O que é a Ancine e qual a sua importância para o cinema brasileiro

O que é a Ancine e qual a sua importância para o cinema brasileiro


A Ancine, a Agência Nacional do Cinema, está na mira do governo de Jair Bolsonaro. Estão sob ameaça quase 30 anos de uma indústria que vive um dos pontos altos de sua produtividade – em termos criativos e econômicos. O início desse ciclo é marcado pela Retomada, período em que o cinema brasileiro retornou à atividade após a paralisação provocada pela extinção da Embrafilme, em 1990. Essa recuperação foi proporcionada pela criação de mecanismos de financiamento público com a promulgação da Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, em 1991, e da Lei do Audiovisual, em 1993.

As leis, sancionadas nos governos de Fernando Collor e de Fernando Henrique Cardoso, respectivamente, regulamentam formas de captar e canalizar recursos provenientes de deduções fiscais para projetos culturais e audiovisuais. A Ancine foi criada quase uma década depois, em 2001, com o objetivo de regular o setor em desenvolvimento. A agência recebeu como atribuições o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado cinematográfico e audiovisual brasileiro.  

Como a Ancine atua no mercado?

Em termos práticos, a atuação acontece em duas frentes: no mercado interno, expandindo a oferta e demanda por conteúdos, fortalecendo produtoras nacionais e incentivando o investimento privado; e no mercado externo, apoiando coproduções e a participação em festivais internacionais. Para o fortalecimento das produtoras brasileiras, cabe à Ancine intermediar indiretamente os mecanismos de incentivo fiscal regidos pelas leis Rouanet e do Audiovisual. Através desse dispositivo legal, é permitido aos contribuintes, pessoas físicas ou jurídicas, o abatimento ou isenção de determinados tributos desde que os recursos sejam direcionados para obras audiovisuais de sua escolha. A Ancine fiscaliza o desdobramento dos trâmites e o processo de realização do projeto.

A atuação no fomento direto do mercado acontece por meio de editais de seleção pública, como o Prêmio Adicional de Renda e o Programa Ancine de Incentivo à Qualidade do Cinema Brasileiro. Os projetos vencedores recebem verbas de fundos de investimento, sendo um dos mais importantes o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A principal fonte de receita do FSA é a CONDECINE (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), arrecadação própria do setor audiovisual paga por produtoras, serviços de streaming, canais de TV aberta e por assinatura.

()Gráfico retirado do Informe de Salas de Exibição de 2018 divulgado pelo OCA – Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual.

Outra importante ação indireta da Ancine é o gerenciamento de linhas de crédito para fortalecer a criação, modernização, manutenção e democratização no acesso a salas de cinema no Brasil. Com a extinção da Embrafilme, no governo de Fernando Collor, o número de salas reduziu drasticamente: de mais de 3 mil na década de 1970, caiu para pouco mais 1 mil em 1995.

Esse quadro de declínio começou a reverter em 1997, período pós Retomada. O crescimento foi impulsionado pelo programa Cinema Perto de Você, instituído por lei em 2012 por Dilma Rousseff. Em 2018, o número de salas de exibição atingiu o maior nível da série histórica totalizando 3.356 salas. O recorde anterior é de 1975, com 3.276. A concentração de salas de salas na região Sudeste (52,6%) e em munícipios de mais de 500 mil habitantes (56,7%) se mantém. Entretanto, cabe destacar a expansão nas regiões Norte e Nordeste, que apresentaram nos últimos sete anos crescimento de 101,8% e 93,0%, respectivamente.

A evolução do mercado cinematográfico

É possível destacar cinco marcos regulatórios que transformaram o cinema brasileiro nos últimos 28 anos. O primeiro é a instituição da Lei Rouanet e da Lei do Audiovisual, seguido pela criação da Ancine, dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines) e da CONDECINE, que permitiram a reerguida e reestruturação de empresas do setor. O terceiro marco é a criação do FSA, que possibilitou o desenvolvimento de diferentes atividades, desde a produção e comercialização até a construção de salas de cinema.

O quarto marco foi a criação da Lei da TV Paga, em vigor desde 2012, que estabeleceu o mínimo de 3h30 de exibição – em horário nobre – de conteúdos produzido no Brasil, sendo a metade desse material feito obrigatoriamente por empresas independentes. Dessa forma, criou-se uma demanda por produções nacionais e possibilitou o desenvolvimento e visibilização de programas como “Peixonauta“, “O Show da Luna” e “Irmão do Jorel” na TV e em serviços de streaming. Já em 2015, entrou em vigência o programa Brasil de Todas as Telas, que atende a demandas de produção e promoção do desenvolvimento, englobando projetos, roteiros, capacitação e distribuição, sendo financiado pelo FSA. 


Segundo o estudo da Fundação Dom Cabral em parceria com o Sebrae e a Apro (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais), as empresas do segmento cresceram 129% entre 2007 e 2014. Além disso, o total de horas produzidas disparou 536% entre 2008 e 2014, impulsionado pelo aumento de 318% na criação de séries originais brasileiras. 

A pesquisa evidencia o crescimento da participação do setor audiovisual na economia do país. O valor líquido produzido passou de 0,4%, em 2010, para 0,44%, em 2014. Levantamentos da Ancine, realizados pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), mostram que o setor foi responsável por gerar R$ 24,5 bilhões em 2014, crescendo em mais de 190% sua participação na economia entre 2007 e 2014. Em 2016, foram registrados 91,8 mil empregos diretos, o que representou 0,20% da economia.

O Estado deve investir em cinema?

Atualmente, a principal fonte de investimento do setor vem do FSA com a arrecadação da CONDECINE. A partir de 2013, o fundo disparou seu crescimento e superou os recursos captados por incentivos fiscais. Em 2016, foram investidos mais de R$ 600 milhões do FSA no cinema e audiovisual contra R$ 300 milhões provenientes de captação, segundo a Ancine. Estima-se que cada R$ 1 de recurso público investido gere uma receita de bilheteria direta de R$ 2,09 ou de R$ 3,70, contabilizando efeitos indiretos.


Dados de 2013 mostram que a arrecadação direta de impostos do setor atingiu a marca de R$ 2,1 bilhões, números que equiparam a posição do audiovisual a setores como os de turismo e esportes. O crescimento médio anual manteve-se nos últimos 10 anos acima de 8%, mesmo em períodos de instabilidade econômica. Como consequência, os números de produções brasileiras lançadas em salas de cinema atingiram marcas históricas em 2017, totalizando 160 títulos – contra 14 lançamentos nacionais em 1995.

O investimento público e incentivos fiscais não são exclusividade do setor do cinema e do audiovisual, e nem mesmo do Brasil. A Associação dos Servidores da Ancine (Aspac), por meio de uma carta aberta, ressaltou que “os incentivos destinados à indústria audiovisual representaram apenas 0,1% de todos os incentivos fiscais concedidos no ano de 2017”. Além disso, a renúncia fiscal traz retornos diretos ao contribuinte que inviste em cinema: “para cada R$ 1 aplicado em obras audiovisuais, R$ 1,59 volta para a economia brasileira”.

Imagem em destaque do filme “Bingo – O rei das manhãs” (2017), de Daniel Rezende. O projeto foi aprovado pela Ancine e pode ser consultado online.

Mulheres no Cinema: a história do cinema contada por elas

Mulheres no Cinema: a história do cinema contada por elas


Você seria capaz de listar, sem pensar duas vezes, o nome de 10 diretoras? Esse é um desafio que muitos ainda não conseguem responder porque, por muito tempo, a história do cinema foi contada apenas sob a perspectiva masculina, heteronormativa e branca. Partindo dessa provocação, Joyce Pais, do Cinemascope, e Luísa Pécora, do Mulher no Cinema, criaram o curso Mulheres no Cinema. Traçando um panorama do cinema realizado por mulheres no Brasil e no mundo, as jornalistas e críticas revisitam a trajetória de realizadoras através de suas obras, começando no cinema silencioso até a contemporaneidade.

Após o sucesso da primeira turma (foto abaixo), a segunda edição do curso já está confirmada e acontece entre os dias 10 de setembro e 31 de outubro, em São Paulo/SP. Serão 16 encontros, com aulas às terças e quintas-feiras, das 19h às 22h, totalizando uma carga horária de 48 horas. Para participar, basta ter interesse em cinema e realizar a inscrição online

Turma da primeira edição do curso Mulheres no Cinema realizada em abril.

Mulheres no cinema: uma imersão no cinema feito por elas

Dividida em três módulos — “Cineastas pioneiras”, “Vanguarda e resistência” e “Cinema contemporâneo” —, esta edição foi expandida e apresenta novidades. Além da imersão audiovisual, também serão discutidos aspectos narrativos dos filmes e como se relacionam com questões históricas, sociais, comportamentais e políticas.

Em dois meses de curso, será traçado um panorama introdutório que aborda o cinema mudo, sonoro, experimental, animação, Nouvelle Vague, era dos blockbusters, cinema brasileiro moderno, novo cinema brasileiro (ficção e documentário), além de incluir questões de diversidade e identidade, com recorte de raça. Ainda haverá uma aula especial com sessão, seguida de debate sobre um filme a ser escolhido.

A segunda edição do Mulheres no Cinema acontecerá na Escrevedeira, localizada no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. O investimento é de R$ 900 (à vista), com opções de parcelamento aqui. Para dúvidas ou informações, basta escrever para [email protected] e/ou [email protected]

Serviço

QUANDO |  10 de setembro a 31 de outubro de 2019

DIAS DA SEMANA E HORÁRIO | Terças e Quintas, das 19:00 às 22:00 hrs

ONDE |Escrevedeira (Rua Isabel de Castela, 141, Vila Madalena, São Paulo – SP)

DURAÇÃO | 16 encontros

CARGA HORÁRIA | 48h

EMENTA  e INSCRIÇÕES | http://bit.ly/cursomulheresnocinema

Documentários brasileiros que lançam o olhar sobre o futebol feminino

Documentários brasileiros que lançam o olhar sobre o futebol feminino


Há controvérsias sobre o início da história do futebol no Brasil. Sabe-se de Charles Miller, que em 1895 trouxe consigo da Inglaterra as primeiras bolas, participou da primeira partida oficial e popularizou o esporte entre a elite. Sabe-se também que, já em meados da década de 1870, marinheiros britânicos, franceses e holandeses trocavam passes informais em solo brasileiro.

Esses registros, no entanto, têm algo em comum: independente de classe social, os primeiros jogadores, até o que se sabe, foram todos homens. As primeiras referências “futebol feminino” surgem décadas depois, nos anos 1920, em espetáculos circenses (isso mesmo!). Mulheres com bolas nos pés não eram consideradas jogadoras, mas vistas como “artistas performáticas”. Não eram consideradas partidas, e sim espetáculos.

Anúncio de circo dos anos 1920/30 e mulheres do futebol. Créditos: Acervo Museu do Futebol

Proibição e desigualdades históricas

O jogo de futebol entre mulheres começa a ganhar popularidade na periferia, mas se mantém distante dos clubes, ligas e da mídia. A modalidade era considerada “violenta e ideal apenas para homens“, mas, apesar disso, foram realizados em 1940 os primeiros jogos entre mulheres. A repercussão das mulheres em campo foi imediatamente censurada, ocasionando a proibição da prática no ano seguinte.

O Decreto-Lei 3.199/1941, Art. 54, determinou: “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza“. Algo mais absurdo acontece em 1965, já na Ditadura Militar, quando o texto é novamente publicado e, desta vez, cita especificamente a proibição do futebol como tentativa de punir as mulheres que jogavam futebol clandestinamente.

Em 1951, alunas secundaristas em São Paulo: Mirtes Marcon, Jandira Cassiano, Aparecida Camargo, Vera Ceschin, Cidinha Moraes e Renê Romanholli; agachadas, Dirce Mineirinha, Dirce Aleixo, Claunice Marcon, Ditinha Tavares e Isa Martarello. Créditos: Centro de Referência do Futebol Brasileiro – Museu do Futebol

Apenas em 1979, no início do processo de redemocratização, que a lei que proíba a prática do futebol entre mulheres foi revogada. Mais quatro anos se passaram para que o futebol feminino fosse regulamentado e, a partir de então, criadas as primeiras escolas e campeonatos.

A primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino foi realizada em 1991 e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) assumiu a seleção brasileira composta por mulheres, que seguem sem receber grandes investimentos. Em 2018, gastou-se 1,5 vezes mais com pessoal do que com o futebol feminino, que recebeu pouco mais de 6% da receita líquida anual. A seleção participou de todas as edições da Copa do Mundo, a oitava em 2019, mas essa foi a primeira vez que jogos foram transmitidos em rede aberta no Brasil.

Demonstrações Financeiras 2018 da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Crédito: Reprodução

Neste ano, Marta, a rainha do futebol, entrou para a história como a maior artilheira de todas as Copas (sem distinção de gênero) e fez um discurso histórico convocando as mulheres para transformarem o futebol. Eleita seis vezes a melhor do mundo, a jogadora está sem contrato com empresas do ramo desde julho de 2018. O motivo: o valor estava muito abaixo dos acordos fechados no futebol masculino. Nesta Copa, entrou em campo com uma chuteira que pede igualdade de gênero.

Futebol feminino em documentário

Após esse breve apanhado histórico (há muito mais detalhes neste infográfico integrativo e no Museu do Impedimento), o Assiste Brasil buscou reunir alguns documentários que discutem a presença feminina no futebol brasileiro, dentro e fora de campo. São curtas e médias-metragens, produzidos para o cinema, televisão, plataformas digitais, meios institucionais e produções universitárias, que retratam tanto o contexto social quanto fazem o registro histórico das personagens.

Se comparada à produção cinematográfica focada no futebol masculino e os variados enfoques, como torcidas organizadas, histórias de torcedores e cinebiografias das grandes estrelas, são poucos os olhares que se voltam para o futebol protagonizado por mulheres. A lista poderá ser periodicamente atualizada para acréscimo de novos filmes e sugestões são bem-vindas. Agora, fique com a nossa seleção:

Minas do Futebol

“Em 2016, por não existir campeonatos de futebol da categoria sub-13 feminino em São Paulo, a equipe do A.D. Centro Olímpico propôs participar de um campeonato masculino, a Copa Moleque Travesso. Indo contra a expectativa da maior parte das equipes, o time foi se achando e passou da fase de grupos para as semifinais, até chegar à final”. Direção de Yugo Hattori.

Futebol Feminino, uma história invisível

“Quando a falta de apoio não está em casa, a garota que joga futebol no Brasil enfrenta piadas na escola e nos campos, onde só os meninos dominam a bola”. A produção foi apresentada como uma reportagem do programa Caminhos da Reportagem, na TV Brasil, mas é evidente a interação entre jornalismo e cinema. A direção e roteiro são assinados por Bianca Vasconcellos, com reportagem de Aline Beckstein e Eduardo Goulart de Andrade.

Mulheres do Progresso: muito além da várzea

O curta-metragem apresenta as personagens Márcia, Sindy, Tianinha e Sandra, mulheres que vivem em diferentes comunidades da periferia de São Paulo e têm em comum o amor e dedicação pelo futebol de várzea. Direção de Jamaikah Santarém. O filme foi exibido em 2018 na capital paulista e no CineFoot extraordinário 2019. Até o momento não foi disponibilizado online.

Eu, Jogadora

“O que pensa a primeira mulher a ter sido técnica da seleção brasileira de futebol feminino? O que sentem duas atletas olímpicas que abriram caminho para atual geração? E quais são os sonhos de duas revelações da modalidade?”. Direção de Edson de Lima, Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento.

O Futebol da Gente – Mulheres

O terceiro episódio da série “O Futebol da Gente”, produzido pelo Museu do Futebol, apresenta o resultado de mais de 70 entrevistas sobre futebol com mulheres. O canal disponibiliza ainda o ciclo debates sobre futebol feminino, o primeiro encontro de pesquisadores sobre Futebol e Mulheres na América Latina e duas entrevistas, com Marta e Cristiane, sobre suas trajetórias.

Joga Igual Mulher

“O documentário conta a trajetória e as dificuldades das mulheres em profissionalizar-se no futebol no Brasil. Contendo depoimentos não só de jogadoras profissionais, mas também de jornalistas esportivas, uma arbitra, uma técnica, torcedoras e jogadoras amadoras”. Direção de Diego Urias.

Geração Peneiras

“Lançado às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, o curta documental ‘Geração Peneiras’ acompanha o sonho de duas meninas que não medem esforços para um dia, quem sabe, vestir a ‘amarelinha'”. Direção de Bárbara Bárcia, Claudia Alves e Fernanda Prestes, do coletivo Fluxa.

Futebolistas

“‘Futebolistas’ relata a história de cinco mulheres que jogam futebol com um único sentimento em comum, o amor pela modalidade. O documentário levanta discussões como o preconceito com a mulher no esporte, a falta de visibilidade na mídia e a valorização do futebol feminino no Brasil. A partir de relatos de atletas do time de futebol feminino de Colombo, no Paraná, ‘Futebolistas’ promove uma reflexão sobre o espaço da mulher no futebol”. Direção de Thais Travençoli e Patricia Castro.

Mulheres no Futebol

“Em um momento em que a Seleção Brasileira feminina se prepara para entrar em campo em mais uma Copa do Mundo da Fifa, um minidocumentário para reforçar o debate sobre a presença das mulheres em um ambiente, até então, considerado machista: o futebol”. O minidocumentário foi realizado em parceria pela Vox e o SporTV.

Os filmes brasileiros que estreiam no segundo semestre de 2019

Os filmes brasileiros que estreiam no segundo semestre de 2019

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Expectativa é a palavra que descreve esta lista de filmes brasileiros que chegam aos cinemas ainda em 2019. Mais de 20 títulos estão com previsão de estrear entre junho e dezembro, entre eles os premiados “Divino Amor”, “Bacurau” e “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” e o primeiro live action da Turma da Mônica.

Este é o quarto ano que o Assiste Brasil realiza essa seleção especial (veja as de 2016, 2017 e 2018) a partir de informações obtidas nos sites Filme B, AdoroCinema e de produtoras/distribuidoras. Agora, fique de olho no calendário e acompanhe as próximas estreias do cinema brasileiro:

Amazônia Groove

“Um mergulho apaixonado na música regional da amazônia, especialmente na música característica do Pará. Amazônia Groove faz um retrato das histórias dos músicos da região, responsáveis pela criação do boi bumbá e dos ritmos tradicionais, culminando na invasão tecnológica que possibilitou o desenvolvimento de gêneros musicais como o tecnobrega”.

Documentário dirigido por Bruno Murtinho. Com Mestre Damasceno, Dona Onete, Manoel Cordeiro, Sebastião Tapajós, Waldo Squash. Selecionado para o Festival do Rio 2018.

Estreia dia 6 de junho.

Beatriz

“Em Lisboa, Marcelo escreve um romance, utilizando a vida de sua própria esposa, Beatriz, como inspiração fundamental para a história. A criação toma rumos perigosos, comprometendo o amor que sentem um pelo outro”.

Direção de Alberto Graça. Com Marjorie Estiano, Sergio Guizé e Beatriz Batarda.

Estreia dia 6 de junho.

Deslembro

“Joana é uma adolescente que se alimenta de literatura e rock. Ela mora em Paris com a família, quando a anistia é decretada no Brasil, final de 79. De um dia para o outro, e a sua revelia, organiza-se a volta para o país do qual mal se lembra. No Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde seu pai desapareceu nos porões do DOPS, seu passado ressurge. Nem tudo é real, nem tudo é imaginação, mas ao ‘lembrar’, Joana inscreve sua própria história no presente, na primeira pessoa”.

Direção de Flavia Castro. Com Jeanne Boudier, Hugo Abranches, Sara Antunes e Jesuita Barbosa. Selecionado para a Mostra Horizontes do Festival de Veneza 2018 e premiado no Festival do Rio 2018.

Estreia dia 20 de junho.

Divino Amor

“Brasil, 2027. Uma devota religiosa usa seu ofício num cartório para tentar dificultar os divórcios. Enquanto espera por um sinal divino em reconhecimento aos seus esforços é confrontada com uma crise no seu casamento que termina por deixá-la ainda mais perto de Deus”.

Direção de Gabriel Mascaro. Com Dira Paes, Julio Machado e Emílio de Melo. Seleção oficial dos festivais de Sundance e Berlim. Avaliação 100% no Rotten Tomatoes.

Estreia dia 27 de junho.

Turma da Mônica: Laços

“Após o sumiço do Floquinho, Cebolinha vai precisar da ajuda de seus inseparáveis amigos Mônica, Cascão e Magali para bolar um de seus planos infalíveis e recuperar seu cãozinho, dando origem a uma aventura que reacende os laços que unem a Turma da Mônica há mais de 50 anos”.

Direção de Daniel Rezende. Com Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira. Participações de Monica Iozzi, Paulo Vilhena e Rodrigo Santoro.

Estreia dia 27 de junho.

O Olho e a Faca

“Em uma plataforma de petróleo, um grupo de amigos se mantem unido como forma de aliviar as dificuldades enfrentadas pelo isolamento imposto àqueles que trabalham e vivem em alto-mar. Uma promoção desencadeia acontecimentos que desestruturam de maneira irreversível a amizade do grupo e a própria vida em terra de Roberto, o protagonista do filme. Ele é posto à prova pela força do destino e vivencia o drama de um homem comum frente a um gradual processo de isolamento”.

Direção de Paulo Sacramento. Com Rodrigo Lombardi, Maria Luísa Mendonça e Caco Ciocler.

Estreia dia 27 de junho.

Estrangeiro

“Elisabete (Cecilia Retamoza) viveu sua infância com seus pais na paradisíaca praia de Tabatinga, no nordeste do Brasil. Distante do contato com outras crianças, tinha em Daniela (Bruna Belmont) sua única amiga. Devido a um misterioso trauma, Elisabete abandona o seu lar e nunca mais permanece em um só lugar. Aos trinta anos, Elisabete anseia por uma identidade. Ela não se sente confortável em sua própria pele, uma estrangeira em seu mundo”.

Direção de Edson Lemos Akatoy. Selecionado para mais de 25 festivais nacionais e internacionais e vencedor do prêmio de Melhor Direção de Fotografia no 13º Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Com Cecilia Retamoza, Bruna Belmont, Solana Bandeira e Ana Maria Nunes.

Estreia dia 4 de julho.

Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar

“A cidade de Toritama é um microcosmo do capitalismo implacável: a cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os moradores trabalham sem parar, orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano -, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera. Quando chega a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa”.

Documentário de Marcelo Gomes. Menção Honrosa e Prêmio da Crítica do Júri no Festival É Tudo Verdade. Seleção Oficial do Sheffield Doc Fest e Festival de Berlim.

Estreia dia 11 de julho.

Simonal

Cinebiografia de Wilson Simonal, o cantor que saiu da pobreza e comandou as maiores plateias do Brasil. Uma vez no topo, passa a se sentir invencível: exibe a sua riqueza e gosto por carrões e mulheres; faz propaganda de multinacionais; e se recusa a fazer discurso engajado contra a ditadura. Até que resolve ameaçar seu contador quando se vê com problemas financeiros e acaba vendo seu nome envolvido com o DOPS.

Direção de Leonardo Domingues. Com Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Leandro Hassum, Caco Ciocler.

Estreia dia 8 de agosto.

Hebe – A Estrela do Brasil

“Hebe Camargo se consagrou como uma das apresentadoras mais emblemáticas da televisão brasileira. Sua carreira passou por diversas mudanças ao longo dos anos, mas foi durante a década de 80, no período de transição da ditadura para a democracia, que Hebe, ao 60 anos, tomou uma decisão importante. A apresentadora passou a controlar a própria carreira e, independentemente das críticas machistas, do marido ciumento e dos chefes poderosos, se revelou para o público como uma mulher extraordinária, capaz de superar qualquer crise pessoal ou profissional”.

Direção de Maurício Farias. Com Andréa Beltrão, Marco Ricca, Danton Mello.

Estreia dia 15 de agosto.

Bacurau

“Um western brasileiro. Um filme de aventura e ficção científica. Daqui a alguns anos, Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida por quase todos, falecida aos 94 anos. Dias depois, começam os sinais de que a tranquilidade de Bacurau estará sob ameaça. No entanto, ninguém contava com um detalhe: que no passado desse lugar extraordinário estava adormecido um talento especial para a aventura”.

Direção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Com Sonia Braga, Udo Kier, Bárbara Colen, Karine Teles. Indicado à Palma de Ouro e vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019.

Estreia dia 29 de agosto.

Vermelho Sol (Rojo)

“Em meados da década de 1970, uma onda de violência política sem precedentes começa a se desenrolar na Argentina. Isso, no entanto, parece ter pouco efeito em uma pequena cidade rural onde Dario, um advogado bem conhecido, leva uma vida tranquila com sua família. O curso normal das coisas é interrompido quando Dario entra em uma discussão acalorada que fica fora de controle”.

Coprodução Brasil, Argentina, França, Holanda e Alemanha. Dirigido pelo argentino Benjamin Naishtat. Com Alfredo Castro, Darío Grandinetti.

Estreia prevista para agosto.

Legalidade

“Em 1961, o governador Leonel Brizola lidera um movimento sem precedentes na história do Brasil: a Legalidade. Lutando pela constituição, mobiliza a população na resistência pela posse do presidente João Goulart. Em meio ao iminente golpe militar, uma misteriosa jornalista pode mudar os rumos do país”.

Direção de Zeca Brito. Com Cleo Pires, Leonardo Machado, Fernando Alves Pinto.

Estreia dia 12 de setembro.

Eduardo e Mônica

A história de amor cantada por Renato Russo e lançada no disco “Dois” do Legião Urbana ganhou uma adaptação cinematográfica. A história fala sobre o encontro entre Eduardo e Mônica, um casal muito diferente que parece ter mesmo nascido um para o outro.

Direção de René Sampaio. Com Alice Braga e Gabriel Leone.

Estreia dia 19 de setembro.

Morto Não Fala

“Stênio é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui um dom paranormal de comunicação com os mortos. Quando as confidências que ouve do além, contudo, revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família”.

Direção: Dennison Ramalho. Com Daniel Oliveira, Fabíula Nascimento, Bianca Comparato, Marco Ricca. Seleção oficial do Festival do Rio 2018 e do X Janela Internacional de Cinema do Recife.

Estreia dia 19 de setembro.

No Coração do Mundo

“Dona Sônia pediu uma arma para seu vizinho Alcides, para vingar seu filho Joca, morto por Beto, irmão de Miro, amante de Rose, amiga de Selma, que trabalha com Marcos, que namora com Ana, que quer sair de Contagem e ter uma vida melhor no coração do mundo”.

Direção de Gabriel Martins e Maurílio Martins. Com Kelly Crifer, Leo Pyrata, Grace Passô, Bárbara Colen. Premiere mundial no Internacional Film Festival Rotterdam – IFFR 2019.

Estreia dia 26 de setembro.

Inaudito

“O guitarrista Lanny Gordin é um dos personagens fundamentais na transformação da música brasileira a partir da década de 1960: eletrizou Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jards Macalé, entre outros. Neste filme, dirigido por Gregorio Gananian e com criação de Danielly O.M.M, Lanny nos revela o seu processo libertário de composição e pensamento atual: o guitarrista embarca em uma insólita odisseia pela China, local de nascimento, e Brasil, país onde vive”.

Documentário dirigido por Gregório Gananiam. Selecionado para a 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Mostra de Tiradentes e Festival IN-EDIT.

Estreia dia 17 de outubro.

Os Sonâmbulos

“Era um pequeno grupo de demolidores de mundo. Perdidos na multidão, mas ligados uns aos outros, viviam na solidão da clandestinidade, às voltas com suas contradições: amavam a vida humana, mas desprezavam a própria vida. Estavam prontos ao sacrifício. Niilismo, melancolia, traição, desespero: consciências trágicas em uma longa viagem ao fim da noite – um conto de amor e de morte em um mundo em que o estado-de-exceção veio a se tornar regra e os últimos dias da humanidade não terminam nunca”.

Direção de Tiago Mata Machado. Com Clara Choveaux, Rômulo Braga, Carolina Castanho, Renan Rovida. Premiado na Mostra Caleidoscópio do 51º Festival de Brasília.

Estreia dia 7 de novembro.

Carcereiros – O Filme

“Um terrorista internacional vai passar uma noite no presídio, causando revolta e apreensão dos presos. Ao mesmo tempo, um grupo paramilitar invade o presídio, ao que parece, atrás deste preso. A noite será longa para Adriano, em meio ao caos que se instaurou”.

Direção de José Eduardo Belmonte. Com Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Dennison Ramalho e Marcelo Starobinas.

Estreia dia 7 de novembro.

Marighella

“Marighella não teve tempo pra ter medo. De um lado, uma violenta ditadura militar. Do outro, uma esquerda intimidada. Cercado por guerrilheiros 30 anos mais novos e dispostos a reagir, o líder revolucionário escolheu a ação”. Através do Twitter, Kleber Mendonça filho afirmou que o filme de estreia de Wagner Moura na direção chegará aos cinemas brasileiros em 20 de novembro. O anúncio foi feito na exibição do filme no Festival de Cinema de Sydney, na Austrália.

Direção de Wagner Moura. Com Seu Jorge, Adriana Esteves, Bruno Gagliasso, Luiz Carlos Vasconcelos e Humberto Carrão. Selecionado para o Festival de Berlim, onde aconteceu sua premiere, Sydney Film Festival, Santiago Festival Internacional de Cine, Festival do Cinema Brasileiro de Paris e Bari International Film Festival.

Estreia dia 20 de novembro.

Depois a Louca Sou Eu

Sétimo longa-metragem de Julia Rezende inspirado no livro homônimo de Tati Bernardi. O filme conta a história de Dani e a busca pela cura das crises de ansiedade que a acompanham desde a infância.

Protagonizado por Débora Falabella.

Estreia prevista para novembro.

Noites de Alface

“Depois de presenciar a morte de sua esposa Ada, o rabugento Otto volta a ter problemas para dormir sem o seu remédio natural: um chá de alface que a mulher preparava todas as noites. Sozinho e cansado, sua única opção é observar o cotidiano de seus peculiares vizinhos, mas logo sua participação começa a ficar mais interativa do que o esperado”.

Direção de Zeca Ferreira. Com Marieta Severo, Everaldo Pontes, Inês Peixoto.

Estreia prevista para novembro

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão

“Rio de Janeiro, 1950. Euridice, 18 e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis. Elas vivem em casa e cada uma cultiva um sonho: tornar-se uma renomada pianista ou encontrar um amor verdadeiro. Por causa de seu pai, elas são forçadas a viver uma sem a outro. Separadas, elas assumirão o controle de seu destino, sem jamais perder a esperança de se reencontrarem. Um melodrama tropical”.

Direção de Karim Aïnouz. Com Carol Duarte, Julia Stockler, Gregório Duvivier. Participação de Fernanda Montenegro. Premiado na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes 2019.

Estreia prevista para novembro.

Atualizações podem ser feitas periodicamente*. Envie sugestões para o e-mail [email protected]. Imagem em destaque do filme “Marighella”, de Wagner Moura. * Atualização mais recente: 10 de julho de 2019, às 16h04.

Assista aos curtas indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019

Assista aos curtas indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019


Mais de 50 curtas-metragens brasileiros que circularam em festivais nacionais e internacionais estão disponíveis para assistir online e gratuitamente. As produções participam do primeiro-turno do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019, que até o final deste mês votará para eleger as finalistas.

A seleção traz filmes de variados gêneros, entre ficção, documentário e animação, e está disponível na plataforma até o dia 31 de maio. Entre os 51 curtas, o Assiste Brasil escolheu dez títulos que representam a diversificada produção audiovisual brasileira. Confira abaixo a seleção e prepara-se para a maratona!

NoirBLUE, de Ana Pi (MG)

“No continente africano, a diretora Ana Pi se reconecta às suas origens através do gesto coreográfico, engajando-se num experimento espaço-temporal que une o movimento tradicional ao contemporâneo. Em uma dança de fertilidade e de cura, a pele negra sob o véu azul se integra ao espaço, reencenando formas e cores que evocam a ancestralidade, o pertencimento, a resistência e o sentimento de liberdade”.

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Mesmo com Tanta Agonia, de Alice Andrade Drummond (SP)

“É aniversário da filha de Maria. No trajeto do trabalho para a festa, ela fica presa no trem, em função de uma pessoa caída acidentalmente sob os trilhos”.

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A Viagem de Ícaro, de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes (GO)

“Bazuka, catador de materiais recicláveis, sonha em voar. Para realizar seu sonho a única alternativa é construir suas próprias asas”.

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Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda (PE)

“Em 1975, a declaração da independência de Angola iniciou uma longa Guerra Civil que matou e expulsou vários angolanos de suas terras. 40 anos depois, Alice, a única filha brasileira de uma família angolana que encontrou refúgio no Brasil, decide ir pela primeira vez à Angola , atrás das histórias que motivaram seus pais a lhe batizarem com esse nome”.

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Disexta, de André Catoto (SP)

“Em 2013 o Brasil se prepara para receber a copa do mundo de futebol e olimpíadas. Foi encontrado o pré-sal uma das maiores reservas de petróleo do mundo. A taxa de desemprego  é de 4%. PIB é de USD 2.473 trilhão. Acompanhando as manchetes e chamadas dos telejornais, o cartunista @disexta desenha charges das mudanças no país. Se hoje os brasileiros enfrentam uma política truculenta, seu começo foi aqui”.

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Maré, de Amaranta Cesar (BA)

“O movimento da maré: várias gerações de mulheres quilombolas entre o impulso de partir e a vontade de ficar, entre a incerteza do futuro e a força da ancestralidade”.

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Nova Iorque, Leo Tabosa (PE)

“Hermila e Leandro querem fugir. Hermila e Leandro querem ficar”. Com Hermila Guedes e Marcélia Cartaxo.

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Aqueles Dois, de Émerson Maranhão (CE)

“Caio José tem 25 anos e é enfermeiro, Kaio Lemos tem 38 e é pesquisador acadêmico. O primeiro mora em Quixeramobim, uma pequena cidade no Sertão Central do Ceará. O segundo, na capital do Estado, Fortaleza. Eles têm boa formação intelectual, amigos, família e em nada se diferenciariam dos tantos rapazes que vivem realidades similares não fosse pelo fato de serem homens transgêneros”.

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Convite Vermelho, de João Victor Almeida (RJ)

“A rotina com os afazeres domésticos ocupa boa parte do dia da Cristina. Os ruídos desses movimentos ecoam por todos os cômodos vazios da casa. A chegada de um convite inesperado interrompe os seus costumes e a levará para um tocante reencontro, repleto de orgulho e saudade”.

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11010, de Gabriela Monnerat e Rodrigo Amim (RJ)

“Ada e Evon vivem em uma cidade que está sendo abandonada. Onde o amor está entre o mundo físico e os códigos binários”.

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Imagem em destaque: cena do curta-metragem “NoirBLUE”, de Ana Pi.

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