Mapa mostra os filmes latino-americanos com as melhores notas no IMDb

Mapa mostra os filmes latino-americanos com as melhores notas no IMDb


Já pensou em desvendar a América Latina através de seu cinema? Um mapa feito por Gustavo Teramatsu mostra quais são as grandes obras de cada um dos países, de acordo com a avaliação no iMDB. O Brasil aparece representado por Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, com média 8,7.

O Brasil é um dos poucos latino-americanos que aparecem na lista dos 250 filmes com as melhores avaliações do iMDB. Além de Cidade de Deus, estão no ranking o mexicano Amores Perros (Amores Brutos), de Alejandro González Iñárritu, e o argentino El Secreto de Sus Ojos (O Segredo dos Seus Olhos), de Juan José Campanella.

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O levantamento foi realizado em 2014 e ocorrem algumas alterações nos últimos anos. A 365 Filmes fez uma atualização dos títulos para 2017 e os países que trocaram de representantes foram:

– Costa Rica: Maikol Yordan de Viaje Perdido (2014), de Miguel Alejandro Gomez – 8,3
– Cuba: Soy Cuba (Eu Sou Cuba) (1964), de Mikhail Kalatozov – 8,0
– Honduras: ¿Quién Paga la Cuenta? (2013), de Benjamin Lopez – 7,3

A nota é resultado de uma média de avaliações feitas pelos usuários da plataforma. Para o mapa, foram consideradas produções com no mínimo 50 votos. Confira abaixo:

Este mapa mostra o filme produzido ou filmado em cada país da América Latina com a maior média no iMDB. Todos têm pelo menos 50 votos dos usuários. Os filmes com a estrela se encontram entre os TOP 250 [do iMDB]. Se consideraram apenas o Brasil e os países de língua espanhola, Haiti, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Jamaica, Belize e outros países que não estão representados. Não há registro para El Salvador. Os títulos poderão mudar.

Disse Glauber Rocha em Vento do Leste (1970), do Grupo Vertov: “Por aqui é o cinema do terceiro mundo. É um cinema perigoso, divino e maravilhoso.”

Mostra exibe filmes brasileiros dirigidos por cineastas negras

Mostra exibe filmes brasileiros dirigidos por cineastas negras


Entre os dias 4 e 11 de julho, a Caixa Cultural Brasília recebe a mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro. Com curadoria de Kênia Freitas e Paulo Ricardo de Almeida, o projeto traz no catálogo uma retrospectiva da produção cinematográfica brasileira dirigida por cineastas negras.

O público poderá conferir mais de 40 produções, entre curtas, médias e longas-metragens. Na programação estão filmes históricos, com obras das pioneiras Adélia Sampaio e Danddara, até contemporâneos dirigidos por novos nomes do cinema brasileiro, como Juliana Vicente, Larissa Fulana de Tal, Lilian Solá Santiago, entre outras.

“São filmes de resistência. Assim como Adélia Sampaio lutou para realizar Amor Maldito, cineastas como Viviane Ferreira, Yasmin Thayná, Juliana Vicente e Sabrina Fidalgo enfrentam o racismo e o sexismo que, assim como na sociedade, também estão entranhados no cinema brasileiro, essencialmente branco e masculino”, destaca o curador Paulo Ricardo.

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O estudo Raça e Gênero no Cinema Brasileiro, realizado pelo GEMAA – Grupo de Estudo Multidisciplinar de Ação Afirmativo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), revelou que entre os filmes de maior bilheteria do cinema nacional produzidos de 2002 a 2014, nenhum foi dirigido ou roteirizado por cineastas negras.

Debates

Ainda dentro da programação da mostra acontecem dois debates abertos ao público. No dia 4 de julho (terça-feira), às 19h, Viviane Ferreira e Edileuza Penha de Souza abrem o debate na mesa “Perspectivas e transformações: a mulher negra no cinema nacional”. A mediação será da curadora Kênia Freitas.

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O segundo debate acontece dia 8 de julho (sábado), também às 19h. O tema é  “O percurso das diretoras negras no cinema brasileiro”, com as debatedoras Flora Egécia e Letícia Bispo e mediação realizada pelo curador Paulo Ricardo de Almeida. As mesas contam com tradução em Libras.

Programação

As sessões da mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro são gratuitas e acontecem no teatro da Caixa Cultural Brasília. No que tange à acessibilidade, será realizada uma sessão com audiodescrição e Closed Captions do filme Leva, no dia 9 de julho (domingo), às 17h30. Confira abaixo a programação completa:

4 de julho – terça-feira 

14h | Sessão 1 | Livre
• Um Filme de Dança – 2013, 90 min. Direção: Carmen Luz

16h | Sessão 2 | 14 anos
• Kbela – 2015, 22 min. Direção: Yasmin Thainá
• Sexy Trash – 2014, 3 min. Direção: Tainá Reis
• Cinema de Preto – 2004, 11min. Direção: Danddara
• Quijauá – 2016, 6min. Direção: Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul + Mulheres de Pedra

17h | Sessão 3 | Livre
• Das Raízes às Pontas – 2016, 20min. Direção: Flora Egécia
• Mucamas – 2015, 16 min. Direção: Coletivo Nós, Madalenas
• Mulheres de Barro – 2015, 26 min. Direção: Edileuza Souza
• Conflitos e Abismos, A Expressão da Condição Humana – 2014, 15 min. Direção: Everlane Moraes

19h | Debate I: Perspectivas e transformações: a mulher negra no cinema nacional.
Debatedoras: Flora Egécia e Edileuza Penha de Souza
Mediação: Kênia Freitas

5 de julho (quarta-feira) 

13h | Sessão 4 | 16 anos
• Sandrine – 2014, 12 min. Direção: Elen Linth e Leandro Rodrigues
• Muros – 2015, 13 min. Direção: Elen Linth
• Entre Passos – 2012, 10 min. Direção: Elen Linth
• Pra Se Contar Uma História – 2013, 25 min. Direção: Elen Linth, Diego Jesus, Lucicleide Cruz e Leandro Rodrigues
• O Filme que Fiz para Esquecer – 2012, 2 min. Direção: Elen Linth
• Maria – 2017, 17 min. Direção: Elen Linth

15h | Sessão 5 | 16 anos
• Lápis de Cor – 2013, 2 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• Cinzas – 2015, 14 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• O Tempo dos Orixás – 2014, 21 min. Direção: Eliciane Nascimento
• A Boneca e o Silêncio – 2015, 19 min. Direção: Carol Rodrigues
• Assim – 2013, 14 min. Direção: Keila Serruya

17h30 | Sessão 6 | 12 anos
• Black Berlin – 2009, 12 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rio Encantado – 2014, 55 min. Direção: Sabrina Fidalgo

19h | Sessão 7 | 12 anos
• Cinema Mudo – 2012, 15 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Personal Vivator – 2014, 20 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rainha – 2016, 30 min. Direção: Sabrina Fidalgo

6 de julho (quinta-feira) 

14h | Sessão 8 | 14 anos
• Aquém das Nuvens – 2010, 18 min. Direção: Renata Martins
• Heitor, Carioca dos Prazeres – 2013, 14 min. Direção: Tatyana dos Prazeres
• Doido Lelé – 2008, 17 min. Direção: Ceci Alves
• Rap de Saia – 2006, 18 min. Direção: Janaína Oliveira e Queen
• A Rua – O Corpo Urbano – 2016, 10 min. Direção: Keila Serruya

16h | Sessão 9 | Livre
• Cores e Botas – 2010, 16 min. Direção: Juliana Vicente
• Tupã Baê – 2011, 11 min. Direção: Juliana Vicente e Lucas Rached
• O Olho e o Zarolho – 2013, 17 min. Direção: Juliana Vicente e René Guerra
• As Minas do Rap – 2015, 13 min. Direção: Juliana Vicente

17h30 | Sessão 10 | Livre
• Leva – 2011, 55 min. Direção: Juliana Vicente e Luiza Marques

19h | Sessão 11 | 10 anos
• Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista – 2005, 17 min. Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro
• Graffiti – 2008, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Eu Tenho a Palavra – 2010, 26 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Batuque de Graxa – 2012, 5 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Mulheres Bordadas – Fios do Passado – 2015, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago

7 de julho (sexta-feira) 

17h | Sessão 12 | Livre
• Um Filme de Dança – 2013, 90min. Direção: Carmen Luz

19h | Sessão 13 | 16 anos
• Gurufim na Mangueira – 2000, 26min. Direção: Danddara
• Amor Maldito – 1984, 76 min. Direção: Adélia Sampaio

8 de julho (sábado) 

12h30 | Sessão 14 | Livre
• Cores e Botas – 2010, 16 min. Direção: Juliana Vicente
• Tupã Baê – 2011, 11 min. Direção: Juliana Vicente e Lucas Rached
• O Olho e o Zarolho – 2013, 17 min. Direção: Juliana Vicente e René Guerra
• As Minas do Rap – 2015, 13 min. Direção: Juliana Vicente

14h | Sessão 15 | Livre
• Das Raízes às Pontas – 2016, 20min. Direção: Flora Egécia
• Mucamas – 2015, 16 min. Direção: Coletivo Nós, Madalenas
• Mulheres de Barro – 2015, 26 min. Direção: Edileuza Souza
• Conflitos e Abismos, A Expressão da Condição Humana – 2014, 15 min. Direção: Everlane Moraes

16h | Sessão 16 | Livre
• Peregrinação – 2014, 50min. Direção: Viviane Ferreira

17h30 | Sessão 17 | Livre
• Mumbi 7 Cenas Pós Burkina – 2010, 7 min. Direção: Viviane Ferreira
• Dê Sua Idéia, Debata – 2008, 28min. Direção: Viviane Ferreira
• O Dia de Jerusa – 2014, 20 min. Direção: Viviane Ferreira

19h | Debate II: O percurso das diretoras negras no cinema brasileiro
Debatedoras: Viviane Ferreira e Letícia Bispo
Mediação: Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida

9 de julho (domingo) 

12h | Sessão 18 | 14 anos
• Kbela – 2015, 22 min. Direção: Yasmin Thainá
• Sexy Trash – 2014, 3 min. Direção: Tainá Reis
• Cinema de Preto – 2004, 11min. Direção: Danddara
• Quijauá – 2016, 6min. Direção: Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul + Mulheres de Pedra

13h | Sessão 19 | 16 anos
• Lápis de Cor – 2013, 2 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• Cinzas – 2015, 14 min. Direção: Larissa Fulana de Tal
• O Tempo dos Orixás – 2014, 21 min. Direção: Eliciane Nascimento
• A Boneca e o Silêncio – 2015, 19 min. Direção: Carol Rodrigues
• Assim – 2013, 14 mim. Direção: Keila Serruya

14h30 | Sessão 20 | 12 anos
• Black Berlin – 2009, 12 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rio Encantado – 2014, 55 min. Direção: Sabrina Fidalgo

16h | Sessão 21 | 12 anos
• Cinema Mudo – 2012, 15 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Personal Vivator – 2014, 20 min. Direção: Sabrina Fidalgo
• Rainha – 2016, 30 min. Direção: Sabrina Fidalgo

17h30 | Sessão 22 | Livre
• Leva – 2011, 55 min. Direção: Juliana Vicente e Luiza Marques

19h | Sessão 23 | 14 anos
• Aquém das Nuvens – 2010, 18 min. Direção: Renata Martins
• Heitor, Carioca dos Prazeres – 2013, 14 min. Direção: Tatyana dos Prazeres
• Doido Lelé – 2008, 17 min. Direção: Ceci Alves
• Rap de Saia – 2006, 18 min. Direção: Janaína Oliveira e Queen
• A Rua – O Corpo Urbano – 2016, 10 min. Direção: Keila Serruya

11 de julho (terça-feira) 

12h30 | Sessão 24 | 16 anos
• Sandrine – 2014, 12 min. Direção: Elen Linth e Leandro Rodrigues
• Muros – 2015, 13 min. Direção: Elen Linth
• Entre Passos – 2012, 10 min. Direção: Elen Linth
• Pra Se Contar Uma História – 2013, 25 min. Direção: Elen Linth, Diego Jesus, Lucicleide Cruz e Leandro Rodrigues
• O Filme que Fiz para Esquecer – 2012, 2 min. Direção: Elen Linth
• Maria – 2017, 17 min. Direção: Elen Linth

14h30 | Sessão 25 | Livre
• Peregrinação – 2014, 50min. Direção: Viviane Ferreira

16h | Sessão 26 | Livre
• Mumbi 7 Cenas Pós Burkina – 2010, 7 min. Direção: Viviane Ferreira
• Dê Sua Idéia, Debata – 2008, 28min. Direção: Viviane Ferreira
• O Dia de Jerusa – 2014, 20 min. Direção: Viviane Ferreira

17h30 | Sessão 27 | 10 anos
• Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista – 2005, 17 min. Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro
• Graffiti – 2008, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Eu Tenho a Palavra – 2010, 26 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Batuque de Graxa – 2012, 5 min. Direção: Lilian Solá Santiago
• Mulheres Bordadas – Fios do Passado – 2015, 10 min. Direção: Lilian Solá Santiago

19h | Sessão 28 | 16 anos
• Gurufim na Mangueira – 2000, 26min. Direção: Danddara
• Amor Maldito – 1984, 76 min. Direção: Adélia Sampaio

Mais informações no site da Caixa Cultural.

Imagem de destaque do curta-metragem Kbela, de Yasmin Thayná

20 filmes brasileiros com temática LGBT para assistir

20 filmes brasileiros com temática LGBT para assistir

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Reunimos em uma lista sugestões de filmes e documentários brasileiros que exploram a temática gênero e sexualidade de maneira poética e política. Confira a seleção:

1. Para Sempre Teu Caio F., de Candé Salles

Cinebiografia de Caio Fernando Abreu, morto aos 47 anos, vítima de HIV. Sua trajetória foi marcada por laços afetivos tão intensos quanto obras emblemáticas. Inspirado no livro homônimo, escrito por Paula Dip, o enredo mistura linguagens inerentes à obra de Caio F. – cinema, teatro, música e literatura. A narrativa é conduzida por depoimentos de pessoas que mantiveram algum tipo de relação com o escritor.

2. Beira-Mar, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

Os colegas Martin e Tomaz embarcam em uma viagem física e intrínseca. Alternando entre distrações corriqueiras, reflexões sobre suas vidas e a amizade, os garotos se abrigam em uma casa de vidro, à beira de um mar frio e revolto no litoral gaúcho.

3. Doce Amianto, de Guto Parente e Uirá dos Reis

Um filme que é uma quebra de padrões narrativos e constrói um mundo de fantasia, mas também de dor. Amianto vive isolada em uma realidade sustentada por seus delírios de incontida esperança, onde sua ingenuidade e sua melancolia convivem de mãos dadas.

4. Divinas Divas, de Leandra Leal

O trabalho de estreia de Leandra Leal na direção tem um peso simbólico e afetivo. O filme traz para a cena a intimidade, o talento e as histórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época. No centro estão as Divinas Divas, ícones da primeira geração de artistas travestis no Brasil dos anos 1960. Um dos primeiros palcos a abrigá-las foi o Teatro Rival, dirigido por Américo Leal, avô da diretora. Divinas Divas está em exibição na Sessão Vitrine Petrobrás.

5. Meu Nome é Jacque, de Angela Zoé

Jaqueline Rocha Côrtes, mulher transexual brasileira e portadora do vírus HIV há mais de 20 anos, milita pela causa e tem sua trajetória marcada por lutas e conquistas. Ela, que já trabalhou como representante do governo brasileiro e na ONU, hoje é casada e mãe de dois filhos. O documentário acompanha seu cotidiano e inicia uma reflexão sobre o preconceito, a homolesbotransfobia e a essencialização das pessoas e de suas características.

6. Elvis & Madona, de Marcelo Laffitte

O destino de Elvis, a entregadora de pizza lésbica, e da travesti Madona se cruza. Inicia-se assim uma relação que questiona os padrões e os deixam confusos com suas próprias sexualidades. Um filme contra rótulos, modelos e pré-determinações.

7. Madame Satã, de Karim Aïnouz

O filme franco-brasileiro protagonizado por Lázaro Ramos conta a história de um ícone histórico da cena cultural marginal carioca. Frequentador do bairro da Lapa, João Francisco dos Santos é malandro, artista, presidiário, pai adotivo de sete filhos, negro, pobre e homossexual. A produção conta o antes e o depois do surgimento de Madame Satã.

8. Tatuagem, de Hilton Lacerda

Arte, contravenção, amor e anarquia. No Brasil dos anos 1978, em plena ditadura, um grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas sob o comando de Clécio Wanderley (Irandhir Santos). A vida do personagem se transforma ao conhecer Fininha (Jesuíta Barbosa), o soldado Arlindo Araújo.

9. Laerte-se, de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum

O primeiro documentário original brasileiro da Netflix foi protagonizado por uma personagem especial. A cartunista Laerte Coutinho está no centro de uma “jornada introspectiva” sobre transformação e definições. Após quase 60 anos sendo identificada pelo gênero masculino, tendo passado por três casamentos e com três filhos, ela assumiu sua transsexualidade. Afinal, o que é ser e tornar-se mulher?

10. Flores Raras, de Bruno Barreto

A história da poeta americana Elizabeth Bishop e da arquiteta carioca Lota de Macedo Soares se transformou em um filme sensível protagonizado por Gloria Pires e Miranda Otto. As trajetórias marcantes dessas mulheres ilustres se passa no Brasil dos anos 1950 e 1960, quando a Bossa Nova explodia e Brasília era construída e inaugurada.

11. Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert

Após uma denúncia anônima, o adolescente Pierre descobre que foi roubado da maternidade. A mulher que o criou não é sua mãe biológica. Além de ter que lidar com o choque de realidade, ele é obrigado a trocar de família, de nome, de casa, de escola. Tudo isso em meio às descobertas de sua definição de gênero e sexualidade.

12. Praia do Futuro, de Karim Aïnouz

Protagonizado por Wagner Moura, o filme foi atacado por conservadores em sua estreia no circuito comercial em 2014. O personagem do astro brasileiro, Donato, é salva-vidas na Praia do Futuro, em Fortaleza, que conhece Konrad em seu primeiro incidente no mar. Donato segue com o parceiro para Berlim e deixa seu irmão mais novo, Ayrton (Jesuíta Barbosa) para trás. Anos depois, o jovem inicia uma busca por Donato para um acerto de contas.

13. Meu Corpo É Político, de Alice Riff

O documentário acompanha o cotidiano de quadro militantes LGBT que vivem na periferia de São Paulo. A partir da intimidade e do contexto social de cada um são levantas questões contemporâneas sobre a população transsexual e suas lutas políticas.

14. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro

Leonardo é um adolescente cego em busca de sua independência. Seu cotidiano, a relação com sua melhor amiga, Giovana, e sua forma de ver o mundo ganham novos contornos com a chegada de Gabriel. Baseado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho.

15. Meu Amigo Cláudia, de Dácio Pinheiro

Cláudia Wonder (1955-2010), uma das artistas mais importantes da cena “underground” brasileira durante as décadas de 1980 e 1990, está no centro dessa crônica em forma de documentário. Transexual, ficou conhecida por suas performances em São Paulo e também por sua militância em prol do livre exercício da diversidade sexual.

16. São Paulo em Hi-Fi, de Lufe Steffen

A época de ouro da noite gay paulistana entre as décadas de 1960 e 1980 retratada em um documentário que reúne personagens históricas, como Kaká di Polly, Miss Biá, Gretta Starr, Celso Curi, João Silvério Trevisan, James Green, Leão Lobo, Mario Mendes.

17. Vera, de Sérgio Toledo

Baseado na história de Anderson Herzer, nome social de Sandra Mara Herzer, autor de A Queda para o Alto. Passando a adolescência em um orfanato, Vera passa a se impor adotando uma postura masculinizada. Quando deixa a instituição, apaixona-se por uma mulher e entra em conflito interno sobre seu reconhecimento e aceitação. O filme de 1987 rendeu a Ana Beatriz Nogueira o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim.

18. Favela Gay, de Rodrigo Felha

Enquanto Meu Corpo É Político acompanha personagens LGBT na periferia de São Paulo, Favela Gay faz esse retrato nas favelas do Rio de Janeiro. Questões como homofobia, preconceito, aceitação da família, trabalho e o dia a dia com a sociedade são levantadas a convite de personagens diversos, que estão na vizinha, no tráfico ou na igreja evangélica. Momentos marcos do documentário são o Carnaval no Rio de Janeiro, a primeira Parada Gay da Rocinha, o jogo do Gaymado e o clássico baile funk da favela.

19. De Gravata e Unha Vermelha, de Miriam Chnaiderman

Dirigido por uma cineasta e psicanalista, o documentário cria uma vertigem a partir dos jeitos que cada um encontra de se respeitar na construção do próprio corpo, sem binarismo de gênero. Dudu Bertholini, que se define como genderfucker, com seus caftans, nos guia por infinitas possibilidades de existência. Assim, são entrevistados: Rogéria, Ney Matogrosso, Laerte, Bayard, Letícia Lanz, Johnny Luxo, Walério Araújo, Mel (Banda Uó) e muitos outros.

20. Dzi Croquette, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez

O grupo Dzi Croquettes marcou o cenário artístico brasileiro nos anos 1970 e constestou a ditadura por meio do deboche e da ironia e defendia a quebra de tabus sociais e sexuais. A trajetória dessas figuras inspiradoras é retratada a partir de depoimentos de artistas e amigos como Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Betty Faria, Jorge Fernando, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso e Norma Bengell.

Tem mais alguma sugestão para a lista? Deixe seu comentário:

Conheça os filmes selecionados para mostras competitivas do 27° Cine Ceará

Conheça os filmes selecionados para mostras competitivas do 27° Cine Ceará


O 27° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontece de 5 a 11 de agosto em Fortaleza, divulgou a lista de filmes selecionados para as Mostras Competitivas Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem. Os filmes foram escolhidos dentre mais de mil inscritos, dos quais 260 longas de 17 países e 853 curtas de 25 estados do Brasil, sendo 97 do Ceará. Nesta edição participam sete longas e 14 curtas.

Dentre os destaques na Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem estão dois filmes brasileiros que fazem sua première mundial no festival cearense: Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli, superprodução da O2 Filmes com o maior número de efeitos especiais da história do cinema no País, com Jesuíta Barbosa, Isis Valverde, Julio Andrade, Leandro Hassum e Vera Holtz no elenco; e Pedro Sob a Cama, de Paulo Pons (Vingança), com Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Também estão na disputa cinco longas que serão exibidos no Brasil pela primeira vez: Santa e Andrés (Cuba/França), de Carlos Lechuga, que venceu 11 prêmios em festivais, incluindo melhor filme, atriz (Lola Amores) e roteiro no Festival de Guadalajara, no México, e o XI Prêmio Julio Alejandro de Roteiro, no SGAE; o chileno Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio (Glória), que conquistou o Urso de Prata de roteiro e o Prêmio Teddy no Festival de Berlim; o argentino Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff, que venceu o prêmio de melhor ator (Guillermo Pfening) no Festival de Tribeca, em Nova York, O Homem que Cuida (República Dominicana/Porto Rico/Brasil), de Alejandro Andújar, que participou do Festival de Roterdã, e Últimos Dias em Havana (Cuba/Espanha), de Fernando Pérez, um dos grandes destaques da Berlinale deste ano e premiado melhor filme latino-americano no Festival de Málaga.

Dentre os curtas brasileiros, destaque para Vênus – Filó a Fadinha Lésbica, de Sávio Leite, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, na Alemanha; Mehr Licht!, de Mariana Kaufman e Valentina, de Estevão Meneguzzo, exibidos no Festival de Edimburgo, na Escócia. Além de cinco curtas cearenses: A Balada do Sr. Watson, Caleidoscópio, Do Que Se Faz De Conta, Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma e Vando Vulgo Vedita.

Na competitiva de longas serão agraciados com o troféu Mucuripe os vencedores nas categorias Melhor Filme, Direção, Fotografia, Edição, Roteiro, Som, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Ator e Atriz. Concorrem ao troféu Mucuripe na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense. Convidado do festival, o jornalista Rodrigo Fonseca assina a curadoria dos longas junto a Margarita Hernández, coordenadora geral do Cine Ceará, e Wolney Oliveira, diretor do festival. Na curadoria dos curtas estão a professora e cineasta Beatriz Furtado e o cineasta e programador de cinema Salomão Santana.

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem

Malasartes e o Duelo com a Morte Paulo Morelli. Ficção. 110min. Brasil. 2017 (Première Mundial)

Ninguém está olhando Julia Solomonoff. Ficção. 102min. Argentina. 2017 (Première Brasil)

O homem que cuida Alejandro Andújar. Ficção. 85 min. República Dominicana/Porto Rico/Brasil. 2017 (Première Brasil)

Pedro sob a cama Paulo Pons. Ficção. 100 min. Brasil. 2017 (Première Mundial)

Santa e Andrés Carlos Lechuga. Ficção. 105 min. Cuba/França. 2016 (Première Brasil)

Últimos dias em Havana Fernando Pérez. Ficção. 93 min. Cuba/Espanha. 2017 (Première Brasil)

Uma mulher fantástica Sebastián Lelio. Ficção. 100 min. Chile. 2017  (Première Brasil)

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem

A Balada do Sr. Watson Firmino Holanda. Documentário. 21 min. Ceará. 2017

Algo do que Fica Benedito Ferreira. Ficção. 23min. Goiás. 2017

Caleidoscópio Natal Portela. Ficção. 18min. Ceará. 2017

Do Que Se Faz De Conta Amanda Pontes, Michelline Helena. Ficção. 16min. Ceará. 2016

Festejo Muito Pessoal Carlos Adriano. Experimental. 8 min. São Paulo. 2017

Fogo Selvagem Diogo Hayashi. Ficção. 18min. São Paulo. 2017

Manual Letícia Simões. Documentário. 07min. Rio de Janeiro. 2016

Mehr Licht! Mariana Kaufman. Experimental. 10min. Rio de Janeiro. 2017

Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma

Felipe Camilo. Documentário. 11min. Ceará. 2017

O Estacionamento William Biagioli. Ficção. 16 min. Paraná. 2016

Simbiose Júlia Morim. Documentário. 20min. Pernambuco. 2017

Valentina Estevão Meneguzzo. Ficção. 17min. Rio de Janeiro. 2017

Vando Vulgo Vedita Andréia Pires e Leonardo Mouramateus. Ficção. 21min. Ceará. 2017

Vênus – Filó a fadinha Lésbica Sávio Leite. Animação. 06 min. Minas Gerais. 2017

Posteriormente o Cine Ceará divulgará o resultado dos selecionados para a Mostra Olhar do Ceará, os filmes que terão exibição especial e a programação completa do festival. O 27° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via Secultfor, e do Ministério da Cultura, através da Secretaria do Audiovisual. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes e conta com patrocínio da SP Combustíveis e M. Dias Branco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da OI e ENEL através do Mecenato Estadual do Ceará. Conta ainda com Apoio Cultural da OI FUTURO e Indaiá.

Imagem de destaque: Malasartes e o Duelo com a Morte/André Brandão

Didico, Dedeco, Mumu e Zaca: veja a primeira foto dos novos Trapalhões

Didico, Dedeco, Mumu e Zaca: veja a primeira foto dos novos Trapalhões


Seguindo a proposta da nova versão da Escolinha do Professor Raimundo, lançada em 2015, a Rede Globo apresenta agora a trupe do remake de Os Trapalhões. O grupo humorístico original, eternizado por Dedé, Didi, Mussum e Zacarias, protagonizou produções memoráveis nos anos 1980.

No remake, novos personagens se juntam à trupe. São eles Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mumu (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana).

Quem aparece a frente do comando da nova turma são os precursores Renato Aragão (Didi) e Dedé Santana. Eles ensinarão os novatos a se transformarem em um Trapalhão.

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O projeto tem a direção de Ricardo Waddington, que também idealizou o remake da Escolinha do Professor Raimundo. Os roteiros dos esquetes são assinados por Didi e a primeira temporada contará com 15 episódios de 30 minutos.

No início do ano, chegou aos cinemas Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood, continuação de Os Saltimbancos Trapalhões (1981). A nova versão de Os Trapalhões na TV estreia dia 17 de julho no canal fechado VIVA e em agosto na Globo.

Imagem de destaque: Divulgação/Rede Globo

 

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