Nos primórdios do cinema brasileiro, nos anos 1910, os filmes produzidos e filmados dentro do território nacional não circulavam entre outros estados. Nesta época o cinema era formado por Ciclos Regionais e um dos mais relevantes movimentos aconteceu no estado de São Paulo.

Dentre os nomes de destaque deste período, esteve o cineasta campineiro José Medina. Apaixonado pelas obras do norte-americano D.W. Griffith, cujo trabalho foi determinante na definição da linguagem cinematográfica, Medina foi pioneiro na cena do cinema paulista e aprendeu a fazer ficção empiricamente.

Ao lado do fotógrafo italiano radicado no Brasil, Gilberto Rossi, Medina fundou a produtora Rossi Filme. Dessa parceria surgiu a sua primeira ficção: o curta Exemplo Regenerador. O filme retrata “um pequeno drama social, feito em algumas horas do dia 14 de Março  de 1919” e chegou a ser exibido em salas de cinema de São Paulo.

Outros filmes de destaque produzidos pela parceria Medina/Rossi foram o longa-metragem Perversidade (1920), Do Rio a São Paulo para Casar (1922) e Gigi (1925). Suas obras foram vistas por importantes críticos da época, inclusive pelo modernista Mário de Andrade.

Em 1942, Medina também protagonizou outro importante fato histórico. Em plena Era Vargas, o seu primeiro filme sonoro, O Canto da Raça, foi censurado. A produção, baseada em um poema de Cassiano Ricardo, retratava a industrial cidade de São Paulo, entre fábricas e bondes. O filme foi acusado de “bairrismo” pela censura e todo material foi queimado.

Conheça mais sobre a história do ciclo do cinema paulista e do cineasta José Medina no segundo episódio da série Cinema Brasilis, realizada pelo Cinemascope:

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