Assista na íntegra ao curta “Entre Mulheres”, de Marlom Meirelles

Assista na íntegra ao curta “Entre Mulheres”, de Marlom Meirelles

Tags:

Após percorrer festivais, o curta documental Entre Mulheres, dirigido pelo cineasta pernambucano Marlom Meirelles (Olhos de Botão), chega ao YouTube. Filmado em diversas cidades de Pernambuco, o filme apresenta histórias de 10 personagens femininas que falam sobre suas vidas.

Em 34 minutos, as entrevistadas falam sobre o que permeia o universo feminino e o que as faz serem mulheres, ressaltando o comportamento assumido por elas, desvendando seus estilos de vida, sonhos e posicionamentos dentro de diferentes modelos familiares. O documentário é, sobretudo, um mergulho na complexa arte de ser mulher.

O documentário foi lançado em 2012 e teve o roteiro contemplado no III Prêmio Naíde Teodósio, da Secretaria da Mulher. Assista na íntegra:

Curta Coremas leva oficinas e exibições gratuitas ao interior da Paraíba

Curta Coremas leva oficinas e exibições gratuitas ao interior da Paraíba

Tags:

Durante quatro dias, o mundo do cinema toma conta da cidade de Coremas, no interior da Paraíba. O Curta Coremas – Festival do Audiovisual chega este ano a sua sexta edição e teve sua noite de abertura marcada por uma mostra do que vem por aí na programação. O festival começou nesta quinta-feira (28) e segue até domingo, dia 31.

Ao todo, serão exibidas cerca de 50 produções de gêneros variados. Filmes de drama, romance, comédia, documentário e animação se distribuem em cinco mostras: “Panorama Brasil”, “Mãe d’água” (filmes paraibanos), “Rio Turbinas” (curtas), “Mostra primeiros passos” (estreantes) e “Mostra infantil-juvenil”. Entre os filmes da programação estão os premiados “Uma família ilustre”, documentário dirigido por Beth Formaggini, “O resto é silêncio”, de Mabel Lopes, e a animação “Me?”, de Rafael Dayon.

Além de democratizar o acesso à produção cinematográfica brasileira, o evento proporciona atividade de formação voltada ao público coremense e de regiões circunvizinhas. Jovens criativos e interessados na área audiovisual, durante três dias, podem vivenciar a linguagem cinematográfica de forma teórica e prática. Este ano, a oficina aconteceu entre os dias 25 a 27 de julho, no Colégio e Curso Santa Rita de Cássia, e foi ministrada pelo cineasta Léo Leite.

O Curta Coremas também oferece à população apresentações, oficinas, exibições e fóruns gratuitos. Contribuindo com a formação social, a fim de impulsionar a produção artístico-cultural da cidade, o evento também atrai o turismo e aquecer a economia local, como também cria um momento propício de reunião e interação entre realizadores e agentes culturais de várias partes do país.

A programação completa, com horários e locais detalhados, além de fotos e vídeos e outras informações, estão disponíveis no site do Curta Coremas e na página do festival no Facebook.

Assista no YouTube ao curta ‘Nina’, de Rafael Botta

Assista no YouTube ao curta ‘Nina’, de Rafael Botta

Tags:

Nos dias frios, nada melhor que ficar em casa e aproveitar para ver um bom filme. As opções são várias, entre romances, aventuras, comédias e dramas, mas não é difícil ser conquistado de cara pelos dramas amorosos. Afinal, quem nunca teve uma desilusão, se jogou no chocolate e caiu no choro?

No inicio de todo relacionamento, tudo são flores e isso é maravilhoso, emocionante. Quando se descobre que são muito diferentes um do outro, ou que querem dar um novo rumo as suas vidas, eis que surge o ápice do momento melodramático com o término e separação. Apesar de ser muito bom assistir histórias de corações partidos, a verdade é que o bom mesmo é ver as reviravoltas que o mundo pode dar.

Seguindo esse gênero cinematográfico, o curta-metragem Nina, dirigido por Rafael Botta e roteirizado por Renata Sarmento, aborda a relação e paixão doentia entre a jovem Nina (Renata Sarmento) e um rapaz aventureiro (Luiz Felipe Sobral). Na história, as consequências que um amor platônico traz são reveladas, mostrando que após tantos desgastes é preciso mesmo dar a volta por cima e redescobrir seus sentimentos.

Nina revela possibilidades de análises sobre os comportamentos humanos relacionados aos amores não correspondidos e ressalta que é necessário recomeçar a vida, aproveitando o período dramático para avaliar e refletir sobre a sua posição e função humanista mesmo com altos e baixos. Destaque para a atuação da protagonista, Renata Sarmento, que tem no currículo os filmes S2 e Baunilha; e também o projeto Em Obras, série de comédia no estilo pseudodocumentário, vencedor da categoria “Melhor Programa de TV” no Loco de Ouro 2016.

A direção de fotografia é de Gustavo Jácome, a produção é do trio André Rissi, Renata Sarmento e Júlio Cesar Gomes e o figurino de Caetano Pasquale. Na trilha sonora original, a Oxente Soundtrack, coordenada por Raphael Coelho, Felipe Barros e Túlio Fernandes, comanda.

Realizado pela Cx2Filmes, Nina já está disponível no YouTube. Assista abaixo:

Crítica: Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante

Crítica: Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante


Mais conhecido por seu trabalho no premiado longa-metragem A História da Eternidade, o cineasta pernambucano Camilo Cavalcante, antes de encarar as múltiplas páginas de um roteiro grandioso, caminhou entre os curtas. Suas produções de suma importância viajaram mundo afora e exerceram a tarefa de definir e revelar a verdadeira identidade fílmica do diretor.

Além do curta-metragem homônimo que originou A História da Eternidade, outra produção que merece destaque é Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos. Repleto de simbolismos, o curta apresenta a vida simples no sertão nordestino e evidencia sua religiosidade fotografada detalhadamente em múltiplos planos. Trazendo inúmeras significações enaltecidas pela composição de luz no claro-escuro, a fotografia assinada por Beto Martins se apropria com perfeição da luz natural externa e da luz de velas para as transformar em artifícios dramáticos.

A ausência de diálogos causa inquietude e revela um personagem solitário, tímido, que vive em sua labuta diária. Pedir a benção aos mais velhos (em sinal de respeito), voltar para casa no fim da tarde, apreciar o pôr do sol e agradecer a Deus por mais um dia de vida – todos os dias. Na mais leve das hipóteses, o diretor, ao optar pela ausência da palavra, usa um recurso extremamente positivo, fazendo de seu som direto a própria trilha sonora que conduz o ritmo do documentário.

Camilo Cavalcante recria o sertão com ousada beleza, um encanto que gera uma inquieta insatisfação, quando no fim causa a dúvida de que se tudo aquilo não seria uma versão cinematográfica inspirada nos poemas de Jessier Quirino, do livro Paisagens do Interior. O apelo visual encanta e causa a sensação de que o mundo é belo, que não existe problema algum naquele universo e leva a sonhar com o Sertão perfeito, que só pode ser imaginado com a ajuda do cinema.

Premiado em diversos festivais, o curta aproxima o mundo de um povo oprimido e isolado, mas que, além de tudo, vive intensamente em seu ritmo de vida monótono, repleto de belezas e também de prazeres. Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos é o tipo de filme que desperta a vontade de ver e viver tudo outra vez. Assista na íntegra:

Crítica: A Bordo, de Davi Mello

Crítica: A Bordo, de Davi Mello


As referências brasileiras consagradas pela crítica e nos festivais de cinema mundo afora indicam que o Brasil está produzindo mais conteúdo de alta qualidade. O surpreendente é que, mesmo em tempos difíceis para o movimento cultural, novos diretores estão conquistando seu espaço no mercado audiovisual e relevando-se como uma nova geração promissora.

A segunda edição do Festival de Cinema de Belo Jardim – Cine Jardim, realizada recentemente no interior de Pernambuco, revelou muito diretores propícios ao sucesso, a exemplo do Davi Mello. Paulista formado em Cinema pela Universidade Anhembi Morumbi, já dirigiu diversos curtas-metragens, entre eles De Saco Cheio (2011), Amores (In)versos (2012), Fragmentum (2012). No festival, levou sua recente produção A Bordo (2015), apresentado também como Trabalho de Conclusão de Curso.

O cinema produzido por Davi Mello dialoga com o íntimo humanista explorando a solidão e introspecção em momentos cautelosos da vida. Em A Bordo é posto em cena a liberdade da mulher e seu poder de escolha. Os mais íntimos sentimentos de uma mulher, assim como reações psicológicas e físicas, vêm à tona quando sua gestação é interrompida. O diretor utiliza como tema central o aborto retido quando Lúcia (Sylvia Prado), grávida de seu primeiro filho, está se preparando para ser mãe solteira e descobre que carrega em seu ventre um bebê morto.

Por tratar de um tema pouco explorado, o filme prende o público do início ao fim, sempre revelando a vida como ela é e ressaltando que o tempo dilui forças. Adequando-se com propriedade de uma fotografia poética, A Bordo coloca o espectador junto com Lúcia em uma montanha russa na qual não se sabe ao certo o que os espera ao fim. Os planos quase que contínuos sufocam e hipnotizam em seus 23 minutos, colocando o espectador como personagem observador desse drama.

O roteiro autoral, também assinado por Davi, não tem o intuito de chocar, mas sim de fazer uma leitura social e de ressaltar as dúvidas e angústias que muitas vezes se transformam em um incontrolável caos. Através da linguagem audiovisual, o diretor convida para uma verdadeira reflexão e imersão em um mundo incomparável, movido pelo drama e o silêncio.

[authorbox authorid=”6″ title=”Sobre o autor”]

Pin It on Pinterest