Abertas inscrições para mostra competitiva do Animage 2018

Abertas inscrições para mostra competitiva do Animage 2018


O Brasil vive um momento importante para a animação brasileira, que acaba de completar 100 anos, e será o país homenageado no Festival de Annecy (França), considerado  o maior evento de cinema animação do mundo. Há nove edições, o Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco colabora na fomentação da animação nacional e internacional, e na formação de público. Até o dia 12 de julho, o festival recebe inscrições para a Mostra Competitiva de curtas-metragens de 2018, que deve ser realizada no site do festival.

A mostra competitiva premia os melhores filmes selecionados nas categorias “Melhor Curta-Metragem – Grande Prêmio Animage”, “Melhor Curta Infantil”, “Melhor Curta Brasileiro” e “Prêmio do Público”, além de melhor Direção, Roteiro, Direção de Arte, Técnica e Som. A seleção recebe filmes nacionais e internacionais realizados a partir de 2017, que contemplem técnicas de animação e com duração máxima de 30 minutos.

Em 2017, o Animage se expandiu e levou Mostras Especiais para as cidades de Camaragibe, Arcoverde e Triunfo. Em março, o Animage marcou presença em Portugal, levando uma Mostra Pernambucana para a Monstra – Festival Internacional de Animação de Lisboa, um dos mais tradicionais da Europa.

Neste ano, o Animage será realizado de 12 a 21 de outubro, com programação variada – gratuita ou a preços populares, que exibe uma ampla seleção de curtas e longas, a maioria inéditos e convida nomes importantes do cinema de animação. Além da Mostra Competitiva, oferece sessões e mostras especiais, longas metragens, oficinas, debates, masterclass, capacitação e promove iniciativas sociais e ambientais. Mais informações serão divulgadas em breve e disponibilizadas no site do Assiste Brasil.

Foto de destaque: Divulgação/Ivana Borges

Aplicativo reunirá informações de filmes brasileiros dirigidos por mulheres

Aplicativo reunirá informações de filmes brasileiros dirigidos por mulheres

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Um recente estudo divulgado pela Ancine comprovou um dado notório: homens brancos são protagonistas do mercado cinematográfico brasileiro. Eles dirigiram 75,4% dos longas lançados em circuito comercial em 2016, enquanto mulheres brancas 19,7% e homens negros 2,1%. Nenhum filme no ano da pesquisa foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.

Para fortalecer a participação feminina no audiovisual e dar visibilidade, a pesquisadora Ana Heloiza Vita Pessotto desenvolveu uma plataforma de catalogação de filmes brasileiros dirigidos por mulheres, cis e trans. No aplicativo a cineastA será possível acessar um catálogo com informações completas, com ficha técnica, sinopse, equipe, local de produção, prêmios e fomentos recebidos. Também serão disponibilizados indicadores de região, cor da pele, ano de produção e equipe feminina.

Em fase de finalização, o lançamento está previsto para junho deste ano e o download será gratuito para celulares e tablets.

Cadastro de filmes brasileiros dirigidos por mulheres

A base de dados está sendo desenvolvida através do resgate de obras clássica e históricas realizadas por mulheres e também por cadastro colaborativo. Até o dia 30 de abril, é possível cadastrar obras audiovisuais brasileiras dirigidas por mulheres através do formulário disponível no site. O cadastramento pode ser feito por qualquer pessoa interessada em colaborar com o projeto, mesmo não sendo necessariamente parte da equipe de produção.

Para inscrição através do formulário, é necessário atender alguns requisitos. Os filmes, live action ou animação, devem ser dirigidos por mulheres brasileiras, cis e trans. São aceitas produções de curta, média e longa-metragem; ficção seriada e programas para TV ou Vídeo On Demand; webséries e videoclipes. Filmes publicitários, games, vídeos institucionais e vídeos de YouTube com formatos distintos ficam de foram da catalogação.

A ideia principal do projeto é que o próprio setor e as mulheres introduzam suas obras, permitindo que sejam encontradas e ganhem visibilidade. No catálogo estarão não apenas filmes lançados em circuito comercial, como também produções universitárias e independentes, que encontram janelas de exibição na internet ou em festivais e mostras de cinema.

A idealizadora

Ana Heloiza Vita Pessotto, idealizadora do projeto, é produtora audiovisual e pesquisadora de doutorado do programa de Mídia e Tecnologia da Unesp. Formada em Rádio e TV pela mesma instituição, segue uma trajetória de produções acadêmicas que promovem a produção audiovisual brasileira e a diversidade cultural.

Sua motivação em desenvolver o aplicativo surgiu quando era estudante de graduação. “Durante o curso, comecei a perceber que haviam muitas mulheres, mas nas aulas falávamos majoritariamente de obras dirigidas por homens”, explica. Através de suas pesquisas, que envolvem a temática de gênero, representatividade e distribuição de produções fora do eixo comercial, ela busca influenciar mudanças no setor.

Com o app a cineastA, a pesquisadora pretende oferecer às mulheres um espaço de exposição permanente de seus filmes e ampliar o reconhecimento. “Ter um espaço só com diretoras brasileiras dá a elas o protagonismo”, destaca Ana Heloiza. As produtoras também se beneficiam com o catálogo de informações, já que o destaque da ficha técnica permitirá a busca por profissionais específicos em uma produção.

O projeto foi financiando pelo edital App pra Cultura, iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura que tem como objetivo fomentar aplicativos ou jogos eletrônicos em duas categorias: cultura livre e audiovisual. A cineastA foi contemplado pelo Edital, com a maior pontuação e ocupando primeira colocação na categoria audiovisual no país todo. O prazo de desenvolvimento é de 4 meses e iniciou em fevereiro.

Na imagem em destaque, a mineira Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um filme no Brasil.

Festival Internacional de Mulheres no Cinema recebe inscrições de longas nacionais

Festival Internacional de Mulheres no Cinema recebe inscrições de longas nacionais


Alinhado com agendas públicas nacionais e internacionais de equidade de gênero no cinema, o Festival Internacional de Mulheres no Cinema (FIM) faz sua estreia no circuito de mostras e festivais da cidade de São Paulo. Valorizando e premiando a produção de obras dirigidas exclusivamente por mulheres, o festival abriu na última quinta-feira (5) as inscrições para a mostra competitiva de longas-metragens nacionais.

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Rodada de Estudos Audiovisuais promove cursos gratuitos de cinema em Goiânia

Rodada de Estudos Audiovisuais promove cursos gratuitos de cinema em Goiânia


A 1ª REAU – Rodada de Estudos Audiovisuais recebe inscrições para uma série de cursos com realizadores, produtores e pesquisadores do cinema brasileiro, a ser realizada no Centro Cultural UFG, nos meses de abril e maio. Os cursos oferecidos nesta primeira rodada são “Documentário de observação”, com o documentarista mineiro Marcos Pimentel; “Escrever e ler com a câmera: ensaio, poesia, carta e diário no audiovisual”, com a pesquisadora e realizadora Glaura Cardoso Vale; “Produção executiva para cinema”, com a produtora Luana Melgaço; e “Direção Cinematográfica”, com o diretor goiano Érico Rassi. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site.

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11 filmes para entender a ditadura militar no Brasil

11 filmes para entender a ditadura militar no Brasil

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Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.

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