Entre polêmicas da comissão do Oscar, perseguições ideológicas e a chegada ao poder de um governo ilegítimo, o esperado “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, estreia no Brasil com a classificação indicativa de 18 anos. O Ministério da Justiça justificou a censura devido a cenas de “situação sexual complexa”. Enquanto isso, na Holanda, o filme tem censura livre.

Além da ótima recepção da crítica internacional, “Aquarius” recebeu o prêmio de melhor filme no Festival de Sydney, na Austrália, melhor prêmio do júri no World Cinema Amsterdam, na Holanda, e foi selecionado para o New York Film Festival. A produção concorreu ao Palma de Ouro este ano em Cannes e pode ser um forte candidato à indicação de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar.

O filme brasileiro estrelado por Sonia Braga ganhou um espaço especial na capa do mês de setembro da revista francesa Cahiers du Cinéma. A edição traz um especial de textos e entrevistas sobre “os melhores filmes da temporada”. Na França, o filme estreia dia 28 de setembro e há rumores de que a classificação indicativa seja de no máximo 12 anos.

Sinopse

Clara (Sonia Braga), 65 anos, mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, Recife. Jornalista e escritora, viúva e mãe de três filhos adultos, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que quer ver o Aquarius demolido para dar lugar a um novo empreendimento. Dona do seu passado, presente e futuro, Clara irá encontrar nesse conflito uma energia nova e incomum na sua vida.

Veja a programação de 1 a 7 de setembro de “Aquarius” em 20 cidades do Brasil.

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