Abraccine elege as 100 melhores animações brasileiras

Abraccine elege as 100 melhores animações brasileiras

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Após eleger os melhores filmes e os melhores documentários brasileiros, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) traz um novo ranking com as 100 melhores animações brasileiras. Em 2017, o cinema de animação brasileiro completou 100 anos e este ano será homenageado no Festival Annecy, a mais importante premiação do gênero.

A variedade de produções que constituem a história do cinema brasileiro animado está representada na lista, composta por curtas e longas-metragens. Em primeiríssimo lugar está “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, indicado ao Oscar em 2016 e vencedor o Festival de Annecy em 2014. “Uma História de Amor e Fúria” (2013), de Luiz Bolognesi, também vencedor do Annecy, aparece em segundo lugar. O curta-metragem “Meow!” (1981), de Marcos Magalhães, vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes, vem na terceira posição.

O ranking servirá de base para o livro “Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais”, que será lançado em 2018. A publicação seguirá o mesmo formato de 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016) eDocumentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” (2017), reunindo textos assinados por críticos membros da associação.

Tendências

Apesar dos dez melhores filmes da lista serem em maioria longas-metragens, o formato de pequena duração se identifica em 83 dos 100 títulos. O alto investimento necessário e a escassez de editais específicos para o cinema do gênero (discutimos isso neste artigo) são quesitos que interferem diretamente nesses números. Por outro lado, a forte presença dos curtas reforça o aspecto autoral das produções brasileiras, que prezam pela experimentação estética e narrativa.

O nome mais citado na lista é o gaúcho Otto Guerra, com quatro filmes, estando dois deles entre os dez primeiros. “Até que a Sbórnia nos Separe” (2013), codirigido por Ennio Torresan Jr., em quarto lugar; e “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll” (2006), em nono. O diretor ainda aparece com o curta “Novela” (1992), em 32º, e o longa “Rocky & Hudson, os Caubóis Gays” (1994), em 50º.

Outro destaque merecido é para as obras historicamente importantes. O primeiro longa animado “Sinfonia Amazônica” (1953), de Anélio Latini Filho; e o primeiro longa colorido, “Piconzé” (1973), de Ippe Nakashima, são filmes raros, mas integram a lista. Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica e recordista em números de animações no Brasil, aparece com dois longas: “As Aventuras da Turma da Mônica” (1982), 12º colocado; e “A Princesa e o Robô” (1983), 34º posto.

Confira o ranking das 100 melhores animações brasileiras, segunda a Abraccine:

1. O Menino e o Mundo (2013), de Alê Abreu
2. Uma História de Amor e Fúria (2013), de Luiz Bolognesi
3. Meow! (1981), de Marcos Magalhães
4. Até que a Sbórnia nos Separe (2013), de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr.
5. Dossiê Rê Bordosa (2008), de Cesar Cabral
6. Sinfonia Amazônica (1953), de Anélio Latini Filho
7. Guida (2014), de Rosana Urbes
8. Boi Aruá (1984), de Chico Liberato
9. Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll (2006), de Otto Guerra
10. Animando (1983), de Marcos Magalhães
11. Frankenstein Punk (1986), de Cao Hamburger e Eliana Fonseca
12. As Aventuras da Turma da Mônica (1982), de Maurício de Sousa
13. Até a China (2015), de Marão
14. Cassiopéia (1996), de Clóvis Vieira
15. O Projeto do meu Pai (2016), de Rosaria
16. Torre (2017), de Nádia Mangolini
17. De janela pro cinema (1999), de Quiá Rodrigues
18. Piconzé (1973), de Ippe Nakashima
19. O Grilo Feliz (2001), de Walbercy Ribas
20. Linear (2012), de Amir Admoni

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21. O Dragãozinho Manso: Jonjoca (1942), de Humberto Mauro
22. Castillo y el armado (2014), de Pedro Harres
23. A Garota das Telas (1988), de Cao Hamburger
24. As Aventuras do Avião Vermelho (2012), de Frederico Pinto e José Maia
25. Menina da Chuva (2010), de Rosaria
26. Almas em Chamas (2000), de Arnaldo Galvão
27. Historietas Assombradas (para crianças malcriadas) (2005), de Victor-Hugo Borges
28. Vinil Verde (2004), de Kleber Mendonça Filho
29. As Aventuras de Virgulino (1939), de Luiz Sá
30. Macaco Feio… Macaco Bonito… (1928), de João Stamato e Luis Seel
31. Deus é Pai (1999), de Allan Sieber
32. Novela (1992), de Otto Guerra
33. Amassa que elas gostam (1998), de Fernando Coster
34. A Princesa e o Robô (1983), de Maurício de Sousa
35. Minhocas (2006), de Paolo Conti e Arthur Nunes
36. Eu queria ser um monstro (2009), de Marão
37. The Masp Movie: O Filme do Masp (1986), de Hamilton Zini Jr., Salvador Messina e Sylvio Pinheiro
38. O Divino, De Repente (2009), de Fabio Yamaji
39. O Quebra Cabeça de Tarik (2015), de Maria Leite
40. Adeus (1988), de Céu D’Ellia
41. Ritos de Passagem (2012), de Chico Liberato
42. Quando os Dias Eram Eternos (2016), de Marcus Vinícius Vasconcelos
43. O Átomo Brincalhão (1964), de Roberto Miller
43. O Céu no Andar de Baixo (2010), de Leonardo Cata Preta
45. Vida Maria (2006), de Márcio Ramos
46. Josué e o pé de macaxeira (2009), de Diego Viegas
47. Pudim de Morango (1979), de Ingrid, Rosane, Elizabeth e Helmuth Wagner
48. Furico e Fiofó (2011), de Fernando Miller
49. Graffiti Dança (2013), de Rodrigo EBA!
50. Rocky & Hudson, os Caubóis Gays (1994), de Otto Guerra
51. Jonas e Lisa (1994), de Daniel Schorr e Zabelle Côté
52. Balloons (2007), de Jonas Brandão
53. Calango Lengo – Morte e vida sem ver água (2008), de Fernando Miller
54. Passo (2007), de Alê Abreu
55. Tyger (2006), de Guilherme Marcondes

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56. Faroeste: um autêntico western (2013), de Wesley Rodrigues
57. Noturno (1986), de Aída Queiroz
58. Tzubra Tzuma (1983), de Flavio del Carlo
59. Deu no Jornal (2005), de Yanko Del Pino
60. Yansan (2006), de Carlos Eduardo Nogueira
61. Casa de Máquinas (2007), de Daniel Herthel e Maria Leite
62. Hamlet (1975), de José Rubens Siqueira
63. Tempestade (2010), de Cesar Cabral
64. Ballet de Lissajous (1973), de Aluizio Arcela Jr. e José Mário Parrot
65. Até o Sol Raiá (2007), de Fernando Jorge e Leandro Amorim
66. Os Anjos do Meio da Praça (2010), de Alê Camargo e Camila Carrossine
67. Vênus – Filó, a fadinha lésbica (2017), de Sávio Leite
68. Cabeça Papelão (2004), de Quiá Rodrigues
69. Balanços e Milkshakes (2010), de Erick Ricco e Fernando Mendes
70. Céu, inferno e outras partes do corpo (2011), de Rodrigo John
71. A Saga da Asa Branca (1979), de Lula Gonzaga de Oliveira
72. Caminho dos Gigantes (2016), de Alois Di Leo
73. O Ex-mágico (2016), de Maurício Nunes e Olímpio Costa
74. Abstrações: Estudos n°. 1 (1960), de Bassano Vaccarini e Rubens F. Lucchetti
75. AmigãoZão (2005), de Andrés Lieban
76. Castelos de Vento (1998), de Tania Anaya
77. Dia Estrelado (2011), de Nara Normande
78. Planeta Terra (1986), coletivo
79. Viagem na Chuva (2014), de Wesley Rodrigues
80. El Macho (1993), de Ennio Torresan Jr.
81. Quando os Morcegos se Calam (1986), de Fabio Lignini
82. Chifre de Camaleão (2000), de Marão
83. Faz Mal… 2, Super-Tição! (1984), de Stil
84. Aquarela (2003), de Andrés Lieban
85. Belowars (2008), de Paulo Munhoz
86. A Lasanha Assassina (2002), de Ale McHaddo
87. Cidade Fantasma (1999), de Lisandro Santos
88. Primeiro Movimento (2006), de Érica Valle
89. Peixonauta – Agente secreto da O.S.T.R.A. (2012), de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo
90. História Antes de uma História (2014), de Wilson Lazaretti
91. Égun (2015), de Helder Quiroga
92. Campo Branco (1997), de Telmo Carvalho
93. Informística (1986), de Cesar Coelho
94. Fluxos (2014), de Diego Akel
95. Engolervilha (2003), coletivo
96. Juro que Vi (2003-2009), de Humberto Avelar
97. Lúmen (2007), de William Salvador
98. Os 3 Porquinhos (2006), de Cláudio Roberto
99. Reflexos (1974), de Antônio Moreno e Stil
100. Linhas e Espirais (2009), de Diego Akel

 

Com informações da Abraccine.

Recentes produções da Casa de Cinema de Porto Alegre encerram mostra comemorativa

Recentes produções da Casa de Cinema de Porto Alegre encerram mostra comemorativa


São 30 anos, 21 longas, 14 médias, 31 curtas, 18 séries e mais de 200 episódios, em 7593 minutos de material produzido. Até o dia 21 de dezembro, a Casa de Cinema de Porto Alegre promove mostra comemorativa às suas três décadas de existência, disponibilizando 30 títulos em streaming gratuitamente, através do site da produtora. As produções selecionadas são disponibilizadas por uma semana na plataforma Vimeo, com a melhor qualidade de imagem disponível e alguns com opções de legendas em português, inglês e espanhol.

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Documentário e série de TV provocam reflexões sobre a Aids no Brasil

Documentário e série de TV provocam reflexões sobre a Aids no Brasil


Propondo reflexões sobre o panorama da Aids no Brasil, o produtor, diretor e roteirista André Canto realiza o projeto “Olhares HIV e Aids no Brasil”. Desenvolvido nos formatos de documentário, série de TV e livro, a produção irá abordar o caminho da síndrome em território nacional. Dentre os assuntos levantados estão a evolução nos tratamentos e também a estagnação da percepção da doença, que continua cercada de preconceito e falta de informação.

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Casa de Cinema de Porto Alegre disponibiliza filmes gratuitamente em mostra comemorativa

Casa de Cinema de Porto Alegre disponibiliza filmes gratuitamente em mostra comemorativa


A Casa de Cinema de Porto Alegre, produtora responsável por premiadas produções para o cinema e televisão, como “Ilha das Flores”, “Saneamento básico, o filme”, “Doce de Mãe”, celebra 30 anos com uma mostra online e gratuita. Até o dia 21 de dezembro, serão disponibilizadas via streaming 30 produções realizadas entre 1994 e 2000.

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14 animações de poemas brasileiros exibidas no Castelo Rá-Tim-Bum

14 animações de poemas brasileiros exibidas no Castelo Rá-Tim-Bum

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Não há dúvidas que “Castelo Rá-Tim-Bum” é uma das séries infanto-juvenis mais aclamadas dos anos 1990 e uma das melhores produções audiovisuais da TV brasileira. Com personagens cativantes, narrativas bem desenvolvidas e uma variedade de quadros, os episódios prezam pelo desenvolvimento cultural sem se desprender do entretenimento.

Um dos quadros que melhor desenvolveu esse aspecto foi “Poesias Animadas”. Nas visitas à biblioteca, os personagens abriam o Grande Livro de Poesias e narravam clássicos poemas brasileiros. Foram 14 animações realizadas pela TV PinGuim, mesma produtora de “Peixonauta” e “O Show da Luna”, animações exibidas na TV fechada.

Os 90 episódios e um especial do “Castelo Rá-Tim-Bum”, exibidos originalmente na TV Cultura, estão disponíveis na íntegra no YouTube. No canal ainda há trechos específicos dos quadros da série, entre eles o de “Poesias Animadas”. Assista abaixo:

1. A Porta, de Vinicius de Moraes

2. Hai Kai, de Mario Quintana

3. O Eco, de Cecí­lia Meirelles

4. Polonaise, de Paulo Leminski

5. A Casa em Ruínas, de Mario Quintana

6. Trem de Ferro, Manuel Bandeira

7. O Paciente Distraído, de Mario Quintana

8. O Relógio, de Vinícius de Moraes

9. Ocorrência, de Ferreira Gullar

10. Tudo, de Arnaldo Antunes

11. Bolhas, de Cecília Meirelles

12. Caprichos e Relaxos, de Paulo Leminski

13. As Árvores, de Arnaldo Antunes

14. A Galinha d’Angola, de Vinicius de Moraes

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