Cinema brasileiro no Mix Brasil 2019: confira os selecionados da edição

Cinema brasileiro no Mix Brasil 2019: confira os selecionados da edição


Com uma extensa programação e forte presença da produção cinematográfica brasileira, o 27º Festival Mix Brasil fortalece sua voz em um coro de resistência em São Paulo. A partir desta quinta-feira (14) até o dia 20 de novembro, os curtas e longas-metragens ocupam as salas do Cinesesc, Itaú Augusta 4, SPCINE Olido, Museu da Imagem e do Som (MIS), Centro Cultural São Paulo (CCSP) e do Centro Cultural da Diversidade.

A mostra competitiva do Mix Brasil deste ano bateu o recorde em números de estados representados em sua seleção. Entre os curtas e longas-metragens em competição, há produções de Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Alagoas e Rio de Janeiro. “Retrato da diversidade de identidades, de afetividades, de gêneros e das lutas da nossa população LGBTQI+, o painel da competição mostra que, no cinema e na vida, não será fácil nos derrubar”, destaca a apresentação no site.

Na Competitiva Brasil de Longas, participam dez filmes brasileiros de ficção e documentário. São eles: A Batalha de Shangri-lá, de Severino Neto e Raphael de Carvalho; A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro; Alice Júnior, de Gil Baroni; Eu, Um Outro, de Silvia Godinho; Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa; Mr. Leather, de Daniel Nolasco; Música Para Não Morrer de Amor, de Rafael Gomes; Seus Ossos e Seus Olhos, de Caetano Gotardo; Transamazonia, de Renata Taylor, Débora Mcdowell e Bea Morbach; Uma Garota Chamada Marina, de Candé Salles. As exibições acontecem no CineSesc e Cine Olido.

Curtas em competição

Dezesseis curtas integram a Competitiva Brasil de Curtas que se organiza em quatro programas, com sessões realizadas no MIS e CCSP. Com liberdade de experimentação, ousadia e respostas urgentes a pautas sociais, a seleção reforça a diversidade temática, estética e de contextos socioculturais com curtas que vão do interior de Minas Gerais ao cenário musical do Recife. Destaque para dois curtas de animação: Sangro e Tandem.

Os curtas-metragens em competição no Mix Brasil 2019 são: Alano, de Sílvio Leal e Henrique Oliveira; Aquele Casal, de William de Oliveira; Beat é Protesto, de Mayara Efe; Bonde, de Asaph Luccas; Casulo, de Rafael Aguiar; Depois Daquela Festa, de Caio Scot; Homens Invisíveis, de Luis Carlos de Alencar; Marie, de Leo Tabosa; Para Verônica, de Fran Lipinski; Peixe, de Yasmin Guimarães; Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira; Quebramar, de Cris Lyra; Sangro, de Thiago Minamisawa, Bruno H. Castro e Guto BR; Selma Depois da Chuva, de Loli Menezes; Swinguerra, de Barbara Wagner e Benjamin de Burca; e Tandem, de Vivian Altman.

Mostras paralelas

Quatro longas-metragens brasileiros são apresentados fora da mostra competitiva na seção Vozes do Brasil Real. As produções selecionados propõem iluminar as vivências de diferentes populações invisibilizadas ou marginalizadas, “lançando um contraponto à desinformação e ao preconceito”. Serão exibidos os filmes Que Os Olhos Ruins Não Te Enxerguem, de Roberto Maty e Thabata Vecchio; Rua Guaicurus, de João Borges; Tente Entender O Que Tento Dizer, de Emília Silveira; e a ficção Um Filme de Verão, de Jô Serfaty.

Um Filme de Verão, de Jô Serfaty, é um dos longas que serão exibidos nas mostras paralelas do Mix Brasil. Imagem: Divulgação

As diversas mostras paralelas do Mix Brasil reúnem curtas nacionais e internacionais, entretanto, destacamos apenas as produções brasileiras. Além dos títulos destacados na lista abaixo, Dominque, de Tatiana Issa e Guto Barra, abrirá a sessão do longa Fabulous, de Audrey Jean-Baptiste, da Guiana Francesa.

  • ARQUIVO Z: Ilhas de calor, de Ulisses Arthur;
  • CAMINHOS DO AFETO: A Mulher Que Não Sabia de Si, de Daniela Smith; Abraço, de Matheus Murucci; Colômbia, de Manuela Andrade; Infinito Enquanto Dure, de Akira Kamiki; Sui Generis, de Roberto Nascimento;
  • CORPOS ARDENTES: Adoración, Adoración, Adoración, de Tarcisio Boquady; O Bando Sagrado; de Breno Baptista; Pele Digital, de Marcelo D’Avilla e Marcelo Denny;
  • DYSTOPYA BRAZIL: A Felicidade Delas, de Carol Rodrigues; Antes Que Seja Tarde, de Leandro Goddinho; DragNostra, de PV Vidotti; Etruska Waters em: O Tombamento da Republiqueta, de Thiago Bezerra Benites; O Procedimento, de Ed Andrade e Larissa Bertolini; Purgatório, de Gabriel Manso;
  • EM FAMÍLIA: Volta Seca, de Roberto Veiga;
  • GAROTAS NO FRONT: Dublê, de Fernanda Reis;
  • OUÇA MINHA VOZ: Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva; Marielle e Monica, de Fábio Erdos; Minha História é Outra, de Mariana Campos;
  • VIDA É PERFORMANCE: Ela Só Quer Ser Maria, de Victor Vinícius; O Fervo, de Adriana Couto;
  • YOUNG LOVE: Looping, de Maick Hannder; Os Últimos Românticos, de João Cândido Zacharias; Revoada, de Victor Costa Lopes.

A programação completa, com horários e locais de exibição de todos os filmes, está disponível no site do festival.

‘Guaxuma’: assista online ao curta brasileiro qualificado para o Oscar 2020

‘Guaxuma’: assista online ao curta brasileiro qualificado para o Oscar 2020


Após circular por centenas de festivais no Brasil e no mundo, o curta-metragem de animação “Guaxuma“, dirigido por Nara Normande, é disponibilizado na íntegra e gratuitamente para assistir online. Sua estreia na internet acontece através do Staff Pick Premiere, canal de curadoria oficial do Vimeo para lançamentos de filmes qualificados para o Oscar.

Dentre os mais de 50 prêmios conquistados por “Guaxuma”, cinco deles são Oscar Qualifying: SXSW, Cinequest, Guadalajara, Hamptons e New Orleans Film Festival. A classificação o torna elegível para concorrer a uma indicação na categoria de Melhor Curta-metragem de Animação no Oscar 2020. A lista oficial dos qualificados não é divulgada, entretanto, estima-se a participação de mais de 90 títulos.

Na animação, a diretora narra suas memórias da infância e adolescência ao lado de sua melhor amiga, Tayra, na praia de Guaxuma, em Alagoas. O curta de 14 minutos foi realizado com três técnicas de animação: desenhos 2D em areia, esculturas em areia e stop motion de bonecos em tamanho ampliado. No Brasil, o filme foi selecionado para diversos festivais em 2018, dentre eles Brasília, Gramado e Anima Mundi.

O processo de realização de “Guaxuma” é detalhado no making of, também disponível online. Imagem: Reprodução

Em entrevista concedida a Ina Pira, curadora do Staff Pick, Nara fala sobre suas inspirações visuais. “As fotos na praia foram uma homenagem a Agnès Varda; os bonecos vieram do curta ‘Bottle‘, de Kirsten Lepore; e as cenas do acidente foram inspiradas no trabalho com areia colorida da polonesa Aleksandra Korejwo“, diz. Mais detalhes do processo são compartilhados no making of (em francês, com legendas em inglês).

Nara está trabalhando em seu primeiro longa-metragem, “The Heron”, codirigido por Tião, com quem compartilhou a direção no curta “Sem Coração”. A produção do filme é de Emilie Lesclaux, da Cinemascopio (“Bacuaru”), e da produtora francesa Les Valseus. Os indicados ao Oscar 2020 serão revelados no dia 13 de janeiro e a cerimônia acontece em 9 de fevereiro.

Um convite ao olhar para si em ‘Casa’, de Letícia Simões

Um convite ao olhar para si em ‘Casa’, de Letícia Simões


Fazer cinema é expressar subjetividades e perspectivas em um universo constituído por sons, textos e imagens projetadas na tela. Um filme resulta de um arcabouço de significados adquiridos a partir de uma experiência particular no mundo. O exercício da crítica compartilha dessa mesma premissa, só que no outro extremo desse sistema de emissão, recepção e resposta. Assim, não poderia escrever sobre Casa, longa documental dirigido por Letícia Simões, sem ser afetada por minha própria existência.

Assim como eu, e como tantas, a diretora – que também é narradora e personagem – integra uma família que foge ao ideal que supõe uma organização hierárquica e nos moldes tradicionais. Em um corajoso exercício de observação participante, intercalado pelo resgate de memórias em fotografias e cartas, Letícia registra seu retorno à cidade natal e o reencontro com sua mãe, Heliana, diagnosticada com transtorno de bipolaridade. A câmera, apoiada sobre algum cômodo ou sem estabilidade entre as mãos da diretora, reflete o complexo e instável cotidiano partilhado por gerações de mulheres de uma família de base matriarcal.

A narrativa avança com a construção de uma linha hereditária que perpassa a existência de Letícia, de sua mãe e de sua avó, Carmelita. Resgatando sua ancestralidade, a diretora, ao tempo em que apresenta seu recorte de realidade, também busca compreender as personagens em cena em seus papéis, enquanto avó, mães e filhas, o que inclui a si própria. A história familiar é apresentada sob o enfoque da miscigenação, dos processos migratórios e da violência simbólica nas práticas sociais, transformando o relato pessoal em uma identificação coletiva.

O documentário "Casa", mais do que um resgate da ancestralidade, é um olhar para a impermanência, a fluidez e o tempo sob a perspectiva de mães e filhas

Equilibrado, Casa adiciona ao relato momentos de alívio cômico e não recorre ao suporte emergencial de uma dramaticidade excessiva. Aos momentos de maior emoção, relacionados à saúde mental, fragilidades nas relações, traumas, violências e o medo da morte, Letícia adota um viés poético. O mar, elemento comumente utilizado no cinema para representar emoções, é para a narradora-personagem o lugar de fluxo de memórias, representadas imageticamente por fotografias e corpos em contato com as ondas. 

O documentário, mais do que um resgate da ancestralidade, é um olhar para a impermanência, a fluidez e o tempo. A narrativa avança com o entrelaçamento de três recortes de tempo – o passado, o presente e o presente-futuro – para compreender suas descendências, expor a essência das relações e, ao final, se desconstruir. Para evitar o engessamento, a montagem, apesar de oferecer uma linearidade, é guiada também por um fluxo de questionamentos.

De momentos explosivos, de negação, em que questiona “por que minha mãe é assim”, Letícia conclui a narrativa com serenidade. Invertendo os papéis, ela convida sua mãe a assumir o seu lugar de entrevistadora. “Você queria ter uma mãe normal?”, pergunta. A reflexão que de propõe é a de não enxergar essas mulheres, mães e filhas, como modelos sociais, mas aceitá-las no contexto de suas existências, em suas complexidades, em seus instantes.

Filme visto no 12º Janela Internacional de Cinema do Recife, em novembro de 2019.

‘Carlota Joaquina’ e mais de 50 filmes brasileiros em sessões a R$ 4

‘Carlota Joaquina’ e mais de 50 filmes brasileiros em sessões a R$ 4


Nesta terça-feira (12), o Cinemark promove pelo vigésimo ano consecutivo o Projeta Brasil, um dia inteiramente dedicado à exibição de filmes nacionais a preço popular. Entre os destaques deste ano está a exibição, em versão digitalizada, de Carlota Joaquina: Princesa do Brasil, de Carla Camurati, filme marco da Retomada do cinema brasileiro lançado em 1995.

Estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini, o filme ultrapassou a marca de 1,2 milhões de espectadores em seu lançamento. A história satiriza a história da família real portuguesa e a chegada ao Brasil no século 18. O estrangeiro narrador revela que o Brasil teve uma rainha, Carlota Joaquina, espanhola que se casou cedo com D. João VI, rei de Portugal, Brasil e Algarves, por quem cultivava uma extrema repulsa.

Com ingressos a R$ 4 (valor único), o Projeta Brasil apresenta mais de 50 filmes brasileiros de variados gêneros. A programação traz desde produções recentes que circularam por festivais, como Bacurau e O Grande Circo Místico, até franquias como De Pernas Pro Ar 3, além de versões digitalizadas de Se Eu Fosse Você (2006) e Divã (2009).

O programa já levou 2,7 milhões de espectadores aos cinemas e exibiu 505 filmes nacionais. A renda arrecadada com as exibições, assim como anos anteriores, será revertida para projetos de incentivo à produção cinematográfica nacional. “Essa é uma forma que a Cinemark encontrou, nesses 20 anos, de apoiar e valorizar o cinema brasileiro.”, explica Bettina Boklis, diretora de marketing da rede.

Nova geração

O Projeta Brasil Cinemark apresenta em 2019 uma novidade para o público infanto-juvenil. A rede montou uma programação especial para os pequenos e os jovens na manhã do sábado seguinte ao do evento, 16 de novembro. Como uma iniciativa de formação de público para os filmes nacionais, a programação exibe os títulos “Detetives do Prédio Azul 2”, “Turma da Mônica – Laços” e “Cinderela Pop”. Os ingressos para as sessões também custam R$ 4.

A programação completa pode ser conferida no site. Os ingressos podem ser adquiridos no site, no app do Cinemark e nas bilheterias dos cinemas. Confira abaixo a lista completa dos filmes selecionados:

Clássicos

Carlota Joaquina

Se eu Fosse Você 1

Minha Mãe é uma Peça 1

Divã

Nosso Lar

Filmes do circuito 2018 – 2019

A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão

A Mata Negra

A Mulher do Meu Marido

A Pedra da Serpente

A Quarta Parede

Alaska

Alma Imoral

Bacurau

Chorar de Rir

Cine Holliudy 2: A Chibata Sideral

De Pernas Pro Ar 3

Diários de Classe

Divaldo – O Mensageiro da Paz

Eu sou brasileiro

Eu Sou Mais Eu

Exterminadores do Além: Contra a Loira do Banheiro

Histórias Estranhas

Intimidade Entre Estranhos

Kardec

Marés

Minha Fama de Mau

Minha Vida em Marte

Mussum, Um Filme do Cacildis

Nada a Perder 2

O Amor Dá Trabalho

O Fantástico Patinho Feio

O Filho do Homem

O Galã

O Grande Circo Místico

O Segredo de Davi

Onde a Moeda Cai em Pé – A História do SPFC

Paisagem: Um olhar sobre Roberto Burle Marx

Sai de Baixo – O Filme

Santos de Todos os Gols

Simonal

Socorro! Virei Uma Garota

Tito e Os Pássaros

Ultraje

Vai Que Cola – O Começo

Hebe – A Estrela do Brasil

Ela Disse, Ele Disse

Morto Não Fala

Maria do Caritó

Rasga Coração

Projeta Brasil Nova Geração (16 de novembro)

Cinderela Pop

Detetives do Prédio Azul: O Mistério Italiano

Turma da Mônica – Laços

Janela de Cinema 2019: guia para os filmes brasileiros da programação

Janela de Cinema 2019: guia para os filmes brasileiros da programação


O Janela Internacional de Cinema do Recife 2019, que acontece entre os dias 6 e 10 de novembro, assume a missão de dissipar a escuridão com a luz que nos desperta para novos mundos e olhares através das telas. A décima segunda edição do festival supera percalços, reagindo com o apoio da coletividade aos ataques políticos e ideológicos que buscam inviabilizar a existência de iniciativas de arte e cultura no Brasil.

Encontrando como alternativa uma campanha de financiamento coletivo, o festival abraçou a tarefa de acontecer de qualquer forma, mesmo que em versão enxuta e com orçamento mínimo. Entretanto, poucos dias antes de ser anunciada a programação completa, três boas surpresas transformaram os rumos da história: o patrocínio da Prefeitura do Recife, a concessão de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual e mais de 270 apoios que atingiram a meta no crowdfunding.

A edição deste ano ganha mais força e, como escreve a equipe em uma carta aberta, reforça a importância de estar junto. A arte do cartaz, assinada por Clara Moreira, enfatiza o sentimento coletivo ao destacar o Art. 215 da Constituição: “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”. Em destaque, o Janela traz sessões comentadas, exibições de clássicos, trilha sonora ao vivo e debates em diversos programas.

Agora vamos, enfim, ao objetivo central desta matéria: montar um guia para não perder nenhum filme brasileiro da programação do Janela de Cinema 2019! Contabilizando produções e coproduções, entre curtas e longas-metragens, 27 títulos serão exibidos em cinco dias de festival. Para nossas leitoras e leitores, o Assiste Brasil organizou as exibições por data, local e horário, para garantir que nada fique de fora.

As salas dos cinemas São Luiz, Fundação/Derby, UFPE e do Porto Digital recebem a programação do Janela de Cinema 2019. O preço dos ingressos varia de acordo com o local: no São Luiz, R$ 5 (longas) e R$ 3 (curtas); no Cinema da Fundação/Derby, R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada); e no Porto Mídia e UFPE, R$ 5 (preço único). É possível adquirir os ingressos para as sessões no São Luiz e no Porto Digital antecipadamente pelo site

Dia 06/10, quarta-feira:  Curtas + Trilha sonora ao vivo + O Farol

[Cinema São Luiz]

  • 17h15: especial Programa Farol Aceso com exibição, seguida de debate com as/os realizadores, de cinco curtas-metragens brasileiros: 

_ Cinema Contemporâneo, de Felipe André Silva (PE, 2019, 5’)

_ Caranguejo Rei, de Enock Carvalho e Matheus Farias (PE, 2019, 23’)

_ Tempestade, de Fellipe Fernandes (PE, 2018, 20’)

_ A Mulher que Sou, de Nathália Tereza (PR, 2019, 15’)

_ Swinguerra, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (PE, 2019, 23’)

  • 19h30: primeira exibição no Brasil do média-metragem Jogos Dirigidos, do alagoano Jonathas de Andrade, com trilha sonora ao vivo. No filme, pessoas da comunidade de surdos e mudos do povoado de Várzea Queimada (PI) participam de jogos ao ar livre e narram suas histórias utilizando uma linguagem de signos criada por eles próprios. 
  • 21h: sessão de abertura com O Farol (The Lighthouse), de Robert Eggers. O filme tem coprodução brasileira da RT Features, assinada por Rodrigo Teixeira (A Vida Invisível, A Bruxa). A história revela os estranhos fenômenos que acontecem em um farol após o guardião do local contratar um jovem ajudante. Estrelado por Willem Dafoe e Robert Pattinson, foi vencedor do Prêmio da Crítica da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes.

Dia 07/10, quinta-feira: Curtas + Casa + Bacurau com comentários

[Cinema São Luiz]

  • 15h40: competitiva de curtas no Programa Criar as Leis com sessão seguida de debate. Serão exibidos três títulos:

_ Quebramar, de Cris Lyra (SP, 2019, 27’)

_ Para Todas as Moças (For All The Ladies), de Castiel Vitorino Brasileiro (ES, 2019, 3’)

_ Sete Anos em Maio (Seven Years in May), de Affonso Uchôa (MG, 2019, 42′)

[Cinema do Porto Digital]

  • 17h: sessão de Bacurau comentada pelos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

[Cinema São Luiz]

  • 19h30: sessão especial do longa-metragem Casa, de Letícia Simões, seguida por debate. O documentário é um relato sobre o retorno de uma filha à sua cidade natal e a reaproximação com sua mãe diagnosticada com transtorno bipolar. 

Dia 08/10, sexta-feira: Internacional + Curtas + Divino Amor com comentários

[Cinema São Luiz]

  • 14h: entre os selecionados (lista abaixo) para o Programa Avistados por Vagalumes está a coprodução Brasil/Canadá/EUA Rise, dirigida por Bárbara Wagner e Benjamin de Burca. Os realizadores estão também com o curta Swinguerra, no Programa Farol Aceso.

_ Past Perfect, de Jorge Jácome (Portugal, 2019, 23’)

_ Traveling Shoes (Sapatos de Viagem), de Kevin Jerome Anderson (EUA, 2019, 7’)

_ Rise, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (Brasil/Canadá/EUA, 2019, 20’)

_ Vever (For Barbara)/Vever (Para Barbara), de Deborah Stratman (Guatemala/EUA, 2019, 12’)

_ Parsi, de Eduardo “Teddy” Williams e Mariano Blatt (Guiné Bissau/Argentina/Suíça, 2018, 23’)

  • 16h: competitiva de curtas brasileiros no Programa Mudar de Rota, com debate. Quatro títulos integram a exibição:

_ Thynia, de Lia Letícia (PE, 2019, 15′)

_ Teoria Sobre Um Planeta Estranho (Strange Planet Theory), de Marco Antônio Pereira (MG, 2019, 15’)

_ Looping, de Maick Hannder (MG, 2019, 12’)

_ Peixe, de Yasmin Guimarães (MG, 2019, 17’)

[Cinema do Porto Digital]

  • 17h: sessão comentada de Divino Amor comentada por Gabriel Mascaro.

Dia 09/10, sábado: Indianara + SuperOutro + A Febre + Curtas

[Cinema São Luiz]

  • 14h: exibição especial de Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa. O documentário acompanha a trajetória política e social da ativista transexual Indianara Siqueira na luta pelos direitos de pessoas LGBTI+. Exibido na mostra paralela ACID, no Festival de Cannes. O curta Rosário, de Juliana Soares e Igor Travassos (PE), abre a sessão (seguida de debate). 
  • 18h50: exibição em 35mm do clássico brasileiro SuperOutro (1989), de Edgard Navarro, seguida de debate com a presença do realizador. O super-herói do filme é uma pessoa louca, em situação de rua, que vive em Salvador. De todas as maneiras, ele tenta libertar a si mesmo da miséria e realizar seu grande sonho: voar sobre as ruas da cidade. A Cristalização de Brasília, de Guerreiro do Divino Amor (RJ/DF), é o curta de abertura. 
  • 20h30: na competitiva de longas, A Febre (The Fever), de Maya Da-Rin, coprodução Brasil/França/Alemanha. Ambientada em Manaus, a ficção conta a história de Justino, um indígena Desana de 45 anos, viúvo e que trabalha como vigia no porto de cargas. Sua rotina é quebrada pelo aparecimento de uma criatura misteriosa, a chegada de um novo vigia, a visita de seu irmão e as lembranças de seu passado na aldeia. 

Dia 10/10, domingo: Passagens + Um Filme de Verão + Abismo Tropical

[Cinema São Luiz]

  • 11h: Passagens não é uma produção brasileira, mas volta seu olhar para o cinema brasileiro e por isso integra nosso guia. Codirigido por Lúcia Nagib, professora da Universidade de Reading, no Reino Unido, e por Samuel Paiva, da Universidade Federal de São Carlos, o documentário mostra uma seleção de filmes brasileiros em que a utilização de expressões artísticas constitui uma passagem para as realidades social e política. Apresenta entrevistas com importantes profissionais do cinema, como Kleber Mendonça Filho, Adelina Pontual, João Vieira Júnior e Tata Amaral.

[Cinema da Fundação/Derby]

  • 14h: programa convidado Brasil Distópico Vol. 2 com O Jardim das Espumas (1970), de Luiz Rosemberg Filho. Por trinta anos foi considerado um filme perdido, até a descoberta de uma cópia na França, em 2014. A história é ambientada em um planeta pobre, dominado pela irracionalidade e opressão. O sequestro de um emissário dos planetas ricos colocará toda a verdade em cheque. Rosemberg Filho, falecido este ano, tem como uma das marcas mais fortes de sua produção as questões políticas. Sessão reprise.
  • 16h: na competitiva de longas, o documentário Um Filme de Verão (Sun Inside), de Jô Serfaty. Quatro adolescentes no verão carioca buscam saídas inventivas para escapar de uma cidade em crise. Menção honrosa no DocLisboa e Prêmio Helena Ignez na Mostra de Tiradentes. O curta de abertura é Ilhas de Calor, de Ulisses Arthur (AL, 2019, 20’), também em competição. Sessão reprise.

[Cinema São Luiz]

  • 18h30: exibição especial de Abismo Tropical (Tropical Abyss), do pernambucano Paulo Caldas. O documentário retrata a angústia do diretor/narrador no dia das eleições presidenciais no Brasil em 2018. Sessão seguida de debate. 

A programação completa, com títulos internacionais, atividades e reprises, está disponível no site do Janela Internacional de Cinema do Recife.

// Atualização feita no dia 8 de novembro, às 9h50, devido a alterações de horário na programação oficial \\

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