A repercussão do cinema brasileiro no Festival de Cannes 2019

A repercussão do cinema brasileiro no Festival de Cannes 2019


Com quatro filmes e duas coproduções, o cinema brasileiro teve força de expressão no Festival de Cannes 2019 e saiu com o devido reconhecimento da crítica e do júri. Algo bastante significativo para uma época em que a produção cinematográfica brasileira desenvolve-se sob ameaça de paralisação. “Bacurau” e “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” foram premiados e os diretores subiram ao palco para fazer um agradecimento em português.

O primeiro prêmio do cinema brasileiro no Festival de Cannes foi para o cearense Karim Aïnouz, vencedor do prêmio principal da mostra Um Certo Olhar. É a primeira vez que um filme brasileiro é premiado na mostra, a segunda mais importante do festival. “Que este prêmio de fato possa servir para incentivar o futuro do cinema brasileiro, a diversidade da cultura brasileira”, disse o cineasta na ocasião.

“A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” conta a história de Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Júlia Stockler), duas irmãs que seguem caminhos distintos e sofrem com a invisibilidade em uma sociedade machista na década de 1950. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e conta com a participação especial de Fernanda Montenegro. O diretor define sua nova realização como um “melodrama tropical cheio de afeto e paixão, vermelho e verde flúor”.

Prêmio do Júri para ‘Bacurau’

Na cerimônia da premiação principal, a Palma de Ouro, “Bacurau”, dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu o Prêmio do Júri, o terceiro mais importante. Os diretores subiram ao palco e falaram em português. Mendonça Filho mandou “um beijo para todo mundo vendo no Recife, Pernambuco, Brasil” e Dornelles dedicou o prêmio a “todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, da ciência, da educação e da cultura”.

“Bacurau” constrói-se como um filme múltiplo, em gêneros e representações, mas se desenvolve como um thriller distópico ambientado em um futuro próximo, no povoado de Bacurau, localizado no Nordeste do país. No elenco estão Barbara Colen, Sonia Braga e o alemão Udo Kier. Além do filme brasileiro, o Prêmio do Júri foi entregue também ao francês “Les Misérables”, da estreante Ladj Ly.

O produtor brasileiro de destaque internacional

Rodrigo Teixeira, o nome por trás da RT Features, esteve presente no Festival de Cannes com três filmes. Na mostra Um Certo Olhar, assinou a produção de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” e de “Port Authority”, de Danielle Lessovitz, coproduzido com Martin Scorsese. Na Quinzena dos Realizadores, a histórica seção paralela de Cannes, apresentou sua segunda parceria com Robert Eggers (“A Bruxa”): “The Lighthouse”, estrelado por Robert Pattinson e Willem Dafoe.

“The Lighthouse” foi escolhido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema como o melhor filme exibido no Festival de Cannes. O filme, produzido em parceria com a New Regency e a A24, arrancou elogios da crítica especializada e foi ovacionado. O site Hollywood Reporter destacou que “Eggers confirma sua reputação como um mestre do New England Gothic nesse segundo longa claustrofóbico”.

Premiado com o Karim Aïnouz na Um Certo Olhar, Teixeira se referiu ao filme como “talvez o melhor trabalho que eu tenha feito no Brasil”. Essa é a segunda realização em parceria com o cineasta cearense, que lançou em 2011 “O Abismo Prateado”.

Repercussão na mídia

Sites especializados não pouparam elogios aos realizadores brasileiros que ocuparam as prestigiadas telas de Cannes. O IndieWire destacou “Bacurau” como um dos dez melhores filmes do festival: “‘Bacurau’ é o tipo de filme que pertence à competição de Cannes: uma conquista completamente original que usa o poder da forma de arte de uma maneira inovadora e não tem medo de fazer oscilações peculiares nesse processo”.

Os críticos do The Hollywood Report elegeram os 20 melhores filmes do festival, entre eles “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”. Descrevem o melodrama como “muito mais complexo do que o seu enredo sugere, transitando alternadamente entre momentos sedutores e dolorosos, gentis e fortes”. O novo filme de Karim Aïnouz tem estreia prevista para novembro no Brasil. “Bacurau” prevê chegar antes às salas de cinema, no dia 30 de agosto.

Foto em destaque: Os diretores de “Bacurau”, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com o Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação


‘Mormaço’: a expressão do desconforto

‘Mormaço’: a expressão do desconforto


A cidade e o corpo estão intrinsecamente relacionados em “Mormaço”, primeiro longa-metragem solo de Marina Meliande. A narrativa fantástica desenvolve-se a partir de fatos verídicos e fortalece sua relação com a realidade através de registros documentais. Na trama, a defensora pública Ana (Mariana Provenzzano) atua contra a remoção dos moradores da Vila Autódromo pela prefeitura do Rio de Janeiro em virtude das instalações para as Olimpíadas de 2016. Enquanto isso, ela precisa lidar com a especulação imobiliária que ameaça transformar o edifício onde vive em um hotel e com as manchas misteriosas que surgem em seu corpo em meio ao caos.

É possível traçar um paralelo entre “Mormaço” e outros dois filmes contemporâneos: “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, referenciando a personagem Clara através de Dona Rosa (Analu Prestes), a antiga moradora que se recusa a sair do prédio; e “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, que reúnem atores e não atores, mesclando ficção e documentário. No entanto, Meliande acrescenta à discussão diferentes perspectivas sobre situações que se assemelham ao traçar paralelos entre realidades sociais distintas.    

O direito à moradia e o direito à cidade são discutidos em condições contrastantes. Ana, moradora de um bairro classe média, acorda diariamente com o barulho de construção de novos edifícios que já não a permitem enxergar o mar e bloqueiam a circulação de ar em seu apartamento. Na Vila Autódromo, já entre ruínas, os moradores vivem sob ameaça constante do poder público, da força policial e da ação das retroescavadeiras que chegam ao local e derrubam muros que resistem.

“Mormaço” mescla cinema de gênero e o filme-denúncia para retratar um Rio de Janeiro de aparências que entra em colapso.

A maneira que as ameaças são feitas aos personagens expõem os privilégios da classe média e denunciam a invisibilização social. Ana, ainda que se sinta sufocada pelas construções, abandonada por seus vizinhos e, contraditoriamente, atraída pelo arquiteto da empreiteira, possuí uma gama de possibilidades de moradia. Já Domingas (Sandra Maria Teixeira), que representa a Vila Autódromo, não possui alternativas além de convocar o coletivo a unir forças e combater o poder público que invade e derruba suas casas sem pedir licença.  

Atuações não naturalistas causam certa estranheza, mas permitem desenvolver frases de efeito. “O que você faz quando não está desalojando pessoas?”, Ana questiona ao arquiteto da empreiteira, que tem uma função oposta a dela, e acrescenta: “Não sei se quero que você se sinta melhor”. Complementarmente, Meliande utiliza o impacto visual e o trabalho de som para despertar sensações físicas no espectador e incomodá-lo. Explosões e demolições criam uma cortina de poeira que domina o quadro e sufoca; uma mancha que coça e se espalha sem controle pelo corpo da protagonista causa repulsa; a chegada dos policiais e a destruição do muro com os dizeres “Acostume-se, nós vamos ficar” provoca indignação.

“Mormaço” é a convergência entre o cinema de gênero e o filme-denúncia de uma cidade feita de aparências que entra em colapso a partir da poeira da destruição, do abuso de poder e dos atos de violência. Meliande dialoga com a realidade, tanto na construção de seu universo fílmico quanto nas histórias e personagens que escolhe retratar, mas não se limita a ela, apresentando na doença, na destruição e na desesperança a expressão do desconforto.

Os filmes brasileiros que participam do Festival de Cannes 2019

Os filmes brasileiros que participam do Festival de Cannes 2019


O Festival de Cannes 2019, que acontece entre os dias 14 e 25 de maio, reúne estreantes e veteranos em uma programação vasta e variada. Entre os selecionados, estão quatro filmes brasileiros e duas coproduções. Uma delas é “Bacurau”, ficção dirigida por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que concorre à Palma de Ouro e fará sua estreia internacional nesta quarta-feira (15), às 22h, no Théâtre Lumière.

Além da indicação ao prêmio principal em Cannes, cineastas brasileiros marcam presença também nas mostras paralelas e especiais. “Sem seu sangue”, longa de estreia da carioca Alice Furtado, participa da Quinzena dos Realizadores, histórica mostra independente e não competitiva do festival. O drama conta uma obsessiva e intensa história de amor adolescente.

O cearense Karim Aïnouz, que participou do festival em 2002 com “Madame Satã”, retorna com “A vida invisível de Eurídice Gusmão” na mostra Um Certo Olhar/Un Certain Regard. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e traz Fernanda Montenegro no elenco. O diretor define sua nova realização, ambientada nos anos 1950, como um “melodrama tropical cheio de afeto e paixão, vermelho e verde flúor”.

 “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, participa da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação

“A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de
Karim Aïnouz, participa da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019. Foto: Divulgação

Além das ficções, a produção documental “Indianara”, codirigido pelo brasiliense Marcelo Barbosa e pela francesa Aude Chevalier-Beaumel, será apresentada na mostra ACID. O documentário acompanha a trajetória política e social da ativista transexual Indianara Siqueira na luta pelos direitos de pessoas LGBT. As realizações selecionadas para a ACID têm em comum o cunho político, experimental, radical e independente.

Bacurau e a Palma de Ouro

O filme brasileiro “Bacurau” concorre com outros 20 títulos à premiação principal este ano. Entre os selecionados estão “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e “Era uma vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino. Além de Tarantino, outros cinco diretores indicados já foram vencedores da Palma de Ouro em anos anteriores: o norte-americano Terrence Malick, o britânico Ken Loach, os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne e o francês Abdellatif Kechiche.

Esta é a segunda vez que Kleber Mendonça Filho concorre ao prêmio em Cannes. A primeira aconteceu em 2016, com “Aquarius“, o segundo longa-metragem de sua carreira. Em “Bacurau”, Kleber é codiretor junto a Juliano Dornelles, que assinou a direção de arte dos premiados “Recife Frio“, “O Som ao Redor” e também em “Aquarius”.

“Bacurau” mescla aventura e ficção científica em uma história que se passa no sertão do Seridó, divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba. Dias após a morte de Dona Carmelita, a tranquilidade do pequeno povoado está sob ameaça. Sonia Braga, Bárbara Colen, Karina Telles e Lia de Itamaracá são alguns dos nomes que integram o elenco.

Apesar de acumular mais de 30 indicações, incluindo coproduções, o Brasil foi vencedor da Palma de Ouro apenas duas vezes: em 1959, com “Orfeu do Carnaval”, de Marcel Camus; e em 1962, com “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. O júri deste ano será presidido pelo cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que anunciará o vencedor da Palma de Ouro no dia 25 de maio.

Brasileiros na coprodução

Maria Fernanda Cândido está em "O Traidor", do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro. Foto: Divulgação
Maria Fernanda Cândido está em
“O Traidor”, do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro. Foto: Divulgação

Três produtoras brasileiras se destacam por trás das realizações selecionadas para o Festival de Cannes 2019. Conhecido por produzir com a RT Features filmes de destaque da cena independente, como “Frances Ha” e “Me chame pelo seu nome”, Rodrigo Teixeira é o nome por trás de “The Lighthouse”. O filme, selecionado para a Quinzena dos Realizadores, tem direção do americano Robert Eggers (“A Bruxa”). Teixeira participa da produção de dois filmes da mostra Um Certo Olhar. São eles “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz, e “Port authority”, de Danielle Lessovitz.

A Anavilhana Filmes, de Belo Horizonte, assina a coprodução Argentina-Alemanha-Espanha-Brasil “Breve historia del planeta verde”, dirigida por Santiago Loza. O filme participa da mostra paralela ACID (junto a “Indianara”) e integra a seleção de filmes argentinos, a ACID Trip Argentine.

Já “O Traidor” (“Il Traditore”), do italiano Marco Bellocchio, que concorre à Palma de Ouro, conta com a coprodução da brasileira Gullane, dos irmãos Fabiano e Caio Gullane, e participação da atriz Maria Fernando Cândido. Com locações na Itália, Alemanha e Brasil, a história baseia-se na trajetória de Tommaso Buscetta, o primeiro mafioso do alto escalão a se transformar em um informante.

Foto em destaque: “Bacurau”, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Créditos: Victor Jucá

Matéria atualizada dia 26 de maio, às 10h45, para acréscimo de informações e links.

O medo do visível em ‘A Sombra do Pai’

O medo do visível em ‘A Sombra do Pai’


Uma vigorosa safra de filmes de terror, que apresenta realizações como A Bruxa, Corra!, Corrente do Mal, Nós, Um Lugar Silencioso, revitaliza o gênero e impulsiona novas tendências narrativas. O cinema brasileiro acompanha esse movimento com As Boas Maneiras, Morto Não Fala, A Mata Negra, O Nó do Diabo. Um dos nomes que se destacam nessa geração sem dúvida é o de Gabriela Amaral Almeida, que estreou com Animal Cordial e segue investigando possibilidades dentro do gênero com A Sombra do Pai.

A história é protagonizada por Dalva (Nina Medeiros), uma criança órfã de mãe que vive com seu pai Jorge (Júlio Machado) e recebe cuidados da tia Cristina (Luciana Paes). O sentimento de abandono e não aceitação da realidade permeia todas as relações: a tia faz simpatias para se casar; o pai carrega em silêncio feridas internas e expostas; e Dalva quer trazer sua mãe de volta do mundo dos mortos.

A Sombra do Pai se fundamenta em simpatias e crendices populares, acrescentando ao gênero autenticidade através da expressão cultural. Os acontecimentos da trama são impulsionados por forças sobrenaturais e pela fé cultivada pelas mulheres. Enquanto espera por um possível casamento, Cristina mantém na casa um pequeno santuário com imagens sacras, entre eles Santo Antônio, o santo casamenteiro, para quem faz promessas e rituais. Dalva, que está sempre a observar, reproduz os costumes e cria suas próprias simpatias, ocupando o santuário com bonecas, velas e objetos afetivos ligados a sua mãe.   

Diferentemente da tia, Dalva não espera por interferências divinas. Ela acredita que suas palavras têm poderes, usando-as para combater a solidão, o abandono e a humilhação. No entanto, essa verdade pode ser questionada, já que nem sempre o que Dalva deseja acontece de fato. Essa dubiedade dá ao espectador possibilidades: ou  busca-se por explicações lógicas, dado o perfil psicológico da garota; ou permite-se despertar a crença no desconhecido que começa a se manifestar.

A força atribuída às palavras faz com que estas sejam utilizadas em momentos-chave, principalmente para concretizar sentimentos dos personagens. É a partir do não-dito que A Sombra do Pai constrói sua atmosfera de mistério e angústias. A postura retraída de Dalva, escondendo-se por trás dos cabelos, transforma-se em um corpo ativo, que busca sobrevivência, quando assume por imposição o papel de “mulher da casa” e vê-se abandonada por todos. Já o corpo rígido de Jorge resiste a encarar sua realidade e assumir a responsabilidade de pai, tornando-se cada vez mais pálido e deteriorado com o desenvolver da narrativa.      

O clima que se intensifica e tensiona a partir dos personagens desperta a expectativa da materialização do imaginário. Cenas de A Noite dos Mortos Vivos e Cemitério Maldito, filmes que Dalva assiste na televisão, despertam para o horror do encontro com os mortos. Em contraposição, o universo construído por Gabriela Amaral reúne espíritos, feridas abertas, bonecas macabras e restos mortais sem necessariamente relacioná-los ao mau. A violência visual é um aspecto que poucas vezes se sobressai. O verdadeiro medo está presente nas violências estruturais do mundo concreto, seja na condição de abandono de Dalva, no casamento como salvação de Cristina, nas condições de trabalho de Jorge, na falta de perspectivas ou na dolorosa convivência com a morte.

Quais são as produções do cinema negro e  indígena contemporâneo?

Quais são as produções do cinema negro e indígena contemporâneo?

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Dados de pesquisas feitas pelo GEEMA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa) escancaram a alarmante desigualdade de gênero e de raça no cinema brasileiro. Dos filmes nacionais de maior bilheteria entre 2002 e 2012, 84% foram dirigidos por homens brancos, seguido de 13% por mulheres brancas e 2% por homens negros. Nesse período de dez anos, nenhum filme foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.

Entretanto, para além do circuito de produção e distribuição comercial, essa realidade permanece sendo a mesma? Existe um movimento expressivo de realizadores negros e indígenas que resistem e contestam o sistema hegemônico, branco, masculino e heteronormativo do cinema brasileiro? Para responder essas questões, a pesquisadora Iris Regina, pós-graduanda em Artes e Tecnologia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), realiza a pesquisa “Cinema Negro e Indígena: uma necessidade política e afetiva”.

Através de um levantamento, a pesquisadora busca catalogar realizações brasileiras a partir dos anos 2010 que foram dirigidas, roteirizadas ou produzidas por cineastas negros e indígenas, homens e mulheres. Serão consideradas obras de qualquer gênero cinematográfico, incluindo videoarte e videoclipes, sejam curtas, médias ou longas-metragens. É possível participar da pesquisa até dia 10/04 e enviar as informações através do formulário: http://bit.ly/cinemanegroindigena

Segundo Iris, após o levantamento será possível analisar narrativas distintas do olhar colonizador, as formas de representação e realizar também um recorte de gênero. “A partir da análise dos filmes, busco entender os anseios que impulsionam essas produções e compreender como esses corpos negros transitam no imaginário coletivo. Quero saber quem somos, onde estamos e do que falamos”, diz.

Imagem em destaque do filme “Kbela”, de Yasmin Thayná, disponível para assistir online.

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