Conhecer e conectar mulheres. Esses são os maiores objetivos do grupo Mulheres Filmmakers e do Audiovisual, criado há pouco mais de um ano pela filmmaker paulista Patricia Bernal. Exclusivo para mulheres estudantes, profissionais e iniciantes do meio audiovisual, atualmente o grupo mantido no Facebook conta com a participação de mais de 2 mil membros. O espaço é dedicado a divulgar informações e vagas de trabalho, assim como tirar dúvidas e debater o espaço feminino ocupado por trás das câmeras.

O que começou como um grupo informal na rede social, acabou se tornando um projeto pessoal. Hoje Patricia dedica parte de seu tempo para impulsionar o crescimento do grupo e promove ações voltadas pra mulheres da área. No próximo dia 30 acontecerá o primeiro encontro presencial, com palestras e bate-papo com cineastas brasileiras. O evento acontecerá em São Paulo (SP) e será transmitido ao vivo pela internet.

Além de atuar como diretora, diretora de fotografia, montadora e na militância feminina no audiovisual, ela mantém o canal um YouTube chamado Câmera na Mão. Patricia compartilha dicas com cineastas e entusiastas, mulheres e homens, dando dicas sobre empreendedorismo na área do audiovisual e insights para quem quer começar a produzir de maneira independente ou trabalhar como freelancer.

Mulheres no Audiovisual

Quando decidiu deixar a carreira de jornalista para trás e se dedicar exclusivamente ao cinema, Patricia mudou-se para a Irlanda. A forma mais rápida e prática que encontrou para se enturmar e conhecer outros profissionais da área lá na Europa foi participando de grupos de filmmakers no Facebook. No entanto, em sua passagem pelo país, um fato a causou incomodo: não conheceu nenhuma filmmaker brasileira, apenas atrizes.

No retorno ao Brasil, além de não conhecer profissionais da área, Patricia notou a predominância masculina nos dois grupos de filmmakers brasileiros que participava. No entanto, essa predominância não é apenas uma coincidência. Uma pesquisa realizada pela ANCINE revelou que a disparidade de gênero no campo profissional do audiovisual. Dos 128 filmes nacionais lançados em 2015, 99 foram dirigidos por homens, 19 apenas por mulheres e 10 por ambos os sexos.

Unindo forças, é possível fortalecer a presença feminina no audiovisual e superar barreiras. Patrícia aponta que as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres neste mercado são a falta de oportunidade (o que, consequentemente, prejudica o desenvolvimento profissional) e o forte machismo que existe no meio. “A posição firme da mulher muitas vezes, é vista como ‘fazendo drama’ ao invés de ser encarada com respeito e profissionalismo”, disse em entrevista ao Tela Brasil.

Discutir o empoderamento feminino, inclusive no meio audiovisual, é uma das formas de combater o machismo, lutar pela equidade de gênero e pelo reconhecimento. “As mulheres estão ganhando confiança com a união em grupos, coletivos e o assunto vem sendo discutido em diversos ambientes, como os festivais. Estamos em um momento muito favorável para a mulher, pois elas resolveram falar o que pensam, o que sofrem e do que são capazes”, destaca Patrícia.

Você é mulher, tem afinidade com o audiovisual ou é profissional da área? Envie uma solicitação para o grupo Mulheres Filmmakers e do Audiovisual, participe e acompanhe todas as novidades.

 

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