Recifest, festival LGBTI+, divulga filmes selecionados para edição 2019

Recifest, festival LGBTI+, divulga filmes selecionados para edição 2019


O Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero, um dos mais relevantes festivais com a temática LGBTI+ do País, anunciou nesta terça-feira (15) os filmes que integram a mostra competitiva da edição 2019. Dos 159 inscritos, de 16 estados, foram selecionados 22 filmes, de oito estados. A sétima edição do Recifest acontece entre os dias 20 e 22 de novembro, no Cinema São Luiz, em Recife (PE).

O festival ocorre, anualmente, desde 2013, no Recife e em cidades do interior de Pernambuco. Este ano, devido à falta de patrocínios de editais, em consequência dos cortes federais à Cultura, o Recifest será realizado em versão reduzida e com uma equipe voluntária.

Para ajudar a custear as atividades, será cobrado o valor simbólico de R$ 3 por ingresso. A organização estimula hospedagens solidárias para receber realizadores e participantes. “Diante da escalada do conservadorismo e anti-intelectualismo, da crescente homofobia, transfobia e racismo, e além da volta da censura, achamos que é de fundamental importância realizarmos o 7º Recifest, neste ano”, explicam Carla Francine e Rosinha Assis, produtoras do evento.

Além das competitivas, a programação traz uma mostra não competitiva de longas e curtas-metragens, performances, moda, rodas de diálogos e atividades formativas. A realização é das produtoras Olinda Produções, Casa de Cinema de Olinda e Taxi Cultural.

Mostra Competitiva Recifest 2019

Piu Piu, de Alexandre Figueirôa, é um curtas em competição no Recifest 2019. Imagem: Divulgação

As mostras competitivas de curtas têm curadoria de André Antônio e Anti Ribeiro. Os selecionados concorrem numa das seguintes categorias: “Produção Pernambucana”, para filmes realizados dentro do Estado, com empresa produtora e diretores locais, e “Produção Nacional”, para filmes realizados em todo o território brasileiro, incluindo Pernambuco. Confira a lista dos selecionados:

Programação Cinema São Luiz – Recife
(Rua da Aurora, 175 – Boa Vista – Recife – PE)

20/11 – Quarta-feira
19h – Mostras Competitivas de Curtas-metragens

Sessão: Inundar o mundo
Mar Fechado – Dir. Aurora Jamelo (PE) – 4′
Pattaki – Dir. Everlane Moraes (SE) – 20′
Preciso dizer que te amo – Dir. Ariel Nobre (SP) – 13′
Colômbia – Dir. Manuela Andrade (PE) – 16′
A felicidade delas – Dir. Carol Rodrigues (SP) – 14′

Sessão: Pense, dance
Banzo – Dir. Rafael Nascimento (PE) – 6′
Juca – Dir. Maurício Chades (DF) – 28′
Ilhas de Calor – Dir. Ulisses Arthur (AL) – 20′
NEGRUM3 – Dir. Diego Paulino (SP) – 20′

21/11 – Quinta-feira
19h – Mostra Competitiva de Curtas-metragens

Sessão: Minha cidade é outra
Santos Imigrantes – Dir. Thiago Costa (SP) – 7´
Vinde como estás – Dir. Rafael Ribeiro e Galba Gogóia (RJ) – 15′
Piu piu – Dir. Alexandre Figueiroa (PE) – 16′
Minha história é outra – Dir. Mariana Campos (RJ) – 20′
Balizando 2 de julho – Dir. Fabíola Aquino e Márcio Lima (BA) – 25′

Sessão: Gosto de Sangue
O Verbo Se Fez Carne – Dir. Ziel Karapotó (PE) – 7′
O Mistério da Carne- Dir. Rafaela Camelo (DF) – 18′
Cinema Contemporâneo – Dir. Felipe André Silva (PE) – 5′
A Carne é Beijo e o Avesso Água – Dir. Clarissa Ribeiro (RJ) – 5′
Gordox – Dir. Ivson Santo (PE) – 20′
Colidiremos – Dir. George Pedrosa (MA) – 12′
Barriga de imagens – Dir. Maria Bogado (RJ) – 15′

Com informações do Cultura.PE.

A carreira de Fernanda Montenegro no cinema em dez filmes

A carreira de Fernanda Montenegro no cinema em dez filmes


Fernanda Montenegro, referenciada como a dama do teatro, é também uma das mais aclamadas atrizes da história do cinema brasileiro. Em 1999, tornou-se a primeira artista latino-americana e única brasileira, atuando em língua portuguesa, indicada ao Oscar de melhor atriz com “Central do Brasil”. Pelo papel, recebeu o Urso de Prata, no Festival de Berlim de 1998. Outro título que carrega é de ser a primeira brasileira a receber o Emmy Internacional de melhor atriz por “Doce de Mãe”, em 2013.

Para além dos marcos, a atriz, que completa 90 anos, construiu uma sólida e fascinante carreira em quase sete décadas de plena atividade, com mais de 80 filmes, novelas e minisséries e centenas de peças de teatro. Ela compartilha suas memórias no recém-lançado livro “Prólogo, ato, epílogo: Memórias” e, em comemoração ao seu aniversário, recebeu diversas homenagens, entre eles um texto de sua filha Fernanda Torres e uma edição especial no Globo Repórter.

Em 2019, Fernanda estreia mais dois filmes e aguarda o lançamento de um terceiro para 2020. O primeiro a chegar aos cinemas, em outubro, é “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, e depois tem, em dezembro, “O Juízo”, de Andrucha Waddington, com roteiro de Fernanda Torres. Para o próximo ano, está previsto “Piedade”, de Claudio Assis.

Para não perder a oportunidade de conhecer mais a fundo o trabalho dessa grande atriz, o Assiste Brasil selecionou dez filmes que marcam sua trajetória no cinema. Confira!

A Falecida (1965)

A presença de Fernanda Montenegro no cinema foi arrebatadora desde sua estreia. O primeiro filme que atuou foi dirigido por Leon Hirszman, com roteiro escrito a duas mãos por Hirszman e Eduardo Coutinho, baseado na obra de Nelson Rodrigues. Uma das cenas mais icônicas é de Zulmira, sua personagem, tomando um banho de chuva no quintal de sua casa após um presságio. A atuação rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília de 1965 e, contraditoriamente, foi censurado na Ditadura Militar sob alegação de que Fernanda estava em “seu peior (sic) papel em representações”.

Eles Não Usam Black Tie (1981)

No filme de Gianfrancesco Guarnieri, Fernanda protagoniza uma das cenas mais marcantes não só de sua carreira, como também do cinema brasileiro. Sua personagem, Romana, ao lado do marido, interpretado por Guarnieri, sofre o luto da perda de um grande amigo e a expulsão do filho de casa. O silêncio que domina o ambiente é quebrado a partir do momento em que a personagem começa a catar feijões e colocá-los em uma panela de alumínio.

A Hora da Estrela (1985)

No filme de Suzana Amaral, a atriz assume o papel da excêntrica cartomante Madame Carlota, que gosta de contar as histórias de seu passado às clientes e oferecer conselhos. Ela passa simpatias para Glória (Tamara Taxman) arrumar um marido e prevê o futuro de Macabéa (Marcelia Cartaxo).

Veja Esta Canção (1994)

No segmento “Samba do Grande Amor”, inspirado na música homônima de Chico Buarque, Fernanda Montenegro interpreta Alzira, uma mulher de terceira idade, dona de casa e costureira, mas que por anos se apresentou como cantora lírica no teatro municipal. Um bicheiro que trabalha em frente ao seu prédio se apaixona pela voz que escuta todos os dias, antes mesmo de conhecê-la. O filme é dirigido por Cacá Diegues e tem roteiro de Betse de Paula, Isabel Diegues e Nelson Nadotti.

Central do Brasil (1998)

O papel que rendeu a Fernanda Montenegro a indicação ao Oscar e o marco de tornar-se a primeira artista latino-americana a concorrer na categoria de melhor atriz. No filme, dirigido por Walter Salles, a atriz interpreta Dora, uma professora aposentada que trabalha escrevendo cartas na Estação Central do Rio de Janeiro. A rotina da personagem, complexa e enigmática, é modificada pela presença de Josué (Vinicius de Oliveira), um garoto que deseja encontrar seu pai no sertão nordestino.

O Auto da Compadecida (2000)

Na produção dirigida por Guel Arraes e adaptada da obra de Ariano Suassuna, Fernanda interpreta Compadecida (Nossa Senhora), convocada por João Grilo (Matheus Nachtergaele) no momento de seu julgamento. “O Auto da Compadecida” foi desenvolvida inicialmente em formato de minissérie e transformada em longa-metragem.

O Outro Lado da Rua (2004)

Marcos Bernstein, um dos roteiristas de “Central do Brasil”, estreia na direção com um filme protagonizado por Fernanda Montenegro. Na trama, a atriz interpreta Regina, uma solitária mulher de 65 anos, “de sinceridade excessiva e ironia incontida”, que assume a tarefa de denunciar à polícia os pequenos delitos que flagra. Fernanda recebeu pela atuação o prêmio de melhor atriz no Festival de Tribeca, em Nova York, entre outras indicações.

Casa de Areia (2005)

“Casa de Areia” não é o primeiro filme em que Fernanda Montenegro e Fernanda Torres integram o elenco, mas certamente é um dos mais notáveis. Montenegro interpreta Dona Maria, mãe de Áurea (Torres). O português Vasco (Ruy Guerra), seu genro, leva ela e sua filha a uma jornada em busca da realização de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente adquiridas por ele. A direção é de Andrucha Waddington, que concorreu ao grande prêmio em Sundance.

Doce de Mãe (2012)

Fernanda Montenegro é Dona Picucha, uma viúva de 85 anos, sempre bem-humorada, apaixonada por samba e pela cozinha. Ela reúne os filhos para anunciar que a empregada doméstica que trabalha em sua casa há 27 anos deixará o emprego. É neste momento que a personagem reencontra sua liberdade. A produção foi lançada inicialmente como especial de fim de ano pra a TV e adaptada para uma versão seriada, em 2014. Com a personagem, Fernanda recebeu em 2013 o Emmy Internacional de melhor atriz e tornou-se a primeira brasileira ganhar a premiação. Em 2015, a minissérie recebeu um novo Emmy, desta vez de melhor série de comédia. A direção é de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo.

O Beijo no Asfalto (2018)

A terceira e mais recente adaptação da peça homônima escrita por Nelson Rodrigues marca a estreia de Murilo Benício na direção. Fernanda Montenegro – que interpretou Selminha na montagem original de “O Beijo no Asfalto” para o teatro, em 1960 – é D. Matilde, a senhora “faladeira” que acompanha a repercussão nacional do homem que beijou o outro no asfalto. O filme, metalinguístico, intercala as atuações em um cenário teatral a momentos de leitura do roteiro em uma grande mesa. Nesse filme, é possível conhecer de perto o trabalho realizado por Fernanda para a construção da personagem.

Os filmes brasileiros que estão na Mostra de São Paulo 2019

Os filmes brasileiros que estão na Mostra de São Paulo 2019


Entre os dias 17 e 30 de outubro, os mais de 300 títulos selecionados para a 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ocupam as salas de exibição, espaços culturais e locais públicos da capital paulista. Na programação, destacam-se 65 produções e coproduções brasileiras, entre longas e curtas-metragens, clássicos e contemporâneos.

Os filmes integram as seções de Apresentação e Programas Especiais, Competição Novos Diretores, Realidade Virtual e Mostra Brasil. Um dos destaques brasileiros da Mostra de São Paulo 2019 é “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, vencedor do prêmio máximo da mostra Um Certo Olhar dos Festival de Cannes 2019.

Além do novo longa de Aïnouz, outros oito filmes brasileiros têm exibições especiais. São eles: “Amazônia Sociedade Anônima”, de Estêvão Ciavatta; “As Protagonistas”, de Tatá Amaral; “Desarquivando Alice Gonzaga”, de Betse de Paula; “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz; “O Invasor”, de Beto Brant; “Tuã Ingugu (Olhos D’água)”, de Daniela Thomas; “Turma da Mônica: Laços”, de Daniel Rezende e “Madame Satã”, primeiro longa de Karim Aïnouz.

Mostra de São Paulo 2019 promove exibição especial de “Madame Satã” (2002), primeiro longa de Karim Aïnouz. Imagem: Divulgação

História, memória e experiência

Na vão-livre do Masp, acontecem as projeções de dois filmes brasileiros que passaram pela Mostra em edições anteriores: “Slam: Voz de Levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D`Alva, e “Todas as Canções de Amor”, de Joana Mariani. A seção exibe também “Macaco Feio… Macaco Bonito” e “Frivolitá”, curtas-metragens realizados nos primórdios do cinema de animação nacional, com trilha sonora ao vivo.

O cineasta Luiz Rosemberg Filho (1943 – 2019) recebe uma homenagem da Mostra de São Paulo 2019 em forma de retrospectiva, com três obras selecionadas: “O Jardim das Espumas”, “Crônica de um Industrial” e “Bobo da Corte”. Uma das marcas mais fortes de sua produção – “pedregosa e encantada”, como define Inácio Araujo – são as questões políticas.

A tecnologia, criando novos diálogos com o cinema, expande as maneiras de olhar e convida cineastas a explorar novos formatos. Os curtas “A Linha”, de Ricardo Laganaro, “Fogo na Floresta”, de Tadeu Jungle, e “Crianças Não Brincam de Guerra”, de Fabiano Mixo, estão na seção Realidade Virtual. O filme de Laganaro foi vencedor do prêmio VR Experience no Festival de Veneza 2019.

Mostra Brasil e Novos Diretores

A Mostra Brasil apresenta este ano uma seleção de 38 títulos (confira a lista completa no site da Mostra). Entre os destaques estão “O Juízo”, de Andrucha Waddington, com roteiro assinado por Fernanda Torres, e a exibição de um episódio da série “As Protagonistas”, de Tata Amaral, que conta a história do audiovisual do país a partir da contribuição das cineastas mulheres.

As produções nordestinas marcam forte presença no festival. Destaque para os cearenses “Pacarrete”, de Allan Deberton, premiado nos festivais de Gramado, Vitória e FAM, e “A Jangada de Welles”, de Petrus Cariry e Firmino Holanda. Alguns dos pernambucanos na seleção são “Acqua Movie”, de Lírio Ferreira, “Flores do Cárcere”, de Paulo Caldas e Bárbara Cunha, e “Beco”, de Camilo Cavalcante, este último na Competição Novos Diretores.

O carioca “Sem Seu Sangue”, primeiro longa de Alice Furtado, em competição, e o brasiliense “Indianara”, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, estiveram nas mostras independentes do Festival de Cannes, Quinzena dos Realizadores e ACID, e estreiam na Mostra. Outro filme de destaque internacional é “Pacificado”, de Paxton Winters, ganhador do prêmio máximo do Festival de San Sebastián. A trama se relacionada às ocupações das UPPs nas favelas do Rio e está na Competição Novos Diretores.

O recente contexto político, econômico e social brasileiro é tema recorrente entre as produções. Entre os documentários, estão “Amazônia Sociedade Anônima”, de Estêvão Ciavatta; “Abismo Tropical”, de Paulo Caldas; “Chão”, de Camila Freitas; “O Paradoxo da Democracia”, de Belisario Franca e “Outubro”, de Maria Ribeiro e Loiro Cunha. Nas ficções, destacam-se “Três Verões”, de Sandra Kogut, e “Breve Miragem de Sol”, de Eryk Rocha.

Sessões gratuitas no Theatro Municipal

Entre os dias 18 e 20 de outubro, o Theatro Municipal recebe uma programação gratuita de filmes brasileiros da Mostra em parceira com a Spcine. Serão quatro sessões com ingressos distribuídos na Central da Mostra na véspera das exibições ou na bilheteria do Theatro uma hora antes.

“A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, recebeu o prêmio máximo da mostra Um Certo Olhar em Cannes 2019. Imagem: Divulgação

“A Vida Invisível” abrirá as exibições no local na sexta-feira (18), às 20h30. No sábado (19) e no domingo (20), nas sessões vespertinas, às 16h, a programação apresenta, respectivamente, “Abe”, de Fernando Grostein Andrade – protagonizado por Seu Jorge e Noah Schnapp (Stranger Things) – e “Turma da Mônica: Laços”, de Daniel Rezende.

A noite de sábado, às 21h, é reservada para “Três Verões”, de Kogut, protagonizado por Regina Casé. O encerramento acontece no domingo, às 20h30, com “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz, filme vencedor do prêmio da crítica independente no Festival de Veneza.

Doses de Brasil na abertura e encerramento

Cena de “Wasp Network”, de Olivier Assayas, adaptado do livro de Fernando Morais e com Wagner Moura no elenco. Imagem: Divulgação

O filme de abertura da Mostra de São Paulo deste ano é “Wasp Network”, adaptado por Olivier Assayas do livro-reportagem “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. O filme, coprodução França/Brasil/Espanha/Bélgica, é protagonizado por Penélope Cruz e traz no elenco Wagner Moura em papel de destaque. Entre os produtores, está Rodrigo Teixeira, da RT Features.

No encerramento, o longa “Dois Papas”, produção do serviço de streaming Netflix, é dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, codiretor do clássico “Cidade de Deus”. A trama, baseada em fatos, acompanha as mudanças drásticas no Vaticano e é estrelada por Jonathan Pryce e Anthony Hopkins.

A sessão de abertura acontece nesta sexta-feira (18), às 16:30, no Cinearte 1. A de encerramento, no dia 30, quarta-feira, às 19h30, no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer. Os ingressos para a Mostra de São Paulo 2019 custam R$ 20 (inteira) de segunda a quinta e R$ 24 (inteira) às sextas e aos finais de semana. Na Central da Mostra são vendidos pacotes promocionais.

A programação completa, com horários e locais das exibições, está disponível para download em PDF (por filme ou por dia) e no site. Imagem em destaque do filme “Pacarrete”, de Allan Deberton.

Janela de Cinema: como contribuir para que edição de 2019 aconteça

Janela de Cinema: como contribuir para que edição de 2019 aconteça


Um dos mais importantes eventos cinematográficos do Recife, o Janela Internacional de Cinema busca viabilizar a edição 2019 através de financiamento coletivo pelo site Benfeitoria. Os cortes direcionados à Cultura promovidos pela atual gestão do governo federal afetaram os principais editais de apoio, o da Petrobras e do Funcultura, do Governo de Pernambuco.

O Janela de Cinema busca atingir até o dia 7 de novembro metas que vão de R$ 30 mil, mínimo para realizar uma edição simples do festival, até R$ 200 mil, que possibilitaria um festival de maiores proporções. Não há valor mínimo para contribuir com a campanha, entretanto, há recompensas variadas para colaborações a partir de R$ 20.

Segundo a organização, desde a estreia do festival, em 2008, foram contabilizados 130 mil espectadores utilizando em média duas salas de cinema. Entre curtas, médias e longas-metragens, foram exibidos aproximadamente 1.400 filmes contabilizando as 12 edições do festival.

O texto de descrição da Benfeitoria revela que foi cogitada a não realização do Janela este ano. “Logo chegamos ao sentimento de que seria uma prova enorme de coragem cancelá-lo. Não temos esse tipo de bravura. Imaginar a Rua da Aurora deserta à noite esse ano, nas datas reservadas ao Janela, não é uma opção”, completa.

A ação de financiamento coletivo foi a alternativa adotada recentemente pelo Festival do Rio, que caminha com uma campanha bem-sucedida e inicia uma nova fase. Meses antes, o Anima Mundi, segundo maior festival de animação do mundo e o maior da América Latina, foi viabilizado apenas com a colaboração do público após anunciar o congelamento e corte de seus recursos.

Recompensas do Janela de Cinema

Além de contribuir com a realização do 12º Janela Internacional de Cinema do Recife, as/os apoiadores recebem recompensas, tanto simbólicas quanto materiais. O nome das pessoas que fizerem colaborações a partir de R$ 20 recebe menção nos agradecimentos do Janela. Para valores entre R$ 50 e R$ 500, as recompensas variam entre cartazes em A3 do festival e do filme Bacurau (autografado), convites ou passaportes para as sessões e camisas.

Há ainda duas categorias de “Patrono”, para apoios de R$ 1 mil. Além das recompensas anteriores, a/o apoiadora/apoiador pode escolher entre uma reprodução do desenho original das artistas Clara Moreira ou Juliana Lapa ou um kit com 11 pôsteres das edições anteriores.

As/Os apoiadores que contribuírem com R$ 5 mil, ganham camisas e ecobags estampadas com as artes históricas do Janela, além do kit da edição deste ano, cartaz autografado de Bacurau e passaporte de acesso. Por fim, duas opções com foco em empresas oferecem as chancelas de “Patrocinador” (R$ 10 mil) e de “Apresenta” (R$ 25 mil) em todos os materiais e sessões.

Imagem em destaque de Victor Jucá/Divulgação.

Festival do Rio 2019 busca atingir nova meta em financiamento coletivo

Festival do Rio 2019 busca atingir nova meta em financiamento coletivo


O Festival do Rio lançou uma campanha de financiamento coletivo para levantar parte da verba necessária para a realização da edição de 2019. A primeira meta de R$ 500 mil de arrecadação está dentro do ritmo esperado e em breve deve virar para a segunda, que é levantar R$ 800 mil. Para colaborar, basta acessar o site da Benfeitoria e fazer a doação.

O orçamento mínimo do Festival é R$ 3,5 milhões, sendo que parte virá da participação do público via financiamento coletivo e parte está em negociação com empresas patrocinadoras. Devido ao cronograma necessário para levantar os recursos, o Festival do Rio ganhou uma nova data: entre 9 e 19 de dezembro. A campanha tem metas detalhadas no site.

Quanto maior for o valor arrecadado, maiores são as possibilidades de realizar mais ações e incrementar a programação. Além do Festival do Rio, o Janela Internacional de Cinema do Recife segue em campanha para viabilizar sua 12ª edição. Ambos enfrentam desafios financeiros após o congelamento ou corte de verbas pelo governo federal, que interrompe programas e editais ligados à Cultura.

Sobre o Festival do Rio

O Festival do Rio é o maior da América Latina. Desde sua criação, foram exibidos 7 mil longas, incluindo filmes recém-premiados em festivais e mostra internacionais como Cannes, Berlim, Toronto, Veneza e outros. Além de formador de público, o festival também atua com a formação de mão de obra, capacitando mais de 7 mil profissionais. Distribuídos em diferentes mostras, incluindo a Premiére Brasil, os filmes nacionais compõem parte importante do festival, que é a maior vitrine da cinematografia brasileira.

Imagem em destaque de Rogerio Resende/Divulgação. Com informações da assessoria.

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