto Mota (2019, PB)

Concluintes do ensino médio, um grupo de amigos viaja até uma casa de praia situada em uma pequena ilha do nordeste brasileiro. Na medida em que o tempo passa, as brincadeiras e festas são gradativamente interrompidas pela sensação de que aquele lugar abriga um horror insondável. O filme passou pelo Festival de Rotterdam, IndieLisboa, Olhar de Cinema, CineBH, entre outros. Ramon Porto Mota recebeu o prêmio de melhor direção no Brooklyn Horror Film Festival, em Nova York.

O animal cordial, de Gabriela Amaral Almeida (2018, SP)

Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio (Murilo Benício) – o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.​

Intruso, de Paulo Fontenelle (2016, SP)

Uma família é obrigada a receber em casa um visitante e sua chegada exige que certas regras sejam seguidas. Os membros da família que quebram as regras são punidos. O filme, que equilibra drama e suspense psicológico, percorreu em festivais em 2016 e chega aos cinemas comerciais nesta quinta-feira (31).

O clube dos canibais, de Guto Parente (2019, CE)

Otavio (Tavinho Teixeira) e Gilda (Ana Luiza Rios) são da elite brasileira e cultivam o hábito de (literalmente) comer seus funcionários. Quando Gilda acidentalmente descobre um segredo de Borges (Pedro Domingues), um poderoso congressista e líder do secreto Clube dos Canibais, ela acaba colocando sua vida e a de seu marido em perigo.

Morto não fala, de Dennison Ramalho (2018, RS)

Stênio (Daniel Oliveira) é plantonista noturno de um necrotério e possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Uma das confidências que ouve revela segredos de sua própria vida, o personagem desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família. O filme, que apresenta cenas de fantasmas e possessão, teve boa receptividade no exterior – com o título de The nightshifter – e estreou em streaming em países como Estados Unidos, Austrália e Alemanha.

A sombra do pai, de Gabriela Amaral Almeida (2019, SP)

O filme conta a história de um pai e uma filha que não conseguem se comunicar. Órfã de mãe, Dalva (9 anos) vê o seu pai, o pedreiro Jorge, ser consumido pela tristeza após perder o melhor amigo. Dalva acredita ter poderes sobrenaturais e ser capaz de trazer a mãe de volta à vida. À medida que Jorge se torna mais ausente – e eventualmente perigoso –, resta a Dalva a esperança de que sim, sua mãe há de voltar.​ O filme recebeu três prêmios no 51º Festival de Brasília.

Sinfonia da necrópole, de Juliana Rojas (2014, SP)

Uma comédia musical com toques de suspense e terror. Dessa mistura de gêneros, nasce Sinfonia da necrópole, filme acompanha o aprendiz de coveiro Deodato (Eduardo Gomes) que tem sua rotina transformada pela chegada de uma nova funcionária (Luciana Paes) ao cemitério. Juntos, eles devem fazer o recadastramento dos túmulos abandonados, mas estranhos eventos fazem o aprendiz questionar as implicações em se mexer com os mortos. O longa recebeu o prêmio de melhor filme da crítica no 47º Festival de Gramado.

O nó do diabo, de Ramon Porto Mota, Jhésus Tribuzi, Gabriel Martins e Ian Abé (2018, PB)

“Cinco contos de horror. Uma fazenda tomada por horrores há mais de 200 anos. Cinco encontros com a morte. Um nó que não se desata”. Cada parte do filme é nomeada pelo ano em que a história se desdobra: 2018, 1987, 1921, 1871 e, por último, 1818. No elenco, nomes como Zezé Mota, Isabél Zuaa, Fernando Teixeira e Everaldo Pontes.

Trabalhar cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2011, SP)

Exibido na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes em 2011, o filme retrata os acontecimentos surreais que assustam uma mulher (Helena Albergaria) e seu marido (Marat Descartes) no supermercado que acabaram de comprar.

O lobo atrás da porta, de Fernando Coimbra (2013, SP)

Numa delegacia, um homem (Milhem Cortaz), sua esposa (Fabíula Nascimento) e a amante dele (Leandra Leal) são interrogados. Arrancados pacientemente pelo detetive (Juliano Cazarré), um após o outro, seus depoimentos vão tecendo uma trama de amor passional, obsessão e mentiras que levará a um final completamente inesperado. O filme, que mescla suspense e thriller, foi premiado nos festivais do Rio, Havana, San Sebastián e esteve na seleção oficial do Festival de Toronto.

Mormaço, de Marina Meliande (2019, RJ)

Drama social e cinema fantástico encontram conexões nesse filme que ainda acrescenta cenas documentais à sua narrativa. Mormaço é um exemplo da nova safra de produções autorais que se apropriam do cinema de gênero ao tempo em que não se permite limitações formais. A trama se passa no Rio de Janeiro, em 2016, à vésperas dos Jogos Olímpicos. Ana (Marina Provenzzano), defensora pública, trabalha na defesa de uma comunidade ameaçada de remoção e, enquanto isso, tem sua saúde fragilizada por misteriosas manchas roxas que surgem em seu corpo.

Quando eu era vivo, de Marco Dutra (2014, SP)

Com um elenco tanto que inesperado, que coloca em cena Antônio Fagundes e Sandy, a história de Quando eu era vivo se desenvolve a partir de uma estranha obsessão pelo passado de sua família cultivada pelo personagem Júnior (Marat Descartes), provocando um choque de delírio e realidade.

A mata negra, de Rodrigo Aragão (2018, ES)

O universo folclórico e o regionalismo são as marcas de A mata negra. A história se passa no interior do Brasil, quando a jovem Clara (Carol Aragão) encontra o Livro Perdido do Cipriano que, na cultura popular, é o guia de rituais de ocultismo, publicado originalmente no final do século 19. Ao ter em mãos uma obra de poderes desconhecidos, abre-se o pretexto para consequências paranormais e amaldiçoadas.

As boas maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra (2018, SP)

O segundo trabalho realizado pela dupla de diretores dialoga com o cinema fantástico. Na trama, Ana (Marjorie Estiano) contrata Clara (Isabél Zuaa), uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos.

Mate-me por favor, de Anita Rocha da Silveira (2015, RJ)

Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma onda de assassinatos invade o bairro. O que começa como uma curiosidade mórbida se apodera cada vez mais da vida dos jovens habitantes. Entre eles, Bia (Valentina Herszage), uma garota de 15 anos. Após um encontro com a morte, ela fará de tudo para ter a certeza de que está viva.

O juízo, de Andrucha Waddington (2019, SP)

Com roteiro de Fernanda Torres, trazendo Fernanda Montenegro e Criolo no elenco, o longa teve sua primeira exibição na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. A história narra a situação vivida por Augusto, Tereza e Marinho, filho do casal, quando se mudam para uma fazenda herdada da família. A propriedade, no entanto, carrega o carma da traição ao escravo Couraça, que busca ao longo dos séculos a vingança contra a família escravocrata. O filme estreia em circuito comercial no dia 12 de dezembro.

A carreira de Fernanda Montenegro no cinema em dez filmes

A carreira de Fernanda Montenegro no cinema em dez filmes


Fernanda Montenegro, referenciada como a dama do teatro, é também uma das mais aclamadas atrizes da história do cinema brasileiro. Em 1999, tornou-se a primeira artista latino-americana e única brasileira, atuando em língua portuguesa, indicada ao Oscar de melhor atriz com “Central do Brasil”. Pelo papel, recebeu o Urso de Prata, no Festival de Berlim de 1998. Outro título que carrega é de ser a primeira brasileira a receber o Emmy Internacional de melhor atriz por “Doce de Mãe”, em 2013.

Para além dos marcos, a atriz, que completa 90 anos, construiu uma sólida e fascinante carreira em quase sete décadas de plena atividade, com mais de 80 filmes, novelas e minisséries e centenas de peças de teatro. Ela compartilha suas memórias no recém-lançado livro “Prólogo, ato, epílogo: Memórias” e, em comemoração ao seu aniversário, recebeu diversas homenagens, entre eles um texto de sua filha Fernanda Torres e uma edição especial no Globo Repórter.

Em 2019, Fernanda estreia mais dois filmes e aguarda o lançamento de um terceiro para 2020. O primeiro a chegar aos cinemas, em outubro, é “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, e depois tem, em dezembro, “O Juízo”, de Andrucha Waddington, com roteiro de Fernanda Torres. Para o próximo ano, está previsto “Piedade”, de Claudio Assis.

Para não perder a oportunidade de conhecer mais a fundo o trabalho dessa grande atriz, o Assiste Brasil selecionou dez filmes que marcam sua trajetória no cinema. Confira!

A Falecida (1965)

A presença de Fernanda Montenegro no cinema foi arrebatadora desde sua estreia. O primeiro filme que atuou foi dirigido por Leon Hirszman, com roteiro escrito a duas mãos por Hirszman e Eduardo Coutinho, baseado na obra de Nelson Rodrigues. Uma das cenas mais icônicas é de Zulmira, sua personagem, tomando um banho de chuva no quintal de sua casa após um presságio. A atuação rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília de 1965 e, contraditoriamente, foi censurado na Ditadura Militar sob alegação de que Fernanda estava em “seu peior (sic) papel em representações”.

Eles Não Usam Black Tie (1981)

No filme de Gianfrancesco Guarnieri, Fernanda protagoniza uma das cenas mais marcantes não só de sua carreira, como também do cinema brasileiro. Sua personagem, Romana, ao lado do marido, interpretado por Guarnieri, sofre o luto da perda de um grande amigo e a expulsão do filho de casa. O silêncio que domina o ambiente é quebrado a partir do momento em que a personagem começa a catar feijões e colocá-los em uma panela de alumínio.

A Hora da Estrela (1985)

No filme de Suzana Amaral, a atriz assume o papel da excêntrica cartomante Madame Carlota, que gosta de contar as histórias de seu passado às clientes e oferecer conselhos. Ela passa simpatias para Glória (Tamara Taxman) arrumar um marido e prevê o futuro de Macabéa (Marcelia Cartaxo).

Veja Esta Canção (1994)

No segmento “Samba do Grande Amor”, inspirado na música homônima de Chico Buarque, Fernanda Montenegro interpreta Alzira, uma mulher de terceira idade, dona de casa e costureira, mas que por anos se apresentou como cantora lírica no teatro municipal. Um bicheiro que trabalha em frente ao seu prédio se apaixona pela voz que escuta todos os dias, antes mesmo de conhecê-la. O filme é dirigido por Cacá Diegues e tem roteiro de Betse de Paula, Isabel Diegues e Nelson Nadotti.

Central do Brasil (1998)

O papel que rendeu a Fernanda Montenegro a indicação ao Oscar e o marco de tornar-se a primeira artista latino-americana a concorrer na categoria de melhor atriz. No filme, dirigido por Walter Salles, a atriz interpreta Dora, uma professora aposentada que trabalha escrevendo cartas na Estação Central do Rio de Janeiro. A rotina da personagem, complexa e enigmática, é modificada pela presença de Josué (Vinicius de Oliveira), um garoto que deseja encontrar seu pai no sertão nordestino.

O Auto da Compadecida (2000)

Na produção dirigida por Guel Arraes e adaptada da obra de Ariano Suassuna, Fernanda interpreta Compadecida (Nossa Senhora), convocada por João Grilo (Matheus Nachtergaele) no momento de seu julgamento. “O Auto da Compadecida” foi desenvolvida inicialmente em formato de minissérie e transformada em longa-metragem.

O Outro Lado da Rua (2004)

Marcos Bernstein, um dos roteiristas de “Central do Brasil”, estreia na direção com um filme protagonizado por Fernanda Montenegro. Na trama, a atriz interpreta Regina, uma solitária mulher de 65 anos, “de sinceridade excessiva e ironia incontida”, que assume a tarefa de denunciar à polícia os pequenos delitos que flagra. Fernanda recebeu pela atuação o prêmio de melhor atriz no Festival de Tribeca, em Nova York, entre outras indicações.

Casa de Areia (2005)

“Casa de Areia” não é o primeiro filme em que Fernanda Montenegro e Fernanda Torres integram o elenco, mas certamente é um dos mais notáveis. Montenegro interpreta Dona Maria, mãe de Áurea (Torres). O português Vasco (Ruy Guerra), seu genro, leva ela e sua filha a uma jornada em busca da realização de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente adquiridas por ele. A direção é de Andrucha Waddington, que concorreu ao grande prêmio em Sundance.

Doce de Mãe (2012)

Fernanda Montenegro é Dona Picucha, uma viúva de 85 anos, sempre bem-humorada, apaixonada por samba e pela cozinha. Ela reúne os filhos para anunciar que a empregada doméstica que trabalha em sua casa há 27 anos deixará o emprego. É neste momento que a personagem reencontra sua liberdade. A produção foi lançada inicialmente como especial de fim de ano pra a TV e adaptada para uma versão seriada, em 2014. Com a personagem, Fernanda recebeu em 2013 o Emmy Internacional de melhor atriz e tornou-se a primeira brasileira ganhar a premiação. Em 2015, a minissérie recebeu um novo Emmy, desta vez de melhor série de comédia. A direção é de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo.

O Beijo no Asfalto (2018)

A terceira e mais recente adaptação da peça homônima escrita por Nelson Rodrigues marca a estreia de Murilo Benício na direção. Fernanda Montenegro – que interpretou Selminha na montagem original de “O Beijo no Asfalto” para o teatro, em 1960 – é D. Matilde, a senhora “faladeira” que acompanha a repercussão nacional do homem que beijou o outro no asfalto. O filme, metalinguístico, intercala as atuações em um cenário teatral a momentos de leitura do roteiro em uma grande mesa. Nesse filme, é possível conhecer de perto o trabalho realizado por Fernanda para a construção da personagem.

14 filmes de animação brasileiros para assistir no Animage 2019

14 filmes de animação brasileiros para assistir no Animage 2019


O Festival Internacional de Cinema de Animação de Pernambuco – Animage 2019 celebra sua 10ª edição consolidando uma identidade própria com ênfase na originalidade e pluralidade. Com uma programação variada, leva ao público este ano mais de 150 filmes de animação de 30 países, distribuídos entre mostras competitivas e especiais voltadas para o público infantil e adulto. 

O Animage 2019 leva aos cinemas 14 animações brasileiras nas mostras Competitiva, Retrospectiva, Brasil e em Sessões Especiais. O Festival acontece entre os dias 11 e 20 de outubro, em Recife (PE), com exibições e atividades realizadas na Caixa Cultural Recife, no Cinema da Fundação/Derby e no histórico Cinema São Luiz, um dos últimos cinemas de rua ainda em funcionamento em Pernambuco.

Curador da décima edição, Júlio Cavani destaca a relevância do Festival para a promoção de intercâmbios artísticos e formação de público. “A maioria dos filmes oferecidos na programação nunca chegaria à cidade se não fosse o festival, que oferece momentos de diversão e reflexão para plateias de todas as idades. Artistas consagrados e revelações, que depois se tornaram grandes nomes, passaram pelo festival ao longo de uma década”, comenta. 

Além das mostras de filmes, o Animage promove oficinas gratuitas. Chia Beloto e Marila Catuária ensinam a técnica de Animação com Recortes e Bruno Cabús comanda a oficina Animação Experimental para crianças. A diretora e animadora alemã Kiana Naghshineh, que participa de um debate sobre sua produção na Mostra Especial que leva o seu nome, ministra a oficina de Desenho Gestual. Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site.

Os ingressos para as sessões no Cinema São Luiz e Cinema da Fundação têm o preço único promocional de R$ 5. Na Caixa Cultural Recife, a entrada é gratuita, com ingressos disponibilizados 1h antes de cada sessão. 

Animações brasileiras no Animage 2019

Preparada/o para aproveitar os dez dias de imersão no mundo do cinema de animação? Para não perder a chance de assistir nas telonas às produções do cinema brasileiro de animação em destaque, o Assiste Brasil organizou os títulos, sinopses, dias, locais e horários das exibições.

A Corda, Acorda, de Ana Luiza Primo, Clara Barros e Julia Nicolescu (RJ)

A Corda, Acorda presta uma homenagem à diversidade brasileira. Celebra-se a infância repleta de brincadeira e rodeada de cultura popular que há nas diferentes partes do Brasil. O curta está na Mostra Competitiva Infantil 1.

  • 12/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife
  • 15/10 (terça-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 17/10 (quinta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 19/10 (sábado), às 14h30, na Caixa Cultural Recife 

A Primeira Sanfonia, de Deco Santana (BA)

O som da sanfona anuncia: é tempo de diversão e de esperança! É tempo de festejar e acreditar que a chuva vai chegar e que vai ter fartura o ano inteiro na mesa. Uma alegria que contagia e enche o coração do povo sertanejo. O curta está na Mostra Competitiva Infantil 1.

  • 12/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife 
  • 15/10 (terça-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 17/10 (quinta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 19/10 (sábado), às 14h30, na Caixa Cultural Recife 

Gildo – Boas Maneiras, de Thomate (SP)

Gildo é um elefante que adora “ler” as figuras dos livros, Paulo é um pássaro que não sabe voar e Socorro é uma barata perfeccionista que só fala o Blábláblês. Juntos vão “aprender” as Boas Maneiras para uma refeição divertida. O curta participa da Mostra Competitiva Infantil 1. 

  • 12/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife 
  • 15/10 (terça-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 17/10 (quinta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação – Derby
  • 19/10 (sábado), às 14h30, na Caixa Cultural Recife

Hornzz, de Lena Franzz (RJ)

Como cada escolha reflete em nossas vidas? Através da narrativa surrealista de Hornzz, o curta acompanha as escolhas e desafios da menina Lu, viajando por experiências únicas em cenários divertidos. Integra a Mostra Competitiva Infantil 2. 

  • 13/10 (domingo), às 16h, na Caixa Cultural Recife
  • 16/10 (quarta-feira), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby
  • 18/10 (sexta-feira), às 18h, no  Cinema da Fundação/Derby
  • 19/10 (sábado), às 16h, na Caixa Cultural Recife

Competitiva Geral e Mostra Brasil

Poética de Barro, de Giuliana Danza, é um dos curtas brasileiros em competição

Os filmes brasileiros selecionados para a Mostra Competitiva Geral estão reunidos em uma exibição especial, a Mostra Brasil. A proposta é apresentá-los em conjunto para oferecer um pequeno recorte sobre a produção nacional atual, sempre crescente e marcada pela diversidade de técnicas, estilos, estéticas e ideias. Um dos curtas da Mostra Brasil, Não Moro Mais Aqui, terá uma Sessão Especial no Cinema São Luiz.

O Muro Era Muito Alto, de Marão (RJ)

Existia esse ratinho. Todo dia ele se aproximava do muro e ficava olhando para cima. Na verdade, ele tinha muita vontade de subir o muro. Mas o muro era muito alto.

  • 15/10 (terça-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 3)
  • 16/10 (quarta-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 3)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Poética de Barro, de Giuliana Danza (MG)

O curta, animado com argilas do Jequitinhonha, retrata a saga de uma pequena criatura que precisa sobreviver às vicissitudes da vida. Se todas as barreiras serão transpostas, apenas assistindo para descobrir.

  • 15/10 (terça-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 1)
  • 16/10 (quarta-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 1)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Sangro, de Tiago Minamisawa, Bruno H Castro e Guto BR (SP)

Inspirado em uma história real, Sangro é a confissão íntima de uma pessoa que vive com HIV. Um filme em animação que busca desmistificar questões que sobrevivem até hoje no imaginário social em relação ao vírus.

  • 15/10 (terça-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 3)
  • 16/10 (quarta-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 3)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Drawing Life, de Luciano Lagares (SP)

Um caricaturista desmotivado retrata as pessoas na rua. Um dia surge uma mulher empurrando uma cadeira de rodas com um menino doente. Eles estabelecem uma conexão a partir de desenhos divertidos e de uma comunicação improvável.

  • 17/10 (quinta-feira), às 16h, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 6)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 18/10 (sexta-feira), às 19h20, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 6)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Selvageria, de Guy Chaneaux (RJ)

Perseguido pela implacável informatização e mecanização da sociedade, um homem tenta manter vivas suas fantasias e devaneios enquanto assiste à sua amada afundando-se cada vez mais num progressismo virulento. Adaptação do romance gráfico de Andre Dahmer, intitulado “Monumento ao Jovem Monolito – Parte I”.

  • 17/10 (quinta-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 7)
  • 18/10 (sexta-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 7)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Sessões Especiais e Retrospectiva

A Mostra Especial Bia Desenha exibe todos os episódios da série brasileira.

O Animage 2019 reúne em uma Mostra Especial todos os episódios da série pernambucana Bia Desenha, transmitida nacionalmente pela TV Brasil. Em comemoração a décima edição, o Festival apresenta a Mostra Retrospectiva, com curtas- metragens premiados nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Infantil em anos anteriores – entre eles, dois brasileiros. Para complementar a programação, dois curtas pernambucanos serão exibidos no Cinema São Luiz abrindo as sessões dos longas-metragens Les Hirondelles de Kaboul e My Entire High School Is Sinking Into The Sea. 

Bia Desenha, de Neco Tabosa (PE)

A série Bia Desenha mostra a convivência entre primos Bia, 5 anos, e Raul, 6 anos.  Os dois moram em casas ao redor do mesmo quintal, numa periferia da região metropolitana do Recife. Seus encontros depois da escola para brincar e desenhar se transformam sempre em grandes aventuras. O Animage 2019 promove a Mostra Especial Bia Desenha com a exibição de todos os episódios, com duração total de 49 minutos. 

  • Dia 11/10 (sexta-feira), às 16h, na Caixa Cultural Recife
  • Dia 20/10 (domingo), às 16h, na Caixa Cultural Recife 

Rua das Tulipas, de Alê Camargo (DF)

Um grande inventor acostumado a criar soluções para todos os moradores de sua rua, a Rua das Tulipas, ao ver a felicidade de todos seus vizinhos descobre que ainda faltava a felicidade de uma pessoa. Vencedor da categoria de Melhor Curta-Metragem Infantil no Animage 2008, será exibido na Mostra Retrospectiva.  

  • 12/10 (sábado), às 17h30, na Caixa Cultural Recife
  • 13/10 (domingo), às 17h30, na Caixa Cultural Recife
  • 19/10 (sábado), às 18h30, no Cinema São Luiz

Não Moro Mais Aqui, de Laura de Araújo (PE)

O silêncio preenche os espaços vazios onde habitam uma avó e sua neta, cujos papéis familiares logo começam a se inverter. O curta abre a programação do Animage 2019 no Cinema São Luiz juntamente com a exibição do longa Les Hirondelles de Kaboul, coprodução França/Luxemburgo/Suíça dirigida pela dupla Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec. Não Moro Mais Aqui integra outras duas mostras: a Brasil e a Competitiva 1.

  • 15/10 (terça-feira), às 14h30, na Caixa Cultural Recife (Competitiva 1)
  • 15/10 (terça-feira), às 20h30, no Cinema São Luiz (Sessão Especial)
  • 16/10 (quarta-feira), às 20h30, no Cinema da Fundação/Derby (Competitiva 1)
  • 18/10 (sexta-feira), às 17h30, na Caixa Cultural Recife (Mostra Brasil)
  • 19/10 (sábado), às 18h, no Cinema da Fundação/Derby (Mostra Brasil)

Dossiê Rê Bordosa, de César Cabral (SP)

Fama? Ego Inflado? Espírito de Porco? Quais os reais motivos que levaram Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação? Este documentário em animação stop motion investiga este vil crime. Vencedor da categoria de Melhor Curta-Metragem no Animage 2008, está na Mostra Retrospectiva.

  • 17/10 (quinta-feira), às 19h, no Cinema São Luiz
  • 20/10 (domingo), 15h20, no  Cinema da Fundação/Derby

Barbas de Molho, de Eduardo Padrão e Leanndro Amorim (PE)

Numa colina, isolado, vivendo distante dos costumes da cidade, o Barba criou sua própria definição de vida: ler, escutar música, cultivar sua comida e uma enorme barba. Diante de um problema, ele se vê obrigado a tomar uma atitude. O curta será exibido antes do longa-metragem norte-americano My Entire High School Sinking Into the Sea, de Dash Shaw. 

  • 17/10 (quinta-feira), às 20h30, no Cinema São Luiz (Sessão Especial)

Foto de destaque de Victor Jucá/Divulgação. Com informações da assessoria.

Documentários brasileiros que lançam o olhar sobre o futebol feminino

Documentários brasileiros que lançam o olhar sobre o futebol feminino


Há controvérsias sobre o início da história do futebol no Brasil. Sabe-se de Charles Miller, que em 1895 trouxe consigo da Inglaterra as primeiras bolas, participou da primeira partida oficial e popularizou o esporte entre a elite. Sabe-se também que, já em meados da década de 1870, marinheiros britânicos, franceses e holandeses trocavam passes informais em solo brasileiro.

Esses registros, no entanto, têm algo em comum: independente de classe social, os primeiros jogadores, até o que se sabe, foram todos homens. As primeiras referências “futebol feminino” surgem décadas depois, nos anos 1920, em espetáculos circenses (isso mesmo!). Mulheres com bolas nos pés não eram consideradas jogadoras, mas vistas como “artistas performáticas”. Não eram consideradas partidas, e sim espetáculos.

Anúncio de circo dos anos 1920/30 e mulheres do futebol. Créditos: Acervo Museu do Futebol

Proibição e desigualdades históricas

O jogo de futebol entre mulheres começa a ganhar popularidade na periferia, mas se mantém distante dos clubes, ligas e da mídia. A modalidade era considerada “violenta e ideal apenas para homens“, mas, apesar disso, foram realizados em 1940 os primeiros jogos entre mulheres. A repercussão das mulheres em campo foi imediatamente censurada, ocasionando a proibição da prática no ano seguinte.

O Decreto-Lei 3.199/1941, Art. 54, determinou: “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza“. Algo mais absurdo acontece em 1965, já na Ditadura Militar, quando o texto é novamente publicado e, desta vez, cita especificamente a proibição do futebol como tentativa de punir as mulheres que jogavam futebol clandestinamente.

Em 1951, alunas secundaristas em São Paulo: Mirtes Marcon, Jandira Cassiano, Aparecida Camargo, Vera Ceschin, Cidinha Moraes e Renê Romanholli; agachadas, Dirce Mineirinha, Dirce Aleixo, Claunice Marcon, Ditinha Tavares e Isa Martarello. Créditos: Centro de Referência do Futebol Brasileiro – Museu do Futebol

Apenas em 1979, no início do processo de redemocratização, que a lei que proíba a prática do futebol entre mulheres foi revogada. Mais quatro anos se passaram para que o futebol feminino fosse regulamentado e, a partir de então, criadas as primeiras escolas e campeonatos.

A primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino foi realizada em 1991 e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assumiu a seleção brasileira composta por mulheres, que seguem sem receber grandes investimentos. Em 2018, gastou-se 1,5 vezes mais com pessoal do que com o futebol feminino, que recebeu pouco mais de 6% da receita líquida anual. A seleção participou de todas as edições da Copa do Mundo, a oitava em 2019, mas essa foi a primeira vez que jogos foram transmitidos em rede aberta no Brasil.

Demonstrações Financeiras 2018 da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Crédito: Reprodução

Neste ano, Marta, a rainha do futebol, entrou para a história como a maior artilheira de todas as Copas (sem distinção de gênero) e fez um discurso histórico convocando as mulheres para transformarem o futebol. Eleita seis vezes a melhor do mundo, a jogadora está sem contrato com empresas do ramo desde julho de 2018. O motivo: o valor estava muito abaixo dos acordos fechados no futebol masculino. Nesta Copa, entrou em campo com uma chuteira que pede igualdade de gênero.

Futebol feminino em documentário

Após esse breve apanhado histórico (há muito mais detalhes neste infográfico integrativo e no Museu do Impedimento), o Assiste Brasil buscou reunir alguns documentários que discutem a presença feminina no futebol brasileiro, dentro e fora de campo. São curtas e médias-metragens, produzidos para o cinema, televisão, plataformas digitais, meios institucionais e produções universitárias, que retratam tanto o contexto social quanto fazem o registro histórico das personagens.

Se comparada à produção cinematográfica focada no futebol masculino e os variados enfoques, como torcidas organizadas, histórias de torcedores e cinebiografias das grandes estrelas, são poucos os olhares que se voltam para o futebol protagonizado por mulheres. A lista poderá ser periodicamente atualizada para acréscimo de novos filmes e sugestões são bem-vindas. Agora, fique com a nossa seleção:

Minas do Futebol

“Em 2016, por não existir campeonatos de futebol da categoria sub-13 feminino em São Paulo, a equipe do A.D. Centro Olímpico propôs participar de um campeonato masculino, a Copa Moleque Travesso. Indo contra a expectativa da maior parte das equipes, o time foi se achando e passou da fase de grupos para as semifinais, até chegar à final”. Direção de Yugo Hattori.

Futebol Feminino, uma história invisível

“Quando a falta de apoio não está em casa, a garota que joga futebol no Brasil enfrenta piadas na escola e nos campos, onde só os meninos dominam a bola”. A produção foi apresentada como uma reportagem do programa Caminhos da Reportagem, na TV Brasil, mas é evidente a interação entre jornalismo e cinema. A direção e roteiro são assinados por Bianca Vasconcellos, com reportagem de Aline Beckstein e Eduardo Goulart de Andrade.

Mulheres do Progresso: muito além da várzea

O curta-metragem apresenta as personagens Márcia, Sindy, Tianinha e Sandra, mulheres que vivem em diferentes comunidades da periferia de São Paulo e têm em comum o amor e dedicação pelo futebol de várzea. Direção de Jamaikah Santarém. O filme foi exibido em 2018 na capital paulista e no CineFoot extraordinário 2019. Até o momento não foi disponibilizado online.

Eu, Jogadora

“O que pensa a primeira mulher a ter sido técnica da seleção brasileira de futebol feminino? O que sentem duas atletas olímpicas que abriram caminho para atual geração? E quais são os sonhos de duas revelações da modalidade?”. Direção de Edson de Lima, Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento.

O Futebol da Gente – Mulheres

O terceiro episódio da série “O Futebol da Gente”, produzido pelo Museu do Futebol, apresenta o resultado de mais de 70 entrevistas sobre futebol com mulheres. O canal disponibiliza ainda o ciclo debates sobre futebol feminino, o primeiro encontro de pesquisadores sobre Futebol e Mulheres na América Latina e duas entrevistas, com Marta e Cristiane, sobre suas trajetórias.

Joga Igual Mulher

“O documentário conta a trajetória e as dificuldades das mulheres em profissionalizar-se no futebol no Brasil. Contendo depoimentos não só de jogadoras profissionais, mas também de jornalistas esportivas, uma arbitra, uma técnica, torcedoras e jogadoras amadoras”. Direção de Diego Urias.

Geração Peneiras

“Lançado às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, o curta documental ‘Geração Peneiras’ acompanha o sonho de duas meninas que não medem esforços para um dia, quem sabe, vestir a ‘amarelinha'”. Direção de Bárbara Bárcia, Claudia Alves e Fernanda Prestes, do coletivo Fluxa.

Futebolistas

“‘Futebolistas’ relata a história de cinco mulheres que jogam futebol com um único sentimento em comum, o amor pela modalidade. O documentário levanta discussões como o preconceito com a mulher no esporte, a falta de visibilidade na mídia e a valorização do futebol feminino no Brasil. A partir de relatos de atletas do time de futebol feminino de Colombo, no Paraná, ‘Futebolistas’ promove uma reflexão sobre o espaço da mulher no futebol”. Direção de Thais Travençoli e Patricia Castro.

Mulheres no Futebol

“Em um momento em que a Seleção Brasileira feminina se prepara para entrar em campo em mais uma Copa do Mundo da Fifa, um minidocumentário para reforçar o debate sobre a presença das mulheres em um ambiente, até então, considerado machista: o futebol”. O minidocumentário foi realizado em parceria pela Vox e o SporTV.

11 filmes para entender a ditadura militar no Brasil

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Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.

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37 filmes brasileiros para assistir no cinema em 2018

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Passados quase três anos de Assiste Brasil, chegamos a nossa terceira lista especial de lançamentos (acesse as listas de 2016 e 2017). Para este ano, reunimos produções e coproduções, entre ficções, documentários, adaptações, cinebiografias e animações, organizados por ordem de previsão de estreia no circuito comercial brasileiro.

Confira abaixo nossa seleção de 37 filmes brasileiros para assistir nos cinemas em 2018.

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